07/12/06
06/12/06
Mundial de Futebol, TLEBS ou venha daí um Katrina !
Que somos um país de treinadores de bancada já sabia !
A confirmação foi o último Mundial na Alemanha. Desde o Komentador (*) Mor do Reino ( vulgo Prof. Marcelo ) até ao actual Presidente passando pelo anterior não houve bicho-careta ( sem ofensa para os bichos ) que não opinasse.
Antes tinha havido o hurricano (*) Katrina lá para os "States" !
E não é que descobrimos que havia um metereologista, ou um engenheiro civil ou até mesmo um especialista em assistência social americana em cada um de nós ?
Ao que parece o Sr. Bush contratou alguns...pois desde então nunca mais houve tragédia similar ! Ou não terá havido hurricanos (*) ?
Agora com o TLEBS (**)...somos um país de linguistas e especialistas em gramática ! E ainda ninguém se lembrou de pedir ao Prof. Cavaco para intervir ! Mas deve faltar pouco...o Dr. Marques Mendes anda tão calado que deve estar a preparar alguma. Ou será que o Prof. Xico Louçã se antecipará ?
(*) - é consciente e não por ter aderido ao TLEBS.
(**) -afinal o jogador croata foi contratado pelo Sporting !
05/12/06
TLEBS contratado pelo Rio Ave !
Última hora ! Segundo o comentador Rui Santos da Sic Notícias :
- o jogador croata TLEBS acabou de ser contratado pelo Rio Ave.
Experiência + Dinheiro
Um tinha experiência. O outro dinheiro.
Decidiram juntar esforços e criar um negócio.
Seis meses depois :
o que tinha o dinheiro passou a ter experiência;
o que tinha experiência ficou com o dinheiro.
Dedicada ao Artur S.
Decidiram juntar esforços e criar um negócio.
Seis meses depois :
o que tinha o dinheiro passou a ter experiência;
o que tinha experiência ficou com o dinheiro.
Dedicada ao Artur S.
Na mesa de cabeceira ( I )
Já aqui referi o livro "Collected Stories" de Saul Bellow , da Penguin. É um livro com 13 histórias em 437 páginas seguidas de um "Afterword " notável de 4 páginas. Algumas foram publicadas inicialmente em revistas como a "Esquire", "The New Yorker", "Playboy" e outras. Iniciam-se em 1951 e vão até 1990.
"The Old System" ( pág. 90 ) começa assim :"It was a thoughtful day for Dr. Braun. Winter. Saturday. The short end of December. He was alone in his apartment and woke late, lying in bed until noon, in the room kept very dark, working with a thought - a feeling : Now you see it, now you don't. Now a content, now a vacancy. Now an important individual, a force, a necessary existence; suddenly nothing. A frame without a picture, a mirror with missing glass. The feeling of necessary existence might be the aggressive, instinctive vitality we share with a dog or an ape. The difference being in the power of the mind or spirit to declare I am. Plus the inevitable inference I am not. Dr. Braun was no more pleased with being than with its opposite. For him an age of equilibrium seemed to be coming in. How nice! Anyway, he had no project for putting the world in rational order, and for no special reason he got up. Washed his wrinkled but not elderly face with freezing tap water, which changed the nighttime white to a more agreable color. He brushed his teeth. Standing upright, scubbing the teeth as if he were looking after an idol. He then ran the big old-fashioned tub to sponge himself, backing into the thick stream of the Roman faucet, soaping beneath with the same cake of soap he would apply later to his beard. Under the swell of his belly, the tip of his parts, somewhere between his heels. His heels needed scubbing. He dried himself with yesterday's shirt, an economy. It was going to the laundry anyway. Yes, with the self-respecting expression human beings inherit from ancestors for whom bathing was a solemnity. A sadness."
04/12/06
Por causa de um prédio que ruiu em Coimbra. Recordações...
Foi no dia 1 de Dezembro. Ruiu um prédio em Coimbra. À beira da Visconde da Luz se bem percebi. O silêncio ( ou indiferença ? ) noticioso é angustiante. Numa das mais belas cidades de Portugal cai um edifício de 4 andares em plena baixa...e parece que nada aconteceu. Calculo que a baixa Coimbrã esteja a definhar como a de muitas outras cidades.
Ao ver, na TV, as imagens do ruir do prédio lembrei-me da cidade quando, nos anos sessenta, ali chegava de carro pela antiga E.N. n.º 1. Aquela vista deslumbrante quando dávamos a última curva na colina, vindos de Condeixa, fazia-me sempre acreditar que Coimbra era a mais bela cidade do país ! Adolescente, fazia o ritual, natalício e de férias grandes de visitar a minha Avó materna, na quinta da Cioga da Serra. Era a uns 12 km ao norte da cidade. Perto de Souselas. Descíamos à cidade no "Carocha" preto, com o vidro traseiro ainda com separador central e os piscas quais braços côr de laranja ! Conduzia-o a Mariazinha, irmã da Avó. Surda e já a chegar aos setenta anos. Uma mulher de armas! Iamos às compras ou visitar os amigos dos meus pais, coimbrões de nascença e de coração, que ainda lá viviam. Os Amados. A Maria Lucília Baptista, madrinha do meu irmão Pedro. O mercado. A Ferreira Borges, seguida da Visconde da Luz e ainda da Rua da Sofia. Para mim uma só rua, sem nunca perceber qual era qual...E quando lá íamos na Páscoa, se fosse em Março, a compra da lampreia às peixeiras à beira do Mondego. Que depois a mãe cozinhava divinalmente. O Estádio do Calhabé, se a Académica lá jogasse, era visita obrigatória. O Hotel Astória. A subida ao Penedo da Saudade. A estação velha. Que nunca sabia se era Coimbra A ou B. O Largo da Portagem e a placa do Dr. Adolfo Rocha, qual cartão de visita da cidade.
Depois, já nos anos setenta, assisti ao início do crescimento da cidade...que já indiciava os defeitos futuros. A Avó já se tinha mudado para a Nicolau Chanterene. Impossível uma senhora de 70 anos e as duas irmãs manterem uma quinta. O encanto começava a perder-se...
Agora já só lá vou por razões profissionais. Ainda haverá por lá amigos da infância luandense. Por preguiça ( será ?) não tenho os seus contactos e não os visito. "Shame on me !"
Por tudo isto fui ao baú das recordações recuperar estas folhas do albúm da "Queima das Fitas" do meu pai. Foi há 70 anos !!?? Em 1936 :
A curiosidade do poema ser do Deniz Jacinto. Colega e grande amigo do pai. Personagem inesquecível. Depois da morte do pai nunca mais o vi. Morreu a 8 de Janeiro de 1998. Fui a Condeixa dar um abraço ao filho.
03/12/06
02/12/06
tlebsmstepcfjvhmvgmrc
TLEBS Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário . MST Miguel Sousa Tavares . Terminologia. aac associação académica de coimbra. EPC Eduardo Prado Coelho . Linguística. fcp futebol clube do porto. FJV Fancisco José Viegas . Ensinos. scp sporting clube de portugal. HM Helena Matos . Básico. slb sport lisboa benfica. VGM Vasco Graça Moura . Secundário. rtp rádio televisão portuguesa. RB Ruben Cravalho. Outros. tlebsmstepcfjvhmvgmrc. Gramática. bom fds . bom fim de semana na actual terminologia !
01/12/06
30/11/06
Pretextos para encontrar amigos
Tenho faltado sempre aos convites que o Filipe Jorge me envia para o lançamento dos seus livros. Há sempre desculpas para isso. Outros compromissos. Falta de tempo. Muito trabalho (??!!)...a lista pode ser ( é ) extensa ! Aos poucos ( será da idade ? ) vou chegando à conclusão que são todas ( as desculpas ) idiotas. E hoje resolvi ir, com C.. Rever um amigo é razão mais que suficiente ! E depois encontram-se outros. O Nuno Teotónio Pereira com a sua sabedoria de oitentão. O Raul Henriques sempre afável e bem disposto. Foi no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian. O livro é este :
E vale a pena. É um belissímo livro.
Para saberem mais visitem a ARGUMENTUM ( basta clicarem ).
Parabéns Filipe e um abraço
29/11/06
A vida sem o zero
Hoje o zero faz parte da nossa vida. Seria um absurdo pedir que o eliminassemos. Mas precisamos dele na vida simples do dia a dia ?
Como disse o matemático inglês Alfred North Whitehead ( 1861-1947) :
" O problema do zero consiste em que não precisamos de o utilizar nas operações da vida quotidiana. Ninguém sai para comprar zero peixes. De certo modo, é o mais civilizado de todos os cardinais e o seu uso só nos é imposto por modos de pensar elaborados."
No entanto, civilizações poderosas e brilhantes ( a egipcía, a grega , a romana para citar algumas ) viveram séculos sem o zero ! Teriam horror ao vazio, ao nada ? Ou à sua representação ? Mas isso não as impediu de realizar obras extraordinárias.
"Já experimentaram, por exemplo, fazer uma multiplicação, ou uma divisão, em numeração romana? " como pergunta Bento de Jesus Caraça ( 1901-1948 ) na pág. 6 dos "Conceitos Fundamentais da Matemática" ( edição de 1978 ).
Os primeiros a terem o zero no seu sistema de numeração terão sido os indianos, algures por volta do século V ! E ao ocidente terá chegado no VII, através dos árabes !
E a sua introdução não foi pacifíca. O monge Dionísio Exíguo, encarregue pelo Papa João I ( séc. VI ) de criar um calendário "esqueceu-se" de introduzir o ano zero ! Pudera ainda não o conhecia ! Daí as discussões que aparecem, em cada cem anos, sobre em que ano começa o século.
A criação do zero foi genial e facilitou-nos a vida. Hoje no século XXI muitos pensarão que ele sempre existiu...mas durante séculos milhões de pessoas viveram sem ele !
( Leituras : além da obra citada de Bento de Jesus Caraça, "Zero - a biografia de uma ideia perigosa" de Charles Seife da Gradiva. )
28/11/06
O IST em 1973
Por causa desta fotografia do Benjamim lembrei-me disto :
- este cartão, muito sofisticado ( ??) para a época, com a identificação do curso e ano por cores atrás da foto e que tinhamos que apresentar aos "bófias" à entrada, então reduzida ao portão principal da Alameda ;
- a presença de várias carrinhas da polícia de choque ( com o famigerado Maltez à cabeça ) junto ao Pavilhão Central e ainda uma câmara de filmar instalada no topo do Pavilhão de Química ;
- a expulsão da escola de cerca de 70 dirigentes do Movimento Estudantil.
Mesmo sem estes dirigentes a contestação continuou e um belo dia ( já não me lembro da data ) a câmara de filmar veio cá parar abaixo com a "ajuda" de alguns estudantes !
A validade do cartão era até 1 de Agosto de 1974...que nesse ano foi antecipado para 25 de Abril.
...que é ( foi ) o cartão introduzido no Técnico em Outubro de 1973 para que a polícia contolasse as entradas no Instituto.
Na sequência das lutas do Movimento Estudantil, após a reforma de Veiga Simão ( 1970 ), as autoridades endureciam a repressão. No caso concreto do Técnico ao demitido Frausto da Silva (1972 ) sucedeu Sales Luis , com a promessa de reabrir a AEIST ( a associação de estudantes do Técnico ), na altura presidida por Carlos Costa ( que foi preso e torturado ). Tal não veio a acontecer. O assassinato de Ribeiro dos Santos pela PIDE em 12 de Outubro de 1972 ( em Económicas ) acelera a crise. Em Direito "entram" os "gorilas". O Técnico é fechado no 2º semestre do ano lectivo 1972 / 1973. Reabre em Outubro de 1973 com três "novidades" :
Na sequência das lutas do Movimento Estudantil, após a reforma de Veiga Simão ( 1970 ), as autoridades endureciam a repressão. No caso concreto do Técnico ao demitido Frausto da Silva (1972 ) sucedeu Sales Luis , com a promessa de reabrir a AEIST ( a associação de estudantes do Técnico ), na altura presidida por Carlos Costa ( que foi preso e torturado ). Tal não veio a acontecer. O assassinato de Ribeiro dos Santos pela PIDE em 12 de Outubro de 1972 ( em Económicas ) acelera a crise. Em Direito "entram" os "gorilas". O Técnico é fechado no 2º semestre do ano lectivo 1972 / 1973. Reabre em Outubro de 1973 com três "novidades" :
- este cartão, muito sofisticado ( ??) para a época, com a identificação do curso e ano por cores atrás da foto e que tinhamos que apresentar aos "bófias" à entrada, então reduzida ao portão principal da Alameda ;
- a presença de várias carrinhas da polícia de choque ( com o famigerado Maltez à cabeça ) junto ao Pavilhão Central e ainda uma câmara de filmar instalada no topo do Pavilhão de Química ;
- a expulsão da escola de cerca de 70 dirigentes do Movimento Estudantil.
Mesmo sem estes dirigentes a contestação continuou e um belo dia ( já não me lembro da data ) a câmara de filmar veio cá parar abaixo com a "ajuda" de alguns estudantes !
A validade do cartão era até 1 de Agosto de 1974...que nesse ano foi antecipado para 25 de Abril.
27/11/06
O Zé Trigo morreu há 25 anos.
Era uma 6ª feira. O Zé estava na tropa. Destacado nos Açores. Participava em exercícios de rotina. Foi atropelado por um civil. Morreu. Tinha 25 anos. A dor dos que ficaram foi muita. Passaram 25 anos. Ainda me pergunto, como então, porque é que os melhores partem mais cedo ? Pergunta para a qual, possivelmente, nunca terei resposta.
Outubro de 1976 : o Zé ao fundo e ainda o Luis Cruz e Silva e eu,
quando jogávamos futebol de 5 no antigo ISE
26/11/06
Marques Mendes em imagens !
Sábado, no "Expresso" ( pág. 10 ) com a legenda : " No Rio de Janeiro, Mendes cumpriu o ritual de beijar a bandeira da Unidos da Tijuca, a escola de samba ligada à comunidade portuguesa."
Pergunto : será que o terão convidado para desfilar com a escola no sambódromo no próximo carnaval ?
Domingo, no "Público" ( pág. 18 ) com a legenda : " " Antes de entrar na política era alto e espadaúdo e vejam como estou agora", disse Marques Mendes aos brasileiros."
Pergunto : terá ido a algum "casting" para a próxima telenovela que envolva mafiosos ?
José Pacheco Pereira diria que é a má imprensa ! Eu fico inquieto ! Será que o Governo já controla os orgãos de informação privados ?
25/11/06
24/11/06
Philippe Noiret ( 1930-2006)

Um belo retrato "daquilo" que eu sempre imaginei que fosse Noiret
( foto do "Le Monde" )
23/11/06
Dizeres de Samurai ( VII )
"To talk about other people's affairs is a great mistake. To praise them, too, is unfitting. In any event, it is best to know your own ability well, to put forth effort in your endeavors, and to be discreet in speech."
( pág. 82 do "Hagakure - the Book of the Samurai" de Yamamoto Tsunetomo, 1658- 1719 )
22/11/06
Perspectivas...axonométricas !
Sou engenheiro "não praticante" ! Mas comecei a minha carreira profissonal na arte. Até andei na "ferrugem" e de fato de macaco ! Em estaleiros navais, em centrais térmicas e até em montagens metalomecânicas ( de caldeiras ...calculem !). O primeiro fato completo ( gravata incluida ) profissional vestio-o já não estava na profissão e era um trintão. Daí a ser um "não praticante" foi um instante. Mas foi o que aprendi no IST e depois na ferrugem que me permitiu ser um razoável "não praticante"!
Esta semana deu-me para fazer trabalho "arqueológico". Será que ainda existem estas folhas ? :
Descobri-a no meio de papelada que ainda guardo. Eram umas folhas em papel tipo cavalinho que se compravam na "Desportiva " ( que ainda lá está na Av. Rovisco Pais ) e usávamos na cadeira de "Desenho e Métodos Gráficos ". Agora já são fotocópias dos originais e pouco se vendem. Comprei meia dúzia. Saí da papelaria quase tão adolescente como há 36 anos, quando lá comprei o original !
Já agora fica a definição de Perspectiva Axonométrica Trimétrica, pág. 209 do livro "desenho Técnico " do Eng. Luis Veiga da Cunha, editado em Abril de 1971 pela Fundação Calouste Gulbenkian :
" Enquanto que, para obter uma perspectiva cavaleira, se recorre à sua projecção paralela oblíqua e se considera o cubo com uma das faces paralela ao plano de projecção, para obter uma perspectiva axonométrica recorre-se à projecção paralela ortogonal e considera-se o cubo com todas as faces oblíquas em relação ao plano de projecção considerado."
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