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11/10/06

"Encontro" com RENAUD em Gizan

Em 1984 Renaud pouco me dizia. Foi preciso conhecer o Gildas G. em Gizan ( porto da Arábia Saudita, no Mar Vermelho ) para começar a ouvir a sua música regularmente, quando o Gildas trazia, de Paris, as cassetes (!!). Fiquei a gostar. Por causa da música e das letras irreverentes e demolidoras do pequeno-burguesismo francês. Hoje em andanças pela FNAC comprei este CD :


Porque tem as melhores das cassetes que ouvi nos idos de 1984 a 1986. Vale a pena ler ( ou ouvir ) o Hexagone da qual retiro este trecho :

Ils commémorent, au mois de juin,
Un débarquemente d'Normandie,
Ils pensent au brave soldat rican
Qu'est v'nu se faire tuer loin d'chez lui.
Ils oublient qu'a l'abri des bombes,
Les Français criaient : Vive Pétain,
Qu'ils étaient bien planqués à Londres,
Qu'y'avait pas beaucoup d' Jean Moulin.

Être né sous l'signe de l'hexagone,
C'est pas la gloire, en verité,
Et le roi des cons,sur son trône,
Me dites pas qu'il est portugais.

Dedicado ao meu amigo Gildas :

28/08/06

O valor de uma mosca !!!



Deve ter sido por andar a reler o "Bestiário, Fábulas e outros escritos " do Leonardo Da Vinci que me lembrei de mais uma história passada em Gizan ( ver vários dos meus "posts" para saber que fica na Arábia Saudita, que lá trabalhei, etc...).
Tentarei ser breve !
Como qualquer ser humano os sauditas odeiam moscas. É razoável. Se bem que só muito recentemente tivessem deixado de viver habitualmente com elas. Resultados das modernices !
Passo à descrição do ocorrido no ano de 1985 :
Local da acção : gabinete do director do porto de Gizan ( Dr. Hammoud ) no novo edifício recentemente inaugurado e equipado com ar condicionado e outras comodidades.
Personagens : uma MOSCA, Dr. Hammoud, um empregado ( indiano ) de limpeza da PAL ( empresa de manutenção do Porto ), o director ( filipino ) da mesma e eu.
1º Acto : Dr. Hammoud entra no gabinete e vê uma mosca. Fica furibundo. Telefona-me para ir ao seu gabinete com o director da PAL.
2º Acto : Entramos os dois no gabinete, onde ainda está o empregado de limpeza da PAL. Dr. Hamoud conta-nos o ocorrido. Esclarecemos que o empregado tinha o equipamento necessário ( insecticida de spray ) e que naquele dia, como em todos os outros, tinha seguido a rotina normal para tentar não haver moscas no gabinete quando o director do porto lá entrasse.
3º Acto : Dr. Hamoud não aceita as explicações e uma vez que estava especificado no contrato da PAL que deveria garantir a não existência de qualquer mosca no seu gabinete decide multar a empresa de manutenção !
Cai o pano e saiem de cena os artistas...excepto a mosca que só terá sido vista pelo Dr. Hammoud. Os restantes personagens nunca chegaram a encontrar o cadáver da desgraçada !
P.S. : o narrador já não se recorda do valor da multa mas por aquelas bandas nunca andavam abaixo da centena de contos !

23/08/06

Multas em Gizan !

aqui contei a primeira multa em que estive envolvido aquando da minha estadia em Gizan.
Para contar a segunda tenho de enquadrá-la na forma de funcionamento da gestão e exploração do porto de Gizan...ou antes em toda a Arábia Saudita.
Tudo é feito ( pelo menos era há 20 anos ) por empresas contratadas pelas autoridades portuárias sauditas, após concurso especificado em Caderno de Encargos. Essas empresas são na sua maioria estrangeiras ( que fornecem a mão de obra e a massa cinzenta ) se bem que tenham todas de ter um "sponsorship" saudita ( que recebe em troca uns "tostõezitos" ). A maioria dos contratos têm uma duração de 3 anos.
A história que passo a contar decorre em finais de 1985 pouco tempo depois de a nova empresa ( indiana ) de manutenção e limpeza do porto ter iniciado as suas actividades substituindo a anterior ( filipina ).
Era uma 5ª feira ao fim do dia, véspera do dia de descanso semanal. Já não estava ninguém no edifício da administração. Telefona-me ansioso o responsável da dita empresa a informar-me que o ar condicionado do edifício não funcionava !!!
Tudo menos ficar sem ar condicionado...as temperaturas nessa altura do ano andavam pelos 40º C e a humidade entre 80 e 90 %. Se não resolvesse o problema tinha garantida a guia de marcha para Portugal !
Desloco-me ao porto para analisar a situação. Identificamos que é um termóstato que está avariado e a nova empresa ainda não tem peças sobressalentes no local. Lembro-me que o edifício do Terminal de Contentores, que foi concluido na mesma altura do outro, mas que não está ocupado já que o porto ainda não tem o equipamento de descarga adequado, poderá ter um sistema de ar condicionado semelhante. Bingo !
Tomo a decisão de na 6ª feira a empresa proceder à substituição dos termostátos . O que foi feito durante o dia e no domingo tudo estava a funcionar impecavelmente.
Também solicitei ao responsável que encomendasse logo dois termóstatos ao forncedor em Riade, o que foi feito.
"Tudo jóia! " - pensei para com os meus botões. Mas enganei-me.
No dia seguinte o Director do Porto ( Dr. Hamud ) chama-me e ao "Team Leader" da Empresa de Manutençã0 para o seu sumptuoso gabinete. Sentamo-nos e infoma-nos que a minha empresa e a de manutenção iam ser multadas !!!!! ( já não me lembro do valor, mas terá andado pelos 1000 contos a cada empresa). Disse-nos que tinha sabido pelo fornecedor do ar condiconado, que ainda se encontrava em Gizan, que algo tinha acontecido no fim de semana. Expliquei com toda a calma a opção tomada, que era a única que garantia que ele e todos os que trabalhavam no Edifício Principal tivessem ar condicionado já que o edifício do Terminal de Contentores estava vazio !!
Foi gastar o meu latim para nada. Fomos multados e "end of the story".

Os dois edifícios mencionados vistos do interior da zona portuária. À direita o do Terminal de Contentores, que 1 ano e meio depois da sua inauguração ainda estava fechado e nem um só contentor tunha sido descarregado.

14/08/06

Inkama

O Inkama é o Bilhete de Identidade que as autoridades sauditas emitem para um trabalhador expatriado enquanto lá trabalha.
O meu ( ou antes a sua fotocópia, já que o original teve que lá ficar quando regressei definitivamente ) era assim :
O processo para a sua emissão é um verdadeiro hino à burocracia. Além de que é uma forma de não nos podermos ausentar do país, já que o passaporte fica na posse das autoridades. O mesmo só nos é devolvido, com o respectivo visto de saída, uns dias antes das nossas viagens ou de férias ou de negócios.
O melhor artigo sobre a burocracia saudita para a emissão dos vistos de saída é o de Ziauddin Sardar : "Mecca", publicado no nº 77 da Granta ( Primavera de 2002 ). Infelizmente não disponível "on-line". Sardar é um autor muçulumano anglo-paquistanês ( nascido no Paquistão ) que viveu na Arábia Saudita entre 1975 e 1980.
Dos autores muçulumanos que li é dos poucos que condenou violentamente os ataques de 11 de Setembro neste artigo .

13/08/06

Um Ramadão em Gizan


Vivi em Gizan um Ramadão, o de 1985 ( ano Gregoriano ) ou de 1405 ( ano Hegira ). Escrevi numa carta a minha mulher :

" Gizan, 20 Maio 85
1º Ramadão 1405
Começou o Ramadão, mês de purificação para os muçulumanos. O ritmo de vida será completamente alterado durante 30 dias.
O horário oficial para os muçulumanos é das 1oh às 15h. Durante o dia ( entre o nascer e o pôr do sol ) não beberão, não comerão e nem fumar podem !
Depois durante a noite podem fazê-lo.
Para nós expatriados não muçulumanos será ainda maior o afastamento relativamente a uma realidade difícil de penetrar.
Para mim o horário será das 8 às 12h e das 13 às 17h. O mesmo horário que tinha aí últimamente."
O Alcorão diz no Capítulo II - " Al-Bacarah" ( "A vaca " ) :
"185. Jejuai no Ramadã, o mês da revelação do Alcorão, o guia para os povos, com provas claras de orientação e de Critério - do bem e do mal. O que entre vós estiver presente deixai-o jejuar o mês, o que estiver doente ou em viagem deverá jejuar, em seguida, pelo número de dias correspondente. Alah deseja para vós alívio e não provações. Deseja que completeis o período de jejum, que glorifiqueis Alah por vos haver encaminhado e que sejais gratos pela vossa fortuna."
"186. Quando os Meus servidores te interrogarem a Meu respeito, então, certamente, estarei junto de vós. Atendo a prece do que suplica quando clama por Mim. Deixai-os, pois, ouvir o Meu chamamento e ter confiança em Mim, para que possam ser levados pelo bom caminho."
"187. Fez-se legal para vós que vos aproximeis das vossas esposas na noite de jejum. Elas são vestuário para vós assim como vós o sois para elas. Alah sabe que vos enganáveis a vós mesmos a este respeito e o Senhor amerciou-se e perdoou-vos. Mantei, pois, relações com vossas esposas e procurai o que Alah destinou para vós; e, comei e bebei até que o fio branco se distinga para vós do fio preto da madrugada. Então, observai rigorosamente o jejum até ao anoitecer e não lhes toqueis, mas, entregai-vos às vossas devoções nas mesquitas. Estes são os limites estabelecidos por Alah dos quais não vos deveis aproximar. Desta maneira Alah expôs a Sua revelação aos povos para que os homens possam afastar a tentação e o mal."
( Versão portuguesa de Bento de Castro - 1964 - Lourenço Marques )
Hoje, passados 20 anos, o que retenho desse mês é o facto de um país ( neste caso a Arábia Saudita ) parar literalmente um mês !! O dito horário de trabalho para os muçulumanos ( das 10 às 15 h ) era ficção ! Logo no primeiro dia os poucos que decidiram aparecer na sede do porto levaram os seus colchões. Colocavam-nos nos seus gabinetes e ali dormiam em paz !( A maioria são os que não têm ar condicionado em casa...já que o edifício do porto tem ). Os expatriados não muçulumanos garantiam os "serviços mínimos", já que para as decisões de gestão era necessária a assinatura das chefias sauditas...que estavam ausentes ou a dormir ! Nesse período penso que o movimento no porto se reduziu a descarregar três navios ( dois de cereais e um de automóveis ). O comércio durante o dia estava fechado. Quando abria, com o pôr do sol, era para comprar alimentos. Depois viviam à noite até tarde. E de 5ª para 6ª feira ( dia santo ) era à grande e à francesa....com o comércio nos "souks" aberto até ao nascer do sol.
No final do mês todos aguardavam a indicação ( com um tiro de canhão ) que a lua tinha sido vista e o Ramadão acabara. Seguiram-se três dias de festividades.

10/08/06

14.09.1984 : decapitação em Gizan.


Estava em Gizan há cerca de um mês. A 14 de Setembro de 1984, uma 6ª feira, presenciei a uma decapitação. Transcrevo o que na altura escrevi numa carta para a minha mulher :

" Na 6ª feira passada, 14 de Setembro, quando de manhã ia para a praia com P., S e M., soubemos que ia haver na praça à frente do porto uma punição ( ou execução ou qualquer outro castigo ) uma vez que a polícia tinha estado a retirar os carros. Seria por volta das 12 horas. M. mostrou pouco interesse em assistir a barbaridades. S. e P. estavam na disposição de ir. Eu estava hesitante.
Saímos da praia e chegámos à praça por volta das 12 h.. Praça rectangular, cujo perímetro se encontrava com um cordão de polícia e nos passeios já se aglomeravam cerca de 1000 a 2000 pessoas. Iria haver uma punição sobre alguém que infringiu as regras. Não sabíamos que tipo de punição ( execução, chibatadas, corte de mão,...). aguardámos debaixo de um calor torrencial.
A multidão era constituida por sauditas e estrangeiros que cá trabalham.
Às 12h 20m chega um carro celular escoltado por polícia que entra na praça e estaciona. Estava ligeiramente afastado e decido-me aproximar para o passeio que circunda a praça. Às 12h 30m acaba a oração na mesquita fronteira à praça. Os crentes saiem e pelos altifalantes ouve-se falar.
Por volta das 12h 40m, sai do carro celular um homem pequeno, de pés agrilhoados e mãos algemadas atrás das costas. Vem também com os olhos tapados. Apercebemo-nos que se irá tratar de uma decapitação. É conduzido por polícias que o ajoelham no chão e lhe retiram a camisa. Aproxima-se um homem alto e vigoroso, vestido à saudita ( vestido branco e lenço vermelho e branco ), que desembaínha uma espada e, por detrás da vítima, num só golpe vigoroso lhe corta a cabeça ! Desde que o homem saíu do carro até ao momento da morte decorreram cerca de 30 segundos. Aproxima-se um médico, para confirmar o óbito !? Retiram o corpo de maca dentro de uma ambulância. Estas cenas finais não as sigo com atenção quer porque desviei o olhar quer porque a multidão dispersou.
Espectáculo (?!) algo primário, mas destituido de "show off" e de uma rapidez e precisão impressionantes. Mais tarde viemos a saber que a vítima era um saudita que tinha morto a ex-mulher. E aqui a lei do Corão é "olho por olho, dente por dente".
Não sei...Mas estava cá e era um tipo de realidade a que queria assistir."

Praça Central de Gizan junto ao porto em 15.12.1985. Em 14.09.1984 ainda não estava assim arranjada e a Mesquita no canto esquerdo não existia. Só existia a do canto direito.

07/08/06

Hora de oração em Gizan

Hora de oração. Os crentes são chamados à mesma. Ouvem-se os muezzin ( ou os altifalantes ) do alto dos minaretes a chamar à oração. No silêncio de uma pequena cidade como Gizan soa como música que nos dá alguma tranquilidade ( mesmo quando não se percebe árabe, como é o meu caso ). É um ritual que se repete cinco vezes ao dia. Não deixa de ser curioso ver qualquer crente , mesmo sózinho, estender o seu tapete, virar-se para Meca e rezar. Nas instalações do porto, onde trabalho, interrompe-se a actividade e todos rezam. Antes é vê-los a fazerem as abluções...nem que para isso utilizem os lavatórios para lavarem os pés. ( Nas futuras instalações do novo porto em fase de construção, quando lá cheguei, já estão previstos Wc's com dispositivos mais práticos ! ).O comérico fecha. E para os mais distraidos lá andam os "policías" religiosos ( nomeadamente no velho souk ) com as suas chibatas para lhes recordar que têm que fechar a loja. Os grandes ajuntamentos, nas mesquitas, verificam-se às 6ª feiras o dia santo dos muçulumanos.
Esta ausência de hierarquia religiosa sempre me fascinou, nomedamente quando me lembro dos meus tempos de jovem cristão que comungou, fez a comunhão solene e o crisma, contactou com toda a complexidade da hierarquia da igreja católica. O que não impede que hoje seja um agnóstico.
Resultará isso das palavras do profeta Maomé : " Não há outro deus senão Deus, e Maomé é o seu profeta." ? Ou seja da não necessidade de haver alguém que intermedeie a relação do crente com deus ?
Mas depois ao tentar, em conversa com os sauditas, egipcíos, tunisinos, sudaneses, etc, que lá conheci, compreender essa realidade...a coisa complica-se. Já que na ausência de uma hierarquia formal, haverá uma hierarquia estabelecida ou por razões de ordem social ( os mais letrados e/ou poderosos ) ou por razões de quem tem estudos religiosos ( os que frequentaram escolas religiosas ) e que é aceite implicitamente sem grande espírito crítico. Para quem trabalhava no porto foi fácil verificar que quem chamava à oração era o Director Financeiro. E na sua ausência seria o seu número dois. Apesar das restrições existentes num país como a Arábia Saudita não deixava de ser curioso as piadas ( em voz baixa ) dos quadros sauditas mais liberais que o chamavam de ayatollah !
Lembremo-nos que os sunitas são maioritários neste país...e que a revolução xiita tinha sido há 5 anos. Ramo do islamismo que no entanto possui um "clero" ( se assim se pode dizer ) de mullahs, cuja alta hierarquia dos "mudjahidin infalíveis" desempenha um papel intercessor entre Alá e os homens e está habilitada a tomar decisões teológicas canónicas ( o que não é o caso dos ulemás sunitas ).
Depois de dois anos passados em Gizan e vinte do meu regresso a Portugal, ainda me pergunto porque razão uma religião com uma tal base "anarquista" deu origem a regimes autoritários e a grupos terroristas que reinvidicam o nome de deus em vão.
Será porque Maomé era também um chefe militar e a questão do califado estar tão presente na sua sucessão e na expansão da fé ? Será porque para cada muçulumano a sua religião é fundamental para ele ?

05/08/06

17 de Agosto de 1984 : GIZAN !


Era uma 6ª feira quando cheguei, pela primeira vez a Gizan, Reino da Arábia Saudita, no Mar Vermelho. Na véspera tinha saído de Madrid num vôo da Iberia com destino a Jeddah. Aqui apanhei o vôo 737 da Saudia para Gizan.
Aqui trabalhei quase dois anos numa empresa francesa que dava assistência à gestão saudita do porto.
Foi uma experiência única, com muitos episódios que eventualmente contarei nos próximos tempos. Conheci pessoas de todo o mundo ( penso que de cerca de 60 países dos 5 continentes ! ), já que a população activa era, na altura, maioritariamente expatriada. A curiosidade fez com que tentasse compreender uma realidade com que contactava pela 1ª vez : o islamismo.
No meu primeiro período de férias ( 15 dias cada 4 meses ) em Lisboa comprei a versão portuguesa do Alcorão de Bento de Castro ( 1964 Lourenço Marques ) que li com a máxima atenção.
Regressei definitivamente a Portugal no dia em que os EUA bombardearam Tripoli na Libía. Foi um 15 para 16 de Abril de 1986. O vôo foi Gizan - Jeddah - Londres ( Heathrow ) - Lisboa. Lembro-me que Heathrow estava cheio de polícia, mas com a habitual calma britânica.
Na altura vinha com a sensação que um dos principais problemas com que nos iríamos debater num futuro próximo seria a relação com os países islâmicos ( árabes e não só...a revolução islâmica no Irão tinha sido em 1979 ), por razões que tentarei abordar em futuros textos.
Nos últimos 20 anos tenho tentado documentar-me sobre uma realidade que se mostra cada vez mais complexa, trágica e sem saída. As reflexões e histórias que contarei são baseadas na minha experiência saudita e nas leituras que fiz desde então.

15/04/06

Fumador multado !