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24/09/09

Fernando Rosas. Forcas. Cadeiras Eléctricas e eleitores vendidos

Hora de almoço. Vejo o Telejornal da RTP1. Apresentam o resumo das campanhas dos diferentes partidos. E eis que de repente surge o Dr. Fernando Rosas. No alto de um palanque. Excitadissimo. Algumas pérolas ( cito de memória ):
" Votar no PS ou no PSD é escolher entre a cadeira eléctrica e a forca."
" Temos que recuperar os eleitores vendidos que votam no PS."
Vivemos em democracia. O Sr. Dr. tem direito às suas opiniões, não tem é o direito de insultar os eleitores.
Ou serão tiques maoistas ?

19/09/09

Um ornitorrinco na Presidência ?


Não ! Um mamífero como qualquer um de nós.

13/09/09

" Sincerity itself is bullshit " ou a sinceridade é uma treta ( tradução livre )

É o que diz Harry G. Frankfurt ao terminar o seu livro " On Bullshit " ( editado em 2005 pela Princeton University Press e já trduzido para português pela Livros de Areia, em 2006, com o título " Da Treta " ).
Lembrei-me dele por causa da Dra. Manuela Ferreira Leite e da sua campanha baseada na verdade e porque alguns comentadores, nomeadamente os que lhe são afectos e não só, consideraren que a sinceridade da senhora é uma das suas mais valias quando comparada com a representação / artificialidade dos outros candidatos, nomeadamente José Sócrates. que serão "produzidos" por agências de marketing ou assessores e com tal não sinceros.
Para reflexão deixo os dois últimos parágrafos ( páginas 64 a 67 ) do referido livro :
" The contemporary proliferation of bullshit also has deeper sources, in various forms of skepticism which deny that we can have any reliable access to an objective reality, and which therefore reject the possibility of knowing how things truly are. These "antirealist" doctrines undermine confidenc in the value of disinterested efforts to determine what is true and what is false, and even in the intelligibility of the notion of objective inquiry. One response to this loss of confidence has been a retreat from the discipline required by dedication to the ideal of correctness to a quiet different sort of discipline, which is imposed by pursuit of an alternative ideal of sincerity. Rather than seeking primarily to arrive at accurate representations of a common world, the individual turns toward trying to provide honest representations of himself. Convinced that reality has no inherent nature, which he might hope to identify as the truth about things, he devotes himself to being true to his own nature. It is as though he decides that since it makes no sense to try to be true to the facts, he must try instead to be true to himself.
But it is preposterous to imagine that we ourselves are determinate, and hence susceptible both to correct and to incorrect descriptions, while supposing that the ascription of determinacy to anything else has been exposed as a mistake. As conscious beings, we exist only in response to other things, and we cannot know ourselves at all without knowing them. Moreover, there is nothing in theory, and certainly nothing in experience, to support the extraordinary judgment that it is truth about himself that is the easiest for a person to know. Facts about ourselves are not peculiarly solid and resistant to skeptical dissolution. Our natures, indeed, elusively insubstantial- notoriously less stable and less inherent than the natures of other things. And insofar as this is the case, sincerity itself is bullshit. "
Sublinhados meus.

10/09/09

Os debates. Notas soltas

Ainda faltam 2 ou 3. Não vi todos. Quase. Algumas notas soltas :
1ª - Depois do debate Sócrates - Louçã ouço, na rádio no dia seguinte, falar sobre as camas do hospital de Seia e do troço da auto-estrada. Nada sobre o programa do BE. A comunicação social vende casos não programas. Mas depois dizem que não se discutiram os mesmos.
2ª - José Sócrates terá muitos defeitos e fraquezas mas uma qualidade não se lhe pode tirar, não varia de discurso conforme o opositor e diz ao que vai. Ao contrário de Manuela Ferreira Leite, que até esteve de acordo ( !!! ) com muito do que Francisco Louçã afirmou no respectivo frente a frente. Ou de Louçã que no debate com Jerónimo de Sousa parecia um candidato a chefe da Juventude Comunista do PCP, como alguém já disse.
3 ª - A qualidade da maioria dos debates que vi foi razoável e permitiram esclarecer pontos importantes dos programas eleitorais dos partidos.

08/09/09

A vitória de José Sócrates

Dizem que ninguém lê os programas dos partidos.
O Professor Francisco Louçã fiou-se na Virgem. Geralmente em debates ninguém lhe pergunta o que defende o seu programa. Nas entrevistas nunca é contraditado. Nunca ninguém lhe pergunta como concretizaria as suas propostas.
José Sócrates ao ler , no debate da RTP 1, partes do programa do BE mostrou, a quem assistiu ao debate, que a esquerda caviar defende o que sempre defendeu. Que não aprendeu nada com a queda do muro de Berlim. Que não fez autocrítica nenhuma e que no essencial defende um projecto colectivista e totalitário. Nacionalizações. Empresas dirigidas por comissários políticos. Tudo gratuito à conta do dinheiro de todos nós.
KO técnico.

Vá lá Senhores Jornalistas...

não se inibam.
Traduzam o "fuck them" do Sr. Alberto João Jardim ( membro do Conselho de Estado, Presidente do Governo da Madeira e putativo candidato a deputado ) por : " Vão-se foder ! ".
Tão ladinos noutros temas estão agora em auto-censura ?
Talvez o Sr. Presidente da República se ofenda mas a restante rapaziada já conhece o termo.

07/09/09

Fuck you, Mr. President

Alberto João Jardim , à frente de Manuela Ferreira Leite e para as camaras de televisão, "mandou foder" quem se indignou com o que se passou hoje com a utilização de viaturas oficiais na passeata , vulgo arruada, da Senhora Doutora.
Bem sei que foi em inglês ( "fuck them " ). É mais fino. Mas o Presidente Cavaco Silva deve saber um minímo de inglês. Até viveu na velha Albion.
Mas até à data está silencioso.
Deve estar a preparar uma comunicação ao país...em inglês, ou então só é especialista em linguagem gestual para surdos.

De regresso de Paris e aos debates

Nos jardins do Trocadero. 3 de Setembro. Foto de C.


Estive em Paris. Quatro dias. Em trabalho mas também com amigos de longa data a quem agradeço a hospitalidade.
Tentei manter-me "desligado" de Portugal. O que é dificil. Há jornais, TV , internet. Mas consegui.
Só vi o empate com a Dinamarca.
Mas a França também empatou e verifiquei que , em França como em Portugal, há infelizmente mortos em acidentes nas passagens de nível. A histeria sobre a Gripe A é que não.
Ontem, quando cheguei, ainda vi o debate de Manuela Ferreira Leite com Francisco Anacleto Louçã.
No fim fiquei à espera que a Dra. Ferreira Leite pedisse ao Prof. Louçã uma ficha de inscrição no BE, tantas vezes esteve a senhora de acordo com o professor.

03/09/09

Os boletins de voto já foram impressos ?

A FENPROF concorre em todos os círculos eleitorais ?
O Sr. Mário Nogueira é cabeça de lista em que círculo ?
Pode a CNE esclarecer-me ?

01/09/09

O erro do P.S., segundo o Rui Bebiano, é

Eu também poderia escrever um artigo que começasse assim :
" Existe um erro básico na apreciação que o BE e alguns dos seus apoiantes fazem do actual papel do Partido Socialista. Consiste ele em meterem no mesmo saco o P.S. e o PSD..."
E que terminaria assim :
"Daí que os violentos ataques ao Partido Socialista lançados pelos bloquistas ( e por alguns dos «independentes» que o apoiam ) só possam voltar-se contra os próprios. Como ? Simples ( e não «simplex» ): concorrendo para fornecer a muitos cidadãos a percepção de que tal solução de alternativa e diferença apenas poderá ser projectada se ocorrer uma votação que dê a maioria ao Partido Socialista. Não sei se , para o poderem compreender, têm passado o suficiente pelo lado do exercício da governação que contibui para melhorar as condições de vida dos cidadãos."
Sempre lúcido Rui Bebiano diz que " o PS e o Bloco estarão condenados a entender-se como solução governativa de um tipo novo."
Gostaria de acreditar nisso mas os sinais da liderança do BE vão em sentido contrário e se Rui Bebiano acredita nisso deveria estar mais preocupado com o BE do que com o P.S.
Explico porquê.
O Partido Socialista sempre tem tido a capacidade de manter no seu interior sensibilidades diversas. Desde o início até aos dias de hoje. E a ele se juntaram, já com a democracia a funcionar, personalidades vindas de outras esquerdas ( Jorge Sampaio e o seu grupo, Eduardo Ferro Rodrigues e muitos ex-MES, o já falecido Acácio Barreiros, etc ) . E recentemente tivemos a formação da OPS de Manuel Alegre. Além da capacidade, com Guterres e agora com José Sócrates, de chamar independentes para a governação.
Já o Bloco tem caminhado no sentido oposto. E, de fora, a percepção que tenho é que a velha guarda estalinista e trotsquista pretende ultrapassar eleitoralmente o PC para depois ocupar o seu lugar. Para o demonstrar aí estão as listas do BE ou o caso da aliança com o PS para a Câmara de Lisboa através de José Sá Fernandes que terminou como sabemos. E pior, recusaram linearmente uma aliança com António Costa para derrotar Santana Lopes nas autárquicas de 11 de Outubro.
Sinceramente ( se é que a sinceridade serve para alguma coisa nestes casos) penso que a génese do Bloco ( partido que curiosamente não realizou um Congresso , digamos que fundador, e não tem um programa ) o impedirá de qualquer aproximação com o P.S., a não ser que os seus «independentes» se preocupem mais com o que se passa na sua casa do que com o que se passa na casa do vizinho.

31/08/09

Aos professores meu amigos

aconselho a leitura deste post do João Galamba (clicar). Porque durante a presente legislatura foi quase impossivel conversar convosco. Porque se ofendiam. Porque eram incapazes de ouvir. Porque se consideravam insultados e porque, dizem agora, bastava a ministra ter alterado duas ou três pequenas coisas ( sem especificarem bem o quê e quando) para que apoiassem a sua política.
Como é óbvio também aconselho a sua leitura aos professores que não conheço de lado nenhum, mas que se devem lembrar de Manuela Ferreira Leite quando foi ministra da Educação e das Finanças.

30/08/09

Ministro besta. Ex-ministro bestial

O personagem deste fim de semana é Joaquim Pina Moura.
Aqueles que o consideraram um ministro besta consideram-no, agora , um ex-ministro bestial.
Estão no seu direito. Mas recomendava-se um pouco de pudor.
Até porque a teoria de que " o inimigo do meu inimigo meu amigo é " está por provar.

27/08/09

Manuela vai com as outras

Sempre que passava por um destes cartazes havia algo que me incomodava.
Não sabia ao certo o que era. Soube-o depois de ouvir a Dra. Manuela Ferreira ( na RTP1, dia 20 de Agosto, na entrevista a Judite de Sousa ) dizer sobre o caso (??) dos espiões em Belém :
" Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há."
Ou seja nós ( eles, o PSD ) não queremos saber de nada e nem temos opinião sobre nada... mas ouvimos os portugueses e faremos o que eles nos pedem.
E como é que a Dra. Manuela Ferreira Leite ouve os portugueses ? Através de uma linha telefónica gratuita para onde liga quem quer, a dizer os disparates que quiser.
Dou de barato o método pouco rigoroso e científico de ouvir os portugueses mas fico preocupado ( e a Doutora também deveria ficar ) é com este forma de elaborar um programa e fazer uma campanha. Ao contrário do que pensa a Dra. Manuela Ferreira Leite um programa assim elaborado sobe as expectativas dos eleitores. Olha se eles desatam a telefonar e a dizer :
" Dêem-nos caviar ao jantar."
ou
" Prometam que podemos fazer sexo com o Cristiano Ronaldo e/ou a Ana Malhoa."
ou
" Restaurem a pena de morte."
Cuidado Doutora.

Foto roubada daqui

21/08/09

Sou o único cão que leu o programa eleitoral do B.E. e fiquei assim :

Não é de admirar. Foram 5 noites em que, aproveitando o sono do meu dono de empréstimo, saltei para a sua cadeira ( mas tive o cuidado de não deixar lá pêlos ) , liguei o computador e toca de ler um programa de 113 páginas e 3 capítulos, o último dos quais tem 9 alíneas com as medidas todas que vão desde substituir as lâmpadas incandescentes até reduzir o nº de alunos por turma e também o IVA se bem que não digam em quanto e mais a taxa de álcool dos condutores. Fiquei cansado e estupefacto ( também tu, cão ? ). Sempre pensei que um programa de um partido revolucionário, e ainda por cima intitulado " Programa para um Governo que responda à urgência da crise social. A Política Socialista para Portugal ", fosse mais sintético tipo : " Pão, paz, terra, liberdade, independência nacional ! ".
Coisa que o sr. Luis Fazenda ainda propôs mas o sabidão do Dr. Francisco Anacleto Louçã disse-lhe : " Êpá, pensas que estás na Madeira, isso foi chão que deu uvas no tempo do teu amigo Zé dos Bigodes, eu ia mais para a o Controle Operário e as Comissões de Moradores". Ao que o Luis respondeu : " Vá Francisco, não te lembras que nós não gostamos de sovietes e esmagámos os que houve na ex-URSS ?". O Dr. Miguel Portas já nem entra nestes debates internos.
Vai daí fizeram um longo programa, onde só falta dizerem como devem ser os WC públicos. Ao ler no título " A Política Socialista para Portugal", ainda pensei que no dito falassem do tema e nos explicassem ( aos eleitores ) como se construia uma tal política. Mais uma desilusão. A única vez que falam de socialismo é para nos falarem do "eco-socialismo " (??!!). Juro. Vão à página 66 e está lá escrito : " A alternativa é hoje, mais do que nunca, entre a catástrofe ambiental e o eco-socialismo."
E como se concretiza este eco-socialismo. Simples. Em 3 pontos. Basta assumir. Assumir o quê, perguntam vocês e bem.
Assumir : ( pág 66/67 ) :
" - o controlo público das actividades decisivas para salvar o clima e os recursos naturais de suporte e satisfazer as necessidades humanas fundamentais, dando prioridade à nacionalização do sector energético;
- o controle público da investigação científica e da tecnologia, dando prioridade às alternativas no campo das energias renováveis e da eficiência energética que permitam o uso democrático dos recursos;
- planos de transição para uma sociedade livre de combustíveis fósseis e do desperdício, onde se inclui a reconversão dos trabalhadores dos sectores poluentes com a manutenção dos seus ganhos sociais."
Tirando esta inovação ideológica o essencial das outras medidas é mais do mesmo. Básicamente tudo gratuito ( manuais escolares, saúde, transportes, etc ), nacionalizações ( " A energia, a água, as vias de comunicação, os transportes públicos, entre outros serviços públicos, têm de ser controlados por todos " ( página 14 ) ) , os bancos parece que escapam se bem que " A CGD deva cobrar juros não especulativos que, protegendo a sua actividade, sejam indutores de uma concorrência que penalize os juros altos, tornado-se possível transferir qualquer contrato de crédito sem custos entre bancos." ( página 55 ), saída da NATO se bem que o exécito possa continuar a desempenhar missões no estrangeiro (??), não ao Tratado de Lisboa, não aos círculos uninominais, não à alteração da lei eleitoral para as autarquias. Não ao Código Laboral, porque não, ponto. Ainda que o Sr. António Chora o aplique ( e faz muito bem ) na Auto-Europa.
Ou seja um programa burguês, como diria o Dr. Francisco Anacleto Louçã aqui há uns anos, porque elaborado na lógica do BE poder um dia ser governo no actual quadro constitucional, ou seja gerir o estado burguês e capitalista...uma impossibilidade para trotsquistas e estalinistas
Nada sobre a organização dos trabalhadores ( sindicatos, comissões de trabalhadores, etc ) ou dos moradores. Nada sobre como unir os sindicatos a nivel europeu para fazer frente à globalização. Nada sobre o como ter em conta que cada vez vai haver mais trabalhadores independentes a prestarem serviços e como tal a legislação tem que garantir direitos e deveres aos mesmos. Nada sobre quais as modificações a introduzir na organização do Estado de forma a aumentar a participação dos cidadãos ( regionalização ? redefinição dos municípios e freguesias ? etc ). Nada sobre a Europa ( uma constituição ? Um presidente ? um exército europeu ? etc ).
And last but not least nenhuma referência a alianças políticas que visem assegurar a governabilidade do país num momento de crise mundial e em que a direita ( que na Europa já domina ) se organiza, com o patrocínio do Presidente da República, tentando tudo para voltar ao governo.
Compreendo este silêncio. Estão fascinados com o seu prevísivel crescimento eleitoral. Estão à beira de ultrapassar o PC. Preferem o dogma e aproximam-se do P.C. na leitura de que os governos do P.S. são a continuação dos governos da direita. São a esquerda (??) limpa que não quer sujar as mãos no exercício do poder. Exercício do poder que pode alterar as políticas e melhorar as condições de vida dos cidadãos. Mas eles não existem para esse fim. Existem para o protesto permanente e preferem a direita no governo.
Assim sendo aconselho, como o melhor amigo do homem, a espécie humana a não votar B.E.

PULHAS