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10/02/12
As finais da Académica : Jamor 1951
A Académica alinhou : Capela; Branco e Melo; Zé Miguel, Torres e Azeredo; Duarte, Gil, Macedo, Nana e Bentes.
Final disputada no Estádio do Jamor, que foi inaugurado a 10 de Junho de 1944. Novamente contra o Benfica e derrota por 5-1.
Disse "A Bola" : "Os 11 estudantes que actuaram em campo não corresponderam ao entusiasmo da sua falange de apoio". E Mestre Cândido de Oliveira resumiu o jogo no comentário : " A Académica durou apenas uma hora."
Mais uma final a que o meu Pai assistiu. Já vivia em Lisboa, casado e com um 1º filho, o meu irmão Zé Luís. A deslocação foi mais curta que em 1939 mas mais amarga, a Taça ficou em Lisboa.
Esta equipa, que incluia o mítico Bentes, já me diz alguma coisa, se bem que na altura ainda não fosse nascido.
Ainda vi jogar o Mário Torres uns anos mais tarde, mas acima de tudo porque conheci pessoalmente o Melo e o Azeredo já médicos em Luanda.
O Dr. António Melo foi o meu primeiro e único dentista até à sua morte há cerca de uns 8 anos, não posso precisar a data exacta.
Brinquei com as filhas de ambos em Luanda.
Mais tarde (anos 70 do século XX), com o regresso do Dr. Melo a Lisboa, retómamos essa amizade.
Perdi o contacto com a família do Dr. Azeredo, que quando regressou a Portugal não se fixou em Lisboa. Curiosamente vim a conhecer uma das suas netas por ser amiga da minha filha mais nova e termos sido vizinhos quando vivia em Lisboa. Mas nunca mais o vi desde que saí de Luanda em 1964.
Foto digitalizada a partir do livro "A Académica", editado pela ASA em 1995, por iniciativa da A.A.C. e da Casa da Académica em Lisboa. Texto elaborado com dados retirados do mesmo.
13/07/11
21/06/11
Ao meu pai
Que faria hoje 96 anos.
Foto : Luanda ( 1961 ?) aquando da recepção à Associação Académica de Coimbra. O puto de chapéu sou eu, de mão dada com o meu pai. Saudades.
29/05/11
A campanha eleitoral, e não só, vista debaixo de um chaparro ( IV )
Ontem, sábado, fui a Lisboa. A um casamento. Pelo civil. Ao fim da tarde, que até se pôs bonita.
Ali para Cascais. Uma vista deslumbrante, com o Atlântico ao fundo. Cerimónia simples e descontraida. Um bolo de noiva original. E até deu para ver o Manchester United - Barcelona, a espaços. Uma vitória justa do Barcelona. Conversas de circunstância. Nada de política. Convém arejar o cérebro.
Chego a casa já tarde, início da madrugada. O chaparro lá continua. Não resisto em ligar o computador e rever o dia da campanha na net. Nos jornais e nos blogues que costumo ler.
E dou com Manuela Ferreira Leite a dizer : " Dada a atitude de José Sócrates nem tranquila fico se ele ficar na oposição. " (clicar).
O ódio continua.
Como vivemos em democracia podemos ouvi-lo e vê-lo, ainda bem.
E é por causa da democracia que voto no Partido Socialista.
Porque é o único partido que tem sabido, em várias circunstâncias, defendê-la. Não será o único mas é o único no qual sinto que a democracia faz parte da sua natureza.
Dir-me-ão que neste momento o sentir pouco importa. Que, com as dificuldades com que vivemos, o mais importante é a economia e termos uns tostões no bolso para comer. Pois, pode ser. Realmente a democracia não é comestivel. Ainda bem, se fosse alguns comiam-na e não deixavam nada para os outros.
Outros falar-me-ão da "asfixia democrática" que "este" Partido Socialista instalou. Não me façam rir. Numa sociedade em que a quase totalidade dos orgãos de comunicação social são privados ( ainda bem ) nunca vi, como nos últimos 6 anos, um ataque tão violento e calunioso a um primeiro ministro. Não me incomoda a violência dos ataques se forem políticos mas quando o deixam de ser, já me incomoda.
Quando se viajava de paquete colavam-se nas malas de viagem as etiquetas da respectiva companhia de navegação, com o nome do proprietário. Ainda tenho cá em casa uma chapeleira da minha Mãe com a etiqueta da Companhia Nacional de Navegação, restos da viagem de regresso de Luanda, no "Príncipe Perfeito", em Agosto de 1964. Já lá vão 47 anos. Sou um aprendiz de colecionador e um sentimental.
Agora vejo a maioria dos fazedores de opinião encartados começarem a colar etiquetas côr de laranja, da companhia de navegação PSD, nas respectivas malas. Convinha não se precipitarem, até porque pode ser que o barco continue com o mesmo comandante.
Voltando à "asfiixia democrática", não deixa de ser curioso que tenha sido na legislatura 2005-2009, quando o PS tinha maioria absoluta, que se aprovou uma lei de restrição do número de mandatos dos autarcas, uma lei eleitoral para as eleições regionais no Açores que ampliou a possibilidade de partidos mais pequenos estarem representados na Assembleia Regional e um novo regulamento dos debates com o Governo na Assembleia da República. Regulamento mais exigente para o governo. Para quem queria asfixiar...não está mal.
Detalhes, dirão os meus leitores. Pois...mas há detalhes importantes. E como não sou nem nunca fui militante do Partido Socialista, nem falo da liberdade de aqueles que o são dizerem cobras e lagartos do secretário geral e até fazerem campanhas com outros partidos para construirem a grande esquerda, seja lá isso o que for.
Isto já vai longo e quase me esqueci que tudo começou com umas declarações da Dra. Manuela Ferreira Leite, que há uns tempos sugeriu a interrupção da democracia para resolver as dificuldades do país e agora sugere que se mande para o exílio ( pelo menos ) o actual 1º ministro, caso fique na oposição.
Pois, é difícil viver em democracia porque temos que viver com o contraditório e com os que são diferentes de nós.
Como não gosto que se mande para o exílio pessoas que têm opiniões diferentes da minha, votarei no Partido Socialista no dia 5 de Junho de 2011, com a certeza que no dia 6 de Junho a Dra. Manuela Ferreira Leite pode continuar a viver em Portugal. Assim ela queira. Eu quero.
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12/04/11
12 de Abril de 1961 : um dia inesquecível
Nesse dia tinha 7 anos e vivia em Luanda, mas lembro-me das manchetes dos jornais , da excitação que esta viagem provocou e das perguntas que fiz ao meu pai. E Yuri Gagarin foi um nome que nunca mais esquecemos.
22/03/11
Artur Agostinho ( 1920 - 2011 )
A televisão entrou em casa dos meus pais em 1970, já era eu estudante universitário. Até lá ouvia ( e continuo a ouvir ) rádio. E a rádio é a voz. E nos relatos da bola , quando miúdo em Luanda e já adolescente em Lisboa, a voz era Artur Agostinho.
Foto de João Girão - Global Imagens.
Foto de João Girão - Global Imagens.
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25/02/11
O tempo é medido por relógios
...que agora estão em todo o lado. No canto inferior direito do ecrâ do computador. No telemóvel. Nos fornos e micro-ondas. Nos painéis dos automoveis. Tudo digital, silencioso e luminoso. Deixámos de ouvir o tic-tac dos relógios mecânicos.
Tic-tac sincopado mas ilusório, que nos fazia crer que 24 horas são 1.440 minutos ou 86.400 segundos.
Ilusão que confirmei desde que estou a viver no Alentejo. Por aqui os segundos são mais longos. Desfrutamos o tempo de outra maneira. Sobram-nos segundos. Fazemos mais coisas. Descobrimos que há mestres relojoeiros que reparam os relógios mecânicos.
Não sou coleccionador, mas tenho três exemplares especiais, pelo menos para mim. Um Omega de bolso, em ouro, que herdei do meu avô materno. Um despertador de cabeceira alemão ( C.R.P. & G.M. ) oferecido pela minha mulher e ainda um Omega 30mm de pulso que era do meu avô materno e que a minha avó me tinha oferecido quando regressei de Luanda em 1964.
Este ainda o usei anos a fio. No liceu e depois no Técnico. Até que um dia se avariou.
Estavam todos avariados quando vim viver para o Alentejo. Decidi pô-los a funcionar. "Descobri" um mestre relojoeiro, em Arcos- Estremoz. E não é que já estão todos a funcionar impecavelmente ?
Quando vivia em Lisboa nunca tinha tempo para procurar um mestre e nem sei se os haveria, um ( ali para o Chiado ) que a minha Tia Maria de Lurdes ( 91 anos ) conhecia já tinha morrido e ninguém me sabia dizer onde encontrar outro.
Agora dá-me gozo ter os três relógios a funcionar. Dar-lhes corda uma vez por dia. Ouvi-los.
O Omega 30mm ( nº da máquina : 9.855.4340 ) estava assim quando o levei ao mestre João Vinhas :
Concluido :
Não me digam que não valeu a pena.
De certeza que querem ficar com o contacto do Mestre João Vinhas, aqui vai :
Rua Teles Matos, 7 A
7100-027 Arcos - Estremoz
Tel : 268.840.200
Bom fim semana.
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09/12/10
Nem sabem como é bom viver na província
Continuo isolado,como sabem os que leram o meu post anterior.
Acordo cedo. Há que ir fazer análises de sangue à vila. Chegamos ( eu e a cara metade ou C. ) às 8h 30m. O local, um espaço ao lado da Igreja da Misericórdia, já está aberto. A senhora que o abre para o efeito, todas as terças e quintas, limpa o chão. Já lá está um cliente. Falamos de doenças e de doentes da terra. A analista, que vem de Évora, chega 15 min. depois. Saimos às 9 horas. Matabichamos no café do Sr. Travassos. Está cheio. Só mulheres. Apesar da crise vão lá matabichar. São , a maioria, novas. Falam dos filhos e de histórias de quando eram miúdas. O ambiente é alegre. Compro ainda o jornal e regresso a casa.
A estação dos C.T.T. só abre às 10h. Voltamos à vila. Deixo C. no posto médico e vou à estação dos C.T.T. recolher o correio, estamos fora da zona de distribuição porta a porta. Depois vou fazer o euromilhões, há que reinvistir os 16,15 euros que ganhei a semana passada. Apanho C. na farmácia. Não havia as pastilhas para a garganta, mas uma velhota tentou vender-lhe um perú que foi " alimentado só com comida do campo". Não teve sucesso. A minha mulher não é grande apreciadora de carne de perú. E desde que, aqui atrasado, me oferecerem um leitão para o jantar de 24 de Dezembro, o perú quase foi expatriado. Eu não deixei. Era uma tradição da minha família. Nunca faltou, nem mesmo em Luanda, quando eu era criança.
Almoçamos em casa.
De tarde vamos a Évora. Mais um exame médico. Às 15 h 30 min, numa clínica que até parece que estamos nos states. Moderna. Limpa. Funcional. Onde se cumprem os horários. Saimos às quatro e quinze e tomamos café com uma cliente nossa. Deixamos o carro na Rua do Raimundo e vamos a compras de Natal no comércio tradicional da cidade. Passamos ao Giraldo. Entramos e saimos em várias lojas. O movimento é reduzido. Conseguimos comprar prendas para 15 pessoas. A maioria familiares. Desde netas a primos. E variadas. Desde robes para crianças até biscoitos de azeite, passando por livros. Produto que continuamos a oferecer aos mais novos e não só. Há que ser presistente. São 19 h., as lojas começam a fechar. Regressamos. Chegamos a casa às 19 h 45 min. Antes ainda fui meter gasolina. Damos de comer ao cão ( o já famoso "Coffee" ). Jantamos ao som de jazz. Vantagens de a televisão estar avariada.
Agora estamos a embrulhar as prendas e a colocar as etiquetas com o " De: ...... Para :....."
Durmam bem e nem pensem vir viver para a província.
23/11/10
Papagaios em Luanda
"Viva António,
Esta manhã ao despertar ouvi um som que, pelos vistos, ficou gravado para
todo o sempre: a "fala" selvagem do Jacó que acompanhou uma boa parte da
minha vida. Rapidamente identifiquei que não era o do meu vizinho, pois
pareciam-me vários a "dialogar". O som continuado levou-me à janela do
escritório e no topo da copa da árvore em frente à casa do vizinho observo
seis belos exemplares, dos quais agora te envio umas fotos.
Achei isto extraordinário porque eles costumam habitar as zonas de floresta
densa do Congo e de Cabinda, coisa que em Luanda é inexistente.
Abraço,
Pedro "
Nota : O "Jacó" de que o meu irmão Pedro fala era o nosso famoso papagaio. Foi-nos oferecido em 1961, quando ainda viviamos em Luanda. Veio connosco para Lisboa, no "Príncipe Perfeito" em 1964, acompanhado pelo então Presidente da República, Almirante Américo Thomaz que regressava de Moçambique. Terá morrido em 1987, já não tenho a certeza. Era uma fala barato, bem disposto. Repetia tudo o que ouvia. Desde o nosso ( meu e dos meus irmãos ) " Até logo, Mãe ", quando saíamos de casa até ao sinal horário dos noticiários que ouvia religiosamnete. ao ruido da água das torneiras. Um companheirão.
13/10/10
Promessas angolanas : "follow-up" ou os milagres são para os santos ou santas
Angola. Julho de 2010. O Presidente Cavaco Silva andava por lá. Em visita oficial. Foi tudo um mar de rosas. Mesmo sem a presença da Rainha Santa Isabel os milagres aconteceram. O Governo Angolano ia pagar as dívidas às empresas portuguesas rapidamente.
Angola. Outubro de 2010, ou seja 3 meses depois , leio no Diário Económico : " os pagamentos estão retidos " (clicar ).
Bem dizia eu , em 21 de Julho, " os caloteiros são especialistas em promessas que não em cumpri-las " (clicar).
Pois é Sr. Presidente Cavaco Silva, devia ter levado na comitiva uma milagreira profissional.
21/07/10
Promessas angolanas
Foi bonito.
Passou-se em Luanda.
Um presidente, o angolano, diz em público e na presença de outro presidente ( o português) que " Angola pagará as dívidas às PMEs portuguesas dentro em breve e às grandes 40% rapidamente e o pagamento do restante será rescalonado " ( cito de memória).
O outro , o português, recolhe os louros junto da sua clientela indígena. Pelos vistos bastou chegar ao aeroporto de Luanda e dizer ao seu colega ( não se excitem, eu sei que colegas são as pu**s ) : " Êpá paga lá o dinheiro à rapaziada."
Os jornais portugueses dizem que às PMEs o pagamento será feito em dois meses.
Eu recomendaria que dentro de dois meses nos informassem se tal aconteceu.
Diz-me a experiência que os caloteiros são especialistas em promessas que não em cumpri-las.
30/03/10
As finais radiofónicas do Benfica e do Liverpool
A primeira final europeia do Benfica foi em 1961. Tinha eu 7 anos, quase 8. Vivia em Luanda. Ouvi a final pela rádio. Ainda não havia TV em Angola. Com a vitória do Benfica seguiu-se a festa nas ruas de Luanda. No dia seguinte líamos, eu e os meus irmãos, os jornais e víamos as fotografias a preto e branco. Mais tarde, com sorte, poderíamos ver resumos no cinema , nas "Actualidades Francesas".
O mesmo aconteceu em 1962 e 1963. Só regressei a Lisboa em 1964. Hoje praticamente não ouço relatos radiofónicos, por isso recordo-me do fascínio que era estar sentado à frente de uma telefonia a ouvir os relatos e a tentar imaginar as jogadas.
Diz-me o meu irmão Pedro, que trabalha em Angola, que hoje a popularidade do Benfica se mantém . Em dia de jogo na televisão...Luanda pára.
Só voltei a ouvir uma final pela rádio em 1985. Foi a do Liverpool - Juventus, em Bruxelas. Na altura vivia em Gizan, Arábia Saudita, e os canais de TV a que tinha acesso não transmitiram a final. Ouvi o relato na B.B.C., na companhia de um evertoniano. O Phill Hamilton que , como é óbvio desejava a derrota do Liverpool. O que aconteceu. Infelizmente e devido à tragédia de Heysel os clubes ingleses foram suspenso das competições europeias por 5 anos. Decisão que impediu o Everton, que foi campeão inglês nessa época, de participar na Taça do Campeões Europeus 1985 / 86. Para grande tristeza do Phill.
26/03/10
22/01/10
A Semana do Assobio ( conclusão) : Pinóquio e sua consciência ( o grilo )
Escrevo , no blogue, sem agenda. Sem temas pré definidos. Escrevo sobre tudo e nada. Dias há, que posto duas ou três vezes. Ao acaso. A partir de notícias. Com base em algo que ouvi na rádio ou que li num jornal. Sobre os meus escritores preferidos. Ou músicas. Sobre o "meu" Liverpool. Desde que o iniciei, vai para 4 anos, tenho escrito quase diáriamente. Um dificuldade. A inspiração, se é que existe, vai faltando. Esta semana o arranque estava difícil. A Galeota, no comentário ao post de domingo - 17 de Janeiro, deu-me o mote. Esta semana tenho-me entretido a divulgar canções com assobio. Algo mais masculino que feminino, pelo menos na minha infância/ juventude. E que nem sempre era muito estimulado pelos pais. Era uma actividade mais para o povo. Quando miúdo , em Luanda ( ou seja no início dos anos 60 ), ofereceram-me este vinil vermelho. Uma raridade e um deslumbramento para quem estava habituado ao clássico preto dos EP's e LP's. É a banda sonora, cantada por brasileiros, do filme "Pinóquio" da Walt Disney. Sobrevieveu estes anos todos e hoje está na posse da minha filha Ana para que a minha neta Madalena o ouça. Que o digitalizou e mo enviou por mail.
O tema, se clicarem no play da barra, é o "Asssobio" da consciência do Pinóquio, o grilo.
Assim termina a semana do assobio.
Bom fim de semana e assobiem.
08/08/09
Raul Solnado (1929 - 2009)
O que eu ria. Em Luanda. No início dos anos 60. Era um miúdo. A ouvir no "pick-up" os discos que os meus pais compravam. Depois foi o teatro e a televisão. Mas este Raul das histórias em disco é imbativel. Obrigado Raul Solnado.
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03/08/09
Postais de Navios : " Moçambique"
Viajei nele três vezes. Da primeira viagem não me lembro nada É natural. Foi em 1953. Teria 3 ou 4 meses. Fui de Lisboa para Luanda ter com o pai (1915-1988). Viajei com a mãe (1915 - 1993) e com o meu irmão Zé Luis (1950-2004). O postal ( Tipografia Duarte, Lda - Lisboa - 20.000 ex. - 11-65 ) é da sua colecção, que agora, nas arrumações de espólios, veio ter às minhas mãos. Sempre gostou ( gostámos ) de navios e começou, na adolescência, a coleccionar postais. Depois viajei em 1958 de Luanda para Lisboa, aquando da "graciosa" do pai e voltámos a Luanda em 1959. Nestas últimas já com o meu irmão Pedro, nascido em Luanda em 1955.
Destas duas viagens tenho uma vaga memória reavivada por fotos :
e pela Ementa do Jantar Dançante (outros tempos ), de 21 de Fevereiro de 1958 , ao qual os pais foram :
O "Moçambique", da Companhia Nacional de Navegação (C.N.N.), tinha um irmão gémeo, o "Angola".
Para saber as características do "Moçambique " clique aqui.
Pena o Finisterra ter acabado.
Para saber as características do "Moçambique " clique aqui.
Pena o Finisterra ter acabado.
26/04/09
John dos Passos reencontrado
Os caixotes foram empacotados há 16 anos. Quando a minha Mãe morreu. Viajaram de Lisboa para a Figueira da Foz e daqui para Alverca da Beira. Muitos continham livros do meu irmão José Luis, o mais velho, que vivia na Suiça e morreu em 2004. Õs livros esperavam-no, em vão. Estavam na casa da família no centro da aldeia. Foi agora vendida. Mas ficou na família. Para um primo mais novo, que assim concretiza um dos sonhos do avô e meu tio. Que também já nos deixou. Por isso tivemos, alguns dos herdeiros, de retirar lá de casa o que já tinha sido dividido entre nós. Fizemo-lo no passado dia 23. Já nem me lembrava dos livros do John dos Passos que eram do Zé Luis. Fiquei com a trilogia " USA " - " Paraleo 42" + "1919" + " Dinheiro Graúdo ". E ainda falta o "Manhattan Transfer". Tenho esperança que na triagem final ainda o encontre. Publicados pela "Portugália", na colecção "Os romances universais" , li-os na juventude e gostei. Tinha andado à procura de eventuais reedições em várias livrarias. Nada feito. Em muitas, os funcionários nem conheciam John dos Passos ( 1896 - 1970 ). Agora vou relê-los.

Ainda tive tempo de, noutros caixotes, reencontrar fragmentos da minha infância de Luanda . Dinky e Corgy Toys. Que também vieram comigo. Noutros ainda a adolescência , já em S.Pedro do Estoril e Lisboa. Mais livros e colecções de banda desenhada ( a colecção da 1ª revista do Tintin em português ) que foram para os sobrinhos. Talvez volte a eles. Aos caixotes de memórias.
05/02/09
4 de Fevereiro 1961. O dia seguinte
Nessa data vivia em Luanda. O 4 de Fevereiro foi um sábado. Um dos locais de confronto foi nas chamadas barrocas. Viviamos perto. Na Rua Eng. Armindo de Andrade. Perto do Cinema Miramar. Lembro-me do pai nos explicar , aos meus dois irmãos e a mim, o que se tinha passado e da necessidade de ter cuidado. Eu tinha 7 anos, a caminho dos 8. Frequentava a 2ª classe no Colégio "Gil Vicente", penso que na Brito Godins ( hoje terá outro nome ). Ia para a escola, muitas vezes, no Land Rover do Dr. Anibal de Oliveira, amigo dos pais, conduzido por um motorista negro. Assim continuou a ser, como explicado pelo pai. Na 2ª feira, dia 6, fui para a escola.
As memórias, ao fim de tantos anos, já são vagas. Muitos dos que as poderiam reavivar já morreram.
Depois também me recordo de ver pela primeira vez lá em casa uma arma. Uma pistola que o pai levava, à noite, quando participava na vigilância de civis no bairro. Durante o dia ficava na mesa de cabeceira do pai. Várias vezes lá fui espreitá-la com os meus irmãos. Nunca foi utilizada. Depois, com a chegada dos primeiros contigentes de militares portugueses por via marítima, essa vigilância civil acabou e a pistola lá ficou. O que aconteceu penso a 1 de Maio de 1961, com um desfile na marginal onde a população cantava bem alto o " Angola é nossa ".
Saí de Luanda em Agosto de 1964. Nunca mais lá voltei.
12/10/08
Leonard Bernstein ( I )
Leonard Bernstein (clicar ) morreu a 14 de Outubro de 1990. Fará, na próxima 3ª feira ,18 anos. Dedico-lhe esta semana, que agora começa. Porque quando eu tinha 9 anos me lembro do sucesso que foi o musical "West Side Story ", que os meus pais foram ver em Luanda. Penso que no "Miramar" , o mais belo cinema do mundo. Como é óbvio não vi o filme na altura. Mas sempre vivi com o disco de vinil de 33 rpm que os pais, que estavam muito longe de ser uns melómanos, compraram e que andou sempre lá por casa até eu ter saído.
Depois, já liceal em Oeiras, vi a preto e branco na RTP os " Concertos para a juventude". O filme vi-o mais de uma vez. Na adolescência e já adulto. Em Dublin, em 1991, vi a peça em teatro por uma companhia da qual já não me lembro o nome. E também nessa altura comprei o CD que tinha a mesma capa do vinil. Continuo a não perceber nada de música mas Leonard Bernstein ensinou-me não só a ouvi-la mas também que não é possivel viver sem ela. São razões mais que suficientes para dedicar a semana a este personagem de excepção.
28/09/08
Cadernetas prediais, certidões de óbito, livros
A necessidade de actualizar uma Caderneta Predial de uma casa da família, ali para o Concelho de Pinhel, que vamos vender fez-me precorrer na 2ª feira, dia 15 de Setembro, Repartições de Finanças e Conservatórias do Registo Civil , em Lisboa. Na Conservatória tive que ir pedir Certidões de Óbito. De uma Avó e de um Tio-Avô. Ambos do lado do Pai.
Forma estranha de conhecer melhor a Avó paterna, Elisa, que morreu em 1962. Tinha eu 9 anos. Ainda me lembro das lágrimas do meu Pai. Como vivia em Luanda e ela em Lisboa conhecia-a mal. Só em 1959 a conheci, quando o Pai veio gozar a chamada graciosa. Um ano na então Metrópole. Eu tinha 6 anos. A Avó 67. As fotos que ainda existem fazem com que não esqueça o seu rosto. As histórias dos mais velhos recordam-me a protecção que me deu quando resolvi mergulhar no lago dos cisnes no Parque Eduardo VII, em Lisboa. Consta que estava à pesca (!?). Actividade que desde essa data abandonei.
Pela Certidão de Óbito fico a saber a causa da morte, o local, o dia e hora, a idade. Que afinal nasceu em Alverca da Beira quando estava convencido que tinha sido em Coimbra. Estão tembém lá os nomes dos meus bisavós. Informação que faz com que a conheça melhor mas não a traz de volta.
Ao fim do dia, já depois das repartições terem fechado desci até ao Chiado. Passo à FNAC e à BERTRAND, onde compro o livro " Educação para a morte" do Filipe Nunes Vicente, editado pela Bertrand. Não por causa da história que conto acima mas porque gosto de ler o Filipe no blogue Mar Salgado . Ainda me sento na esplanada da "Brasileira" para uma bica e uma Água das Pedras. Passo os olhos pelo livro enquanto turistas se sentam ao lado do Fernando Pessoa para a foto da praxe. No sossego de casa vou lê-lo com atenção.
Nota : este era o post que eu pensava ter perdido no dia 17 de Setembro para minha irritação. Hoje verifico que afinal "reapareceu" nos rascunhos. Dou-lhe uns pequenos retoques e aqui está.
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