30/09/14

29/09/14

Luís Osório, o 1º sub-director de olho azul (e de águia)

Já estou habituado à fixação dos jornalistas, sejam sub-directores ou não, e dos fazedores de opinião no fantasma de José Sócrates, aquilo que estes senhores designam por "tralha socrática", a qual estará colada a qualquer pessoa que tenha estado nos governos dirigidos por José Sócrates.
Pelos vistos Luís Osório está incluído neste grupo de jornalistas. Hoje no editorial do jornal i considera  que tais pessoas (onde António Costa estará incluído); "são um activo tóxico, uma força de bloqueio..."
Até parece que quer excluir da vida cívica e política não só José Sócrates mas também quem trabalhou com ele.
Até aqui nada de novo. Haja, apenas, paciência.
No entanto, hoje, Luís Osório vai mais longe e diz que a vitória de António Costa: "é o reconhecimento de que a matriz do Partido Socialista continua a ser a de uma aristocracia urbana e elitista." (sic!!)
O homem deve ter estado a dormir durante o dia de ontem, relembro dia 28 de Setembro de 2014, um domingo, em que  cerca de 170.000 militantes e simpatizantes votaram nas primárias do PS tendo dado a vitória a António Costa por 70% contra 30% de António José Seguro.
 Êpá, nunca pensei que a nossa aristocracia urbana e elitista fosse tão grande.
Ó Luís vai catar-te.
Mas o "melhor" do editorial está guardado para o último parágrafo.
Então não é que o nosso Luís conseguiu  descobrir algo que nunca ninguém tinha visto:
Reparem na subtileza "a notícia é excelente", mas teve que referir a cor da pele.
Pergunto-me porque raio de ideia uma pessoa, por quem até hoje até tinha uma relativa boa opinião, faz referência à cor da pele de um político.
Será para introduzi-la na agenda de alguns políticos? 

26/09/14

Coelho amigo, a Tecnoforma

não está contigo.
Vi a conferência de imprensa dada pelo advogado da Tecnoforma e, assim a quente, 3 pontos a reter:
- O "Público", o jornalista José António Cerejo e mais uns comentadores (a divulgar oportunamente) vão ser processados pela Tecnoforma;
- O mesmo vai acontecer a um membro do actual governo (??), suspense: quem será? Aceitam-se apostas.
- Afinal quem pagou as despesas de representação ao actual 1º ministro (??) não foi a Tecnoforma, como o mesmo disse de manhã, mas o Centro Português para a Cooperação, uma ONG que tinha como mecenas a Tecnoforma.
E uma conclusão:
- não me parece que o dia tenha corrido bem a Pedro Passos Coelho.

Um coelho no parlamento


24/09/14

Pedro, "O coelho desmemoriado"

Pedro vai pedir à Procuradoria Geral da República que investigue "factos de que não se recorda".
Curioso. Investigação condenada ao fracasso, digo eu. Se o próprio não se recorda quem é que se recordará?
Mas os jornalistas podem fazer uma pergunta muito simples ao Pedro:
"Sr. Dr. trabalhou contra pagamento para a Tecnoforma no período em que foi deputado?"
Acredito que Pedro não se recorde do montante, mas não se recordar que foi pago (durante 3 anos!!) é algo bizarro, até porque até à data, e pelo que me tenha apercebido, o Pedro ainda não negou que trabalhou para a dita empresa.
Eu ainda sou do tempo que jornalistas e fazedores de opinião achavam estranho que um político não se recordasse de  quem tinha estado presente numa reunião realizada há 15 anos.
E não o largavam da mão enquanto ele não respondesse.
Outros tempos.

23/09/14

Pedro, o "bom coelho"

O caso da exclusividade parlamentar de Pedro Passos Coelho está encerrado, dizem alguns.
Para isso bastou que o secretário-geral do Parlamento tivesse vindo a público dizer que estava tudo bem. 
Falou mas não apresentou qualquer documento que comprovasse o que afirmou.
Na véspera já os comentadores amigos (Luís Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa) tinham vindo dizer que o Pedro é bom rapaz e que se fez algo de mal foi involuntário. Tudo bem, é para isso que servem os amigos (será?).
Já mais estranho é o silêncio da maioria dos jornalistas que, de repente, deixaram de fazer perguntas ou andar atrás de ministros de microfone em punho quase entrando pelas casas de banho onde os ditos ministros iam satisfazer as suas necessidades, outros tempos.
Mas, hoje, dois jornalistas levantam dúvidas que seria interessante alguém esclarecesse.
A ver vamos o que fazem os restantes órgãos de comunicação social.
Que a história do Pedro, "O bom coelho", está mal contada lá isso está.
Mas como alguém um dia me disse: "António, o jornalismo de investigação é caro."

22/09/14

A salsicha, o cão salsicha e o idiota do Pedro

Ele há a salsicha propriamente dita:


Ele há o cão salsicha:

E ele há um Pedro que descobriu a "salsicha educativa"??!!
Haja paciência.

16/09/14

Patos

Ontem, na charca do meu vizinho e amigo João M.

15/09/14

Onde andas Paula Teixeira da Cruz?

Consta que o sistema informático da justiça está parado a 100%!
Consta que a Sra. Ministra está na clandestinidade.
E eu ainda sou do tempo que se pedia a demissão de um ministro (Correia de Campos) por nascerem crianças em ambulâncias.
E nos telejornais, nada!
A não ser quando há atrasos na TAP.
Parece que os jornalistas e fazedores de opinião também estão na clandestinidade.
Lá vamos cantando e rindo...

14/09/14

Governados por ratazanas

Eu já desconfiava.
Mas com o caso BES/Novo Banco confirmei que somos governados por ratazanas.

Ratazanas que percorrem os esgotos da cidade.
Ratazanas que mandam dizer por terceiros (comentadores (?) e afins) as decisões que são incapazes de comunicar aos cidadãos.

Ratazanas que dizem que foi a outra ratazana que mordeu.
Desde o presidente da ratolândia, vulgo grande economista Cavaco Silva, que diz que a primeira-ratazana não lhe disse tudo, até ao governador do banco das ratas, todas são incapazes de assumir as responsabilidades.
Decididamente somos governados por ratazanas.
Quando é que alguém compra raticida e dá cabo delas?

11/09/14

Septiembre, once + September, eleven

Estão separados por 28 anos.
Ambos foram numa 3ª feira.
Sei onde estava em ambas as datas.
Em 1973 estava em Alverca da Beira a caminho da Guarda, no carro de um amigo do meu pai, quando ouvimos na rádio que Salvador Allende tinha sido derrubado e assassinado. No dia seguinte li o Diário de Notícias, com imagens a preto e branco.
Em 2001 estava em Paris, com a minha mulher e duas das minhas filhas, a fazer horas para me dirigir para o aeroporto Charles de Gaulle. Mais exactamente na esplanada de um café à frente da Gare de Saint Lazare. Face ao movimento das pessoas que se dirigiam para dentro do café para ver a televisão, também o fiz. E, aí, vi as imagens do atentado terrorista a Nova Iorque. O voo de regresso a Lisboa era só a meio da tarde, mas decidimos, face à previsível confusão no trânsito (automóvel e aéreo), ir para o aeroporto. Acabámos por conseguir chegar a Lisboa nessa mesma noite.
Duas datas a não esquecer.