30/09/12

ROBIN FIOR (1935 - 2012)

Outubro de 1962



O ano de 1962 em imagens.

A remodelação do governo

é difícil (impossível?) porque o primeiro a ser remodelado teria que ser Pedro Passos Coelho.

29/09/12

O Prof. Borges e os ignorantes dos empresários que, se fossem alunos

Agora até insultam os empresários de uma forma explícita, depois de Pedro Passos Coelho os ter considerado piegas.
Pois.
O Borges é só professor, não é empresário. Felizmente!
Se fosse, compreenderia o que é chegar à fábrica, de 35 trabalhadores, na 2ª feira dia 10 de Setembro, três dias depois do anúncio de Pedro Passos Coelho do roubo dos salários, e deparar com uma força de trabalho desmoralizada e desmotivada, não por acção do patrão mas por acção de um governo que se mete na vida das empresas e dos cidadãos ao melhor estilo de qualquer estado colectivista.
Liberais?
Não!
Estamos perante uma vanguarda iluminada que se mete na vida de todos nós, cidadãos e empresas.
E diziam que queriam menos Estado.
Um bando de idiotas, mas iluminados.


28/09/12

Cobrador de impostos, profissão de sucesso




One, two, three, four (for you, nineteen for me)
One, two (one, two, three, four)

Let me tell you how it will be
There's one for you, nineteen for me
'Cause I'm the taxman
Yeah, I'm the taxman

Should five per cent appear too small
Be thankful I don't take it all
'Cause I'm the taxman
Yeah, I'm the taxman

(If you drive a car—car)
I'll tax the street
(If you try to sit—sit)
I'll tax your seat
(If you get too cold—cold)
I'll tax the heat
(If you take a walk—walk)
I'll tax your feet
Taxman

'Cause I'm the taxman
Yeah, I'm the taxman

Don't ask me what I want it for
(Ha, ha, Mr. Wilson)
If you don't want to pay some more
(Ha, ha, Mr. Heath)
'Cause I'm the taxman
Yeah, I'm the taxman

Now my advice for those who die
(Taxman)
Declare the pennies on your eyes
(Taxman)
'Cause I'm the taxman
Yeah, I'm the taxman
And you're working for no one but me (Taxman)


Autor: George Harrison

27/09/12

Agora, que está tudo a correr mal

Não, Pedro, tu não estás cá para isso. 
Tu não és um blogger, como eu, que pode mandar bocas e larachas. 
Tu não és um comentador, seja dos encartados seja dos de café ( que até são mais ajuizados que alguns dos encartados).
Tu és 1º ministro eleito para governar, repito para governar.
Sabes o que isso é? Se calhar não, esse foi o nosso azar. Não sabes e nem tens a mínima ideia de como sair do buraco onde nos meteste.
Vá, Pedro não sejas piegas, como dizia o outro, não chutes para o lado, arregaça as mangas (em vez de ires cantar a "Nini"), pensa (se é que és capaz disso) e trata de encontrar soluções para os problemas dos cidadãos. 
No fim de contas são eles que te pagam o salário e se achas que não tens capacidade para o fazer, demite-te, sempre se poupam uns euros.

OHIO: 10%

é a vantagem de Barack Obama, nas sondagens.
E a música de campanha é esta:

Moon River


26/09/12

Leis e mais leis

para responder à crise estão a criar uma salganhada das antigas.
Ontem, num dos telejornais, naquelas entrevistas feitas pela estagiária de serviço a populares, na rua, achei curiosa a resposta de dois ou três cidadãos à pergunta: "O que pensa das últimas intenções do governo sobre a TSU, impostos e salários?" (cito de memória)
"Olhe, já não percebo nada do que se está a passar e de qual vai ser o nosso futuro."
Realmente a actual febre de alterar o que ontem era dado como bom e certo, criando novas leis e regras está a criar uma situação de tal forma confusa que ninguém se arrisca a programar mais do que o dia seguinte.
Não deixa de ser curioso que isto aconteça com um governo (??) que dizia pretender  simplificar e desburocratizar a vida aos cidadãos e empresas.
Os cidadãos sabem uma coisa: estão a ser assaltados, mas nem sabem como se defender pois o que era lei ontem pode não ser amanhã.
A maioria das empresas não pode programar nada a médio prazo pois o quadro legislativo está sempre a mudar e cada orçamento traz novas regras.
Não sei se somos um povo de brandos costumes, mas sei que somos desenrascados e despachados.
A vida tem de continuar, e num cinema próximo de si há sempre um biscateiro à sua espera que faz melhor, mais barato... e sem factura.
Depois admiram-se, os actuais governantes (??), que a cobrança de impostos diminua e a economia paralela cresça.

A turma de cábulas

regressou de férias.
Acabaram de entrar na aula no edifício do governo (??), a acreditar que dentro dos carros de estadão vão os jovens cábulas, a saber:
 o Pedro ( o "nini"), o Vítor, o Paulo (vulgo "Paulinho das Feiras"), o José Pedro, o Miguel (mais conhecido pelo "Cigarra"), a Paula, o Miguel ( vulgo "Vai estudar malandro"), o Álvaro ( "O canadiano"), a Assunção ( a "Lavradora"), o Paulo, o Nuno e o Pedro ( "O lambretas", que curiosamente hoje foi de carro, deve ser porque estava a chover).
Vão estar reunidos, pensa-se que o dia todo, a matéria é difícil e eles são cábulas.
Palpita-me que nada de acertado sairá de uma primeira reunião de cábulas acabados de chegar de férias.

24/09/12

Um idiota é sempre

um idiota.

Um esclarecimento: não tenho nada contra as cigarras

Até porque a fábula do Esopo já tem uma versão moderna e mais urbana, que reza assim:
blá, blá (ou seja a 1ª parte é igual ao original).
Chegado o Inverno a cigarra foi à sua vida.
No Verão regressou, vinha bronzeada, de óculos escuros e conduzia um Morgan.
As formigas ao verem-na chegar, nem queriam acreditar.
E perguntaram:
- Por onde andaste cara Cigarra?
- Olhem, aproveitei o Inverno e fui para Las Vegas cantar. Pagaram-me bem e até vos trouxe umas lembranças, minhas amigas.
Com a "colaboração" da Joana Lopes

23/09/12

Miguel Macedo continua a

Com 800.000 desempregados (nº oficial) e com vários milhões a fazer sacrifícios diários para poderem manter os filhos na escola, dar-lhes de comer, a levantarem-se de madrugada para chegar ao trabalho a horas e regressarem a casa tarde para já só verem os filhos a dormir, dizer o que Miguel Macedo disse é um insulto à dignidade da maioria dos cidadãos.
Tratem-nos com dignidade, caro Sr. ministro, é o que as pessoas estão a pedir aos políticos (governantes ou não) e estes continuam a não perceber o que se está a passar.
O que os cidadãos estão a dizer é que são pessoas e não máquinas e/ou números e como tal devem ser tratadas com dignidade.
Depois do que se passou nos últimos 15 dias ouvir um ministro insultar de novo os cidadãos é grave, gravíssimo.
Muitos pedem (e eu também) que os manifestantes não insultem os político, mas alguns destes continuam a insultar-nos diariamente, depois querem o quê?
Acreditam, alguns, que somos um país de brandos costumes, mas continuem a deitar gasolina para a fogueira que vão ver onde isto acaba.

Porque hoje é domingo

21/09/12

20/09/12

Crise política? Não !!!!

Nas sessões públicas aparecem, agora, os secretários de Estado. Para serem vaiados.
Alguns vão também aos telejornais balbuciarem umas coisas que tentam ser respostas às perguntas dos jornalistas.
Os ministros desapareceram.
Quando são vistos é em ambientes protegidos por guarda costas, a entrar para automóveis e em palestras no estrangeiro, que algumas vezes são em praias do Brasil.
Não me falem em crise política, isto está tudo a correr bem: não temos governo.
Antes assim.

18/09/12

Só me saem Vítores

Primeiro foi o Vítor Gaspar.
Agora é o Vítor Bento.
Segundo eles temos um destino: a austeridade, esta e mais nenhuma.
Mas, senhores Vítores, ainda podemos fazer perguntas, ou não?
Como, por exemplo, duas muito simples:
- se esta austeridade toca sempre aos mesmos, podemos estende-la a outros?
- se esta austeridade faz aumentar o desemprego, reduzir as receitas fiscais e nem sequer consegue atingir o défice proposto, podemos ao menos dizer que ela está errada?
Agora tudo é inevitável e nem se atrevam a fazer perguntas, seus idiotas, nós (os Vítores e quejandos) é que sabemos.
Sempre ouvi dizer que não há perguntas estúpidas mas apenas respostas.
Eu, que até sou modesto e vivo com pouco, apenas gostaria que estes senhores pensassem nas perguntas que faço e me respondessem.
Tenho alguma pressa, mas não se precipitem. Estudem, pensem, conversem uns com os outros e tentem dar respostas às dúvidas e inquietações dos cidadãos. 

17/09/12

Paulo Portas: o político experiente (??!!)

Há muitos fazedores de opinião e jornalistas  que estão espantados como um político experiente e profissional, como Paulo Portas, não teve sensibilidade nem capacidade para compreender os efeitos devastadores que as últimas decisões do governo (??) iriam ter na sociedade portuguesa.
Eu é que não compreendo tal espanto.

Paulo Portas pode ser um político, no sentido que é chefe de um partido, que disputa eleições, é eleito, já foi ministro e agora voltou a sê-lo.

Mas, como político, pensará o dito senhor nos cidadãos e em resolver os seus problemas? 

Duvido, ou antes tenho a certeza de que quando está na oposição mascara-se de agricultor, de pescador, de feirante, do que for preciso para da maneira mais demagógica e populista atacar quem, nesse momento, está no governo e fingir que está preocupado com as dificuldades dos cidadãos.
Chegado ao governo incha que nem um pavão e pensa só e apenas  em si.
É um vaidoso que se está a cagar para os cidadãos.
Quando foi Ministro da Defesa, fez o quê, além de comprar dois submarinos?
E agora como Ministro dos Negócios Estrangeiros passeia-se pelo mundo fora e finge que não tem nada a ver com as decisões do governo (??), a não ser com aquelas que lhe convém para a promoção individual.
Como é que um político deste baixo calibre se aguenta tanto tempo na ribalta é que é de espantar.
Ou talvez não, porque a imprensa também precisa de personagens como este para vender e o cérebro de jornalistas e fazedores de opinião fica paralisado perante tanto charme.
Em próximas eleições há que dar um correctivo a este senhor, até lá apupem-no sempre que ele descer à rua.

Modelação (seja lá isso o que for): não muito obrigado!!

Juro que se voltar a ouvir, nos debates e notícias sobre a TSU, a palavra modelação parto o aparelho de televisão.
Não há nada como incompetentes, neste caso Pedro Passos Coelho, para inventar palavras de forma a tentar baralhar-nos.
Agora, Pedro, inventaste a famosa modelação (??!!).
Mas ó Pedro, já devias ter percebido que o maralhal é burro mas não é assim tão burro, que até já deu para perceber que te falta ao respeito, o pior que pode acontecer a uma pessoa.
Curiosamente depois da famosa modelação ter sido "lançada" começa a correr, vindo de Bruxelas, que "não há caroço sem descida da TSU."
Chama-lhe o que quiseres, mas tenta perceber (e já agora o Vítor Gaspar) que nem os patrões querem que isso seja feito à conta "da redução em 7 pontos percentuais do rendimento líquido dos trabalhadores e famílias."
Estás a colocar o país a ferro e fogo, mas cheira-me que és tu que vais sair queimado.

16/09/12

PAULO PORTAS

Lê-se e não se acredita.
Mas este cavalheiro não faz parte do Governo?
Um, o Pedro, chama-nos estúpidos, o outro, o Paulo faz-se de idiota.
Uns patetas, os dois.
E a legislatura ainda tem três anos pela frente.
Alguém acredita que um Governo liderado por um pateta, que insultou os cidadãos, vai durar 3 anos?

Porque hoje é domingo

14/09/12

Orçamento ou não orçamento (do Estado)

Consta que é obrigatório a Nação ter um.
Consta que o mesmo pode ser chumbado no Parlamento.
Consta, na Constituição, que mesmo aprovado no Parlamento, pode ser vetado politicamente pelo Presidente da República ou enviado para o Tribunal Constitucional para verificação.
Todos (ou quase) dizem, agora, que não podemos viver sem orçamento, mas muitos desses ainda num passado recente diziam que não era drama nenhum o orçamento  não ser aprovado e que viver em duodécimos até seria uma boa maneira de controlar o défice.
Um país de cataventos.
E se está escrito na Constituição que pode ser vetado, qual é o drama?
Se o Presidente da República o vetar, só tem que assumir o acto e as respectivas consequências.
Vivemos tempos difíceis em que há que assumir posições claras e saber viver com as respectivas consequências.
A vida é tramada, que o digam aqueles que não têm dinheiro para a viver.

O laranjal

O governo (??) é velho de 15 meses.
Há quem já fale em fim de ciclo. 
Os ciclos dos governos estão cada vez mais curtos, acompanham os dos produtos de consumo.
Há quem fale da necessidade de remodelação. 
Alguns acrescentam que no PSD há gente melhor e mais qualificada do que os actuais governantes.
Devem estar na clandestinidade.
Mas acreditando que os há, quem quer ir para um governo chefiado por um zero à esquerda?

Uma entrevista a um 1º ministro

1. O cão de São Bento já tinha marcado o território com o seu mijo.
2. Alguém viu entrevistadores?
3. O Paulo Ferreira chegou a "passar pelas brasas".
4. Os accionistas da SONAE vão demitir o Eng. Belmiro de Azevedo e eleger o Dr. Pedro Passos Coelho.
5. Uma advinha: quem é o mentiroso, Paulo Portas ou Pedro Passos Coelho?
6. Poupamos o dinheiro que não temos.
7. Eu (Pedro Passos Coelho) governo para a Troika e mercado, os portugueses que se lixem.
8. O cheiro a merda, em São Bento, foi tanto que até cá em casa os convidados tiveram que ir arejar.

13/09/12

Dra. Manuela Ferreira Leite: chapeau!

Já por aqui tenho, no passado, ironizado (ou tentado) com a Dra. Manuela Ferreira Leite.
Hoje é para a elogiar.
A entrevista de ontem, na TVI24 (a ver aqui), é talvez a crítica mais demolidora ao actual governo e em particular ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
Ouçam-na e decidam pela vossa cabeça.
De referir, na parte final, o apelo para que os deputados decidam  votar o Orçamento em consciência e não acreditem (acreditemos) em salvadores da pátria, neste caso o Presidente da República.
Não podia estar mais de acordo.
Estamos em tempo de cada um decidir em consciência e assumir as consequências disso mesmo.
O Orçamento (o que se sabe dele) é tão assustador que para pior não podemos ir se for chumbado.
Em democracia há sempre alternativas, por muito que alguns nos tentem fazer crer o contrário.

12/09/12

Um cobarde na Presidência da República

Consta que depois das últimas decisões do governo (??) vai haver uma romaria ao Palácio de Belém.
Em lista de espera já estão: António José Seguro, a UGT, as confederações patronais.
Mas tirem o cavalo da chuva aqueles que esperam que o inquilino do Palácio vai dizer e/ou fazer alguma coisa.
Aníbal Cavaco Silva, conspirou para derrubar o anterior governo da maneira mas cobarde que há memória. 
Disse que não deixaria passar mais sacrifícios para os cidadãos ( era o tempo dos PEC's).
Apelou a manifestações de rua dos jovens descontentes contra o governo anterior.
Criou falsos casos de espionagem, para comprometer o anterior governo.
Disse, já com o novo governo (??) em funções, que José Sócrates tinha quebrado a solidariedade institucional ao não o ter informado do acordo com Bruxelas a propósito do PEC IV (na prática a causa próxima para a queda do anterior governo).
Depois deu posse a um governo dos amigos e desde então anda sorridente, excepto quando lhe foram à reforma, e até já deixou passar medidas de austeridade mais gravosas do que as anteriores. Também disse que este governo (??) estava a ser um bom aluno e até previu crescimento económico para o 2º semestre de 2012 (onde é que está, Sr. Professor?).
Por isso não é de estranhar os apupos de rua que já ouviu e a queda, nas sondagens, da sua popularidade para níveis nunca vistos por anteriores Presidentes. O pessoal é burro, mas não é assim tão, tão burro como alguns pensam.
Deixou (ou quis?) hipotecar a independência que um Presidente da República deve ter face aos vários actores políticos e hoje tem a sua credibilidade pelas ruas da amargura.
Esqueceu-se do ensinamento que, conta a lenda, Winston Churchill terá dado a um jovem deputado conservador, que no primeiro dia no Parlamento inglês, terá perguntado a Churchill:
"Então ali à frente é onde se sentam os nosso inimigos?" (convém recordar que a "House of Commons" não é um hemiciclo como os outros parlamentos, os ingleses lá terão as suas (boas) razões).
Ao que Churchill terá respondido:
"Não, meu filho, ali à frente sentam-se os nosso adversários, os nossos inimigos sentam-se deste lado."
Aníbal Cavaco Silva não conhecerá esta história e hoje, na sua cobardia, está atado de pés e mãos aos amigos, que afinal são os inimigos.
Porque das duas três, como diria o outro:
- ou o governo (??)  deu conhecimento antecipado, ao Presidente, das medidas agora anunciadas e quem cala consente;
- ou o governo não o fez e então a solidariedade institucional foi quebrada...mas um cobarde não demite governos da amigos (ou serão inimigos?)

11/09/12

Governados por zombies

Desde há umas semanas que há um zombie no governo (??): Miguel Relvas.
Na 6ª feira, dia 7 de Setembro de 2012, saiu do armário outro: Pedro Passos Coelho.
E hoje assistiu-se, em directo (1º na conferência de imprensa das 15h e depois na entrevista de José Gomes Ferreira na SIC, pelas 21h 30) à morte de um mito e à sua transformação em directo, momento televisivo único, em zombie. O seu nome: Vítor Gaspar.
Confirmei que o Sr. Ministro Zombie fala assim devagarinho, muito devagarinho, não porque pense que somos burros mas porque a velocidade da fala corresponde à velocidade dos dois neurónios que lhe restam ("Cala essa boca, sua anta", dizia o Caco para a Magda na fabulosa série "Sai de Baixo"). Mas a Magda ainda tinha um bom par de pernas e fazia-nos rir.
Este Sr. Zombie faz-nos chorar.
O quarto zombie vem a caminho: Paulo Portas e dá-me a ideia que também vamos assistir em directo à sua transformação.
E na Presidência da República também teremos um zombie?

10/09/12

Agora não é o Hitler no bunker é o Toni a responder ao Pedro Passos Coelho

A alternativa

Depois do discurso, de Pedro Passos Coelho, de ataque aos portugueses, dia 7 de Setembro de 2012 - 6ª feira, poucos têm sido os que o defendem.
Têm no entanto aparecido alguns laranjinhas, mesmo que travestidos de independentes, e populares a balbuciar umas idiotices.
Uma dessas idiotices é desafiarem o Partido Socialista com: "Digam lá qual é a alternativa."
Pois, curioso, é que eu na minha ingenuidade socialista (apenas votante) pensei que a resposta tinha sido dada no dia 5 de Junho de 2011, quando a maioria dos cidadãos votou na alternativa PSD e/ou CDS que, durante a campanha eleitoral tinham dito que votaram contra o PEC IV, com a consequente queda do governo do PS à época, porque os portugueses não podiam suportar mais austeridade e aumento de impostos. 
Ainda me lembro do então já patético Pedro Passos Coelho, como candidato, jurar a pés juntos, a uma eleitora, que nunca roubaria subsídios de Natal e férias. Isto para já não falar do que prometeu o Paulinho das feiras, hoje distinto e risonho Ministro dos Negócios Estrangeiros. De que te ris, idiota?
Portanto, mesmo não tendo votado nos partidos que apoiam o actual governo, sinto-me no direito de lhes perguntar: onde anda a vossa alternativa?

09/09/12

Se isto é um Primeiro Ministro...

Temos um Primeiro Ministro, de seu nome Pedro Passos Coelho, caso não saibam, que:
- 6ª feira assalta os cidadãos em prime time e que depois vai, com a sua Maria, a um espectáculo musical, está no seu direito;
- sábado, se fecha em casa, na sua Massamá, e resolve insultar os cidadãos com esta pérola, no facebook.
É caso para dizer: "Vai trabalhar, malandro!"

08/09/12

Mais do que as palavras a linguagem corporal

evidencia o estado de espírito de quem as profere.
Ontem, Pedro Passos Coelho, aquando do anúncio de algumas medidas orçamentais para 2013, revelou, na cara e na posição dos ombros, culpa e que está perdido.
Curiosamente a linguagem corporal de muitos dos comentadores que, nos diversos canais de televisão, analisaram o dito discurso revelou espanto, indignação e raiva.
Até o meu ódio de estimação, José Gomes Ferreira da SIC, destilava raiva quando afirmava que "a descida da TSU para as empresas era um jackpot para as grandes empresas".

07/09/12

Previsões para os jogos do fim da tarde

Às 19h 20m: Pedro Passos Coelho vs Portugueses = a Portugueses mais pobres e o Pedro volta a mentir-nos, em qualquer televisão perto de si.
Às 19h 45m: Luxemburgo 1 - Portugal 3, só dá na RTP1

Relógios, ensino profissional e o deserto

Tive um patrão, que por volta de 1990, me disse:
"António, ainda havemos de ter relógios através dos quais, além de ver as horas, poderemos enviar mensagens e falar uns com os outros. O problema é que a maioria não tem nada para dizer."
Quase que acertou, não são relógios (apenas por uma questão de tamanho, digo eu) mas são smartphones, ipads e similares.
E acertou quando previu que as pessoas, mesmo as iluminadas, pouco sabem e pouco (ou quase nada) têm a dizer aos outros.
Todos temos muitos "amigos" na facebook, enviamos muitos sms e muitas fotos uns aos outros...mas passamos o dia à frente do computador, e quando estamos em férias com os outros  o silêncio permanece, já que nos entretemos a enviar mensagens aos que não estão connosco.
A praia é um enorme deserto e os raios UV fazem mal à moleirinha, mas não aos dedos para teclarem nos telemóveis.
O que vale é que temos iluminados, que não devem ir à praia, e que têm tempo para pensar. É o caso do Prof. Carlos Fiolhais e do  jurista Pedro Lomba que desatam a falar do Ensino Profissional, do alto das suas cátedras, pensando que somos todos camelos.
O que mais me impressiona nestas posições sobre o Ensino Profissional é que, 38 anos após o 25 de Abril, ainda haja quem contraponha, a modelos recentes, o modelo do Estado Novo.
O modelo recente terá defeitos, de certeza. Haverá alternativas, de certeza. Mas colocar em cima da mesa o modelo do Estado Novo é coisa para dizer: "Poupem-nos, caros iluminados. Podemos não ter nada para dizer, mas não somos camelos"
Quando iluminados destes e ministros como Nuno Crato nos propõem um regresso ao passado é coisa para dizer: isto vai terminar mal.
Para estes senhores o futuro é um enorme deserto, e os camelos são eles.

05/09/12

04/09/12

Chorar (ou não)

Sempre fui de lágrima fácil.
Tipo, chorar quando vi a cerimónia da vitória do Carlos Lopes na maratona de Los Angeles, em 1984.
Por acaso até estava na estranja e vi-a em diferido.
Penso que é de família, o meu pai era assim e o meu Tio Xico era demais. Já morreram os dois.
Acho que estou a perder essa capacidade, ou será essa qualidade?