A este meu Desafio (clicar) já responderam os inspirados :
Maria A. (clicar) , Papoila (clicar), Tintin (clicar) e Al Kantara (clicar)
e têm música :
Maria A. (clicar) , Papoila (clicar), Tintin (clicar) e Al Kantara (clicar)
e têm música :
" Sou defensor da rotina, nunca fui caçar leões a África, parece-me uma desconsideração para com os leões." LUIS MATEO DÍEZ. Escritor espanhol Membro da Real Academia Espanhola da Lingua
No início da minha carreira profissional, ainda como engenheiro praticante, trabalhei numa das grandes empresas da cintura industrial de Lisboa / Setúbal. Nacionalizada. Estavamos em 1980. Curiosamente no 1º dia de trabalho, ia eu a caminho, ouvi na rádio que o governo de então a tinha declarado "em situação económica difícil".
" Human beings will find a balanced situation when they do good things not because God says it, but because they feel like doing them."
De Macau lembrou-me o Carlos M. esta data triste. Vitor Wengorovius foi um homem de excepção. Recordo-o num texto de Eduardo Graça escrito na altura (clicar).
Juntem-se elementos de uma direita vingativa e arrivista com umas crianças de preferência com mais de 20 anos, que sejam duma instituição com problemas de dezenas de anos, mais uns ex-alunos de preferência militantes do PCP com uma polícia que tem muitas fotografias, mas só de alguns, mostrem-se as mesmas às crianças e a um juiz de instrução que gosta de protoganismo e de ir ao Parlamento prender deputados acompanhado, em directo, por jornalistas que investigam casos de anos em dois minutos, escolha-se um crime odiento que condene as pessoas ainda antes do julgamento e um culpado de preferência leader do maior partido da oposição à época e temos o circo armado durante meses ( que já vai em anos ) em que diáriamente somos bombardeados de manhã à noite por notícias (??) e julgamentos na praça pública. Alguns chamaram-lhe a decapitação da direcção do PS com Eduardo Ferro Rodrigues como secretário geral.Segundo podemos apurar Luis Filipe Menezes, Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Francisco Anacleto Louçã, nas conversações mantidas com o governo, não se opuseram à medida. Espero bem que não. Como diriam em España : " No nos jodam ! "
Agradecimentos ao António F. pela foto via e-mail.
Em certo período da minha vida profissional trabalhei, como consultor de redução de custos, numa empresa de origem norte-americana que operava na Europa. Antes já tinha trabalhado em 5 empresas, uma das quais francesa e fora de Portugal. Logo no processo de selecção apercebi-me de uma realidade distinta na forma como a empresa lidava com os empregados. Tratavam-nos como adultos. Assim depois de nos explicarem, nas entrevistas de selecção, o que faziam e o que pretendiam de nós entregavam-nos os manuais com as regras da empresa, as perspectivas de carreira com o respectivo procedimento de avaliação e ainda o código de conduta. Diziam-nos para os lermos com atenção e caso os aceitassemos assinaríamos o contrato. Na certeza porém que uma vez assinado sabíamos ao que íamos. Assim fiz. Trabalhei como consultor 4 anos, nos mais variados países europeus.
Os números são o que são. Sejam publicados pelo governo, INE, Banco de Portugal, Comissão Europeia, FMI, OCDE, etc. A sua análise levará a conclusões e a opções políticas distintas. Ainda bem. Contrapor aos números as conversas que tenho com a porteira do meu prédio, com o motorista de táxi ou da Carris, com o sindicalista de serviço, com o barbeiro, etc, é que já não é nada. Ou antes é uma análise difusa de um mal-estar difuso.
Como poderão ver ali no meu perfil ( canto superior direito ) a minha actual ocupação é : tentar ser inútil. O que, digo-vos, não é tarefa fácil. Casado ( já com bodas de prata ), com 3 filhas e ainda três candidatos a genros ( ou já o serão ? so what ?), engenheiro de formação académica, mas não praticante vai pelo menos para 20 anos, pratiquei outras actividades, desde consultor a vendedor de garrafas ( se bem que com o título de Director Comercial ). Percorri algum mundo não só como turista , que será a pior forma de o conhecer, mas vivi, estudei e trabalhei noutras latitudes. Estas actividades e bocados do mundo permitiram-me confirmar algo que já suspeitava, o comportamento e atitude do homem não dependem muito da latitude ( e já agora da longitude, nunca percebi porque falamos só em latitude ) do seu nascimento ou da sua habitação. Quando dois se encontram inicia-se, de imediato, uma tentativa de dominação, de exercíco do poder. Terá sido por isso que abandonei a miltância política. Que foi curta de 10 anos e já lá vão vinte e seis de abandono. O blogue iniciei-o vai para dois anos ( e posts 1196 ), porque as minhas filhas me disseram, à época, que eu tinha algum jeito para escrever. Depois de um período de consumo excessivo de álcool ( ou antes de whisky ) tenho a certeza que foi a forma de elas me dizerem que ainda estava a tempo de ser útil. Foram elas a minha fonte de inspiração.