31/03/08

Telemóveis no paraíso

Cuba já era um paraíso para alguns, poucos. Agora desde que o mano Raul sucedeu ao mano Fidel, o Vaticano vai ter que rever a localização geográfica do paraíso. Primeiro foram os electrodomésticos e afins, de seguida os cubanos já passaram a poder dormir em hotéis e comprar medicamentos em qualquer farmácia e agora até poderão comprar telemóveis. Poderão ? Com o nível de salários duvido, a não ser que os primos da Florida enviem uns dolares.
Foto : EFE / El País de 28.03.08

Golpe de Estado no Zimbabwe

Pelo menos é o que o Sr. Robert Mugabe diz do facto da oposição ( que terá ganho as eleições presidenciais ) querer revelar o resultado eleitoral antes da Comissão Eleitoral o fazer oficialmente, como podemos ler aqui.
Francamente Sr. Mugabe, ainda não percebeu que ao fim de 30 anos estamos todos fartos da sua cara ?

Não transforme a sua derrota numa derrota do seu povo e evite um banho de sangue.

30/03/08

Happy Birthday Mr. Clapton


Eric Clapton nasceu a 30 de Março de 1945

29/03/08

Resolução de problemas

Liste, por ordem decrescente, os 10 principais problemas que tem para resolver ( profissionais, pessoais, políticos, etc ).
Resolva os dois primeiros, ou seja os dois mais importantes.
Vai ver que fica com 80% dos mesmos resolvidos.
Parece-me que é o que o Eng. Sócrates anda a fazer desde o início do ano. Os outros são aprendizes de políticos que andam atrás da gritaria da rua, pensando que são vanguardas.

28/03/08

Dia nº 338

A prova, Tintin (clicar), que os azulejos não são desta cor (clicar)

27/03/08

Subidas e descidas do IVA

Quando o IVA sobe afecta negativamente a vida dos portugueses.
Quando o IVA desce afecta negativamente a vida dos portugueses.
Foi o que conclui depois de ouvir os leaders dos partidos da oposição, os fazedores de opinião e os jornalistas dos telejornais.
Haja paciência.

26/03/08

Manchete para os jornais não desportivos de amanhã :

SÓCRATES 2 - PORTUGAL 0
( uma ideia vinda de Bilbao por sms )

FENPROF 0 - Tribunais Administrativos ?

Alguém me pode informar do resultado deste jogo ? É que aqui atrasado constava que a Fenprof estava a ganhar o jogo, mas lendo isto (clicar) fico com a ideia que a Fenprof está a levar uma cabazada.
Eu se fosse professor sindicalizado exigia a demissão do treinador, o Sr. Mário Nogueira, que tem a distinta lata de dizer que as providências cautelares estão a " cumprir os objectivos ". Na prática quer dizer que serviram para andar a empatar. Este Mário Nogueira é um verdadeiro empata.
P.S. : via Câmara Corporativa

Em exibição numa escola perto de si



25/03/08

Os rascas e os betinhos

Os rascas nunca existiram antes de nós. São sempre os nosso filhos ou os amigos. Aparecem sempre uma geração ( ou geração e meia ) depois da nossa. Esquecemo-nos é que os nosso pais ( e a sua geração ) diziam o mesmo de nós quando eramos adolescentes.
A rasquice ou paneleirice ( ainda não havia gays ) que era usar cabelo comprido ( os guedelhudos ). E se vestissemos umas camisas às flores com calças à boca de sino, era a excomunhão. E as miúdas de mini saia ? Até se viam as cuecas para tristeza ( ou não ?! ) dos bons chefes de familía. Ouviam insultos públicos ou levavam mesmo umas bengaladas dos velhos que as usavam ( às bengalas ). E quando fumámos os primeiros charros ? E as brutas marmeladas em público, para escândalo das mães, tias e professores ? Se fosse no liceu dava direito a punição. Para os nossos pais e professores eramos a geração perdida que nunca havia de chegar a lado nenhum. Ir à boleia para o Algarve e acampar à balda com companhias pouco recomendaveis era a variante de Verão do deboche do ano lectivo. Depois quando entrámos nas universidades e alguns de nós nos metemos nas associações de estudantes e/ou organizações políticas clandestinas ( a famosa política ) foi a confirmação de que não tinhamos futuro. Estavamos perdidos. Fomos a geração da " Droga, loucura e morte ", como diziam os cartazes que Marcelo Caetano mandou colar pelo país todo, em Junho de 1972.
Como é óbvio não eramos todos assim. Havia também os betinhos, ou copos de leite ou ainda os meninos da mamã, vulgo os bem comportados que nos chamavam indisciplinados, hippies, revolucionários, etc dependente da cartilha paternal.
Que os betinhos de ontem digam que a escola de então era exemplar e só havia bons professores e alunos disciplinados ainda compreendo. Quem nasce betinho morre betinho. Agora que os rascas de então façam a apologia dessa escola e desse ensino já me faz mais impressão, para ser meigo.
Convém ter memória, até porque ela permitirá lidar de uma forma adequada com a actual indisciplina dos adolescentes, sabendo que vivemos num estado democrático pelo qual muitos de nós lutámos.
Quanto aos betinhos que andam hoje muito escandalizados com a actual indisciplina escolar recordo que nesse tempo não se escandalizaram nem com as arbitrariedades das autoridades escolares e académicas nem com o estado autoritário e de partido único em que vivíamos. Pois! Agora , ser anti-fascista e betinho em 2008 é fácil.
Mas pior espécie são os rascas de então transformados em betinhos aos 50 anos. Poupem-me.

24/03/08

O que não se aprende na escola ( III ) : fazer perguntas

Fazer perguntas é incómodo. Não para quem as faz mas para quem tem de responder. Responder exige não só conhecimento e memória, mas também ter que exercitar os neurónios e aceitar o confronto de ideias. Nas escolas, tradicionalmente, a transmissão do conhecimento é feita num só sentido : do professor para o aluno. Quem detém o conhecimento ( o poder ) é o professor e como tal convém não lhe fazer perguntas. A resposta, se incorrecta, pode revelar ignorância. E o professor nunca pode dizer : "Não sei ". Quando a pergunta é mais difícil : ou não há tempo para dar a resposta ou a pergunta é estúpida. Recordo uma vez mais : " Não há perguntas estúpidas, só respostas."
A escola funcionou assim muito tempo até porque era difícil ter acesso ao conhecimento por outra via, pelo menos para a maioria do alunos. Quando este paradigma se altera todos temos que saber fazer perguntas, professores incluidos, sem medo que isso revele fraqueza ou falta de autoridade. Até porque a uma pergunta para a qual se não sabe, de momento, a resposta podemos sempre responder : " Vou estudar o assunto e amanhã dou-te a resposta."

Personal Jesus

23/03/08

Professores indignados, polícias e coelhos de Páscoa

... e já agora quando é que o Ministro da Administração Interna nos informa das conclusões do inquérito sobre os polícias que visitaram três ou quatro escolas antes da manifestação de professores do dia 8 de Março ? Já passaram duas semanas, Sr. Ministro.
Será assim tão difícil saber o nome dos agentes da autoridade, o nome de quem lhes deu as ordens e já agora o nome dos funcionários escolares com quem falaram ? Ou terá sido tudo virtual ?
Curioso também o silêncio da FENPROF. Parece que a indignação se esgotou no dia 8. Mais indignados estão, nesta altura, os Coelhos de Páscoa que nem sindicalizados são e que nunca conhecerão os resultados do inquérito.

God is in the house

22/03/08

2º Aniversário do blogue : mais agradecimentos

A festa do 2º aniversário do blogue prolongou-se e ainda recebi os parabéns da Ana Matos Pires , da Maria Antunes, da Papoila e do Pedro Correia. A quem agradeço.
E também à Galeota uma visitante regular que amavelmente vai deixando comentários na caixa de alucinações.

Se as corporações decidissem

Se tivessem perguntado aos despachantes e transitários, ainda hoje tinhamos fronteiras na Europa com as respectivas alfândegas.

21/03/08

Quando não havia telemóveis, Youtube e quejandos, nem na escola nem fora dela

O alarido que para aí vai por causa de uma cena numa sala de aulas num liceu ( desculpem é da idade ) do Porto. Deu abertura nos tele-jornais. Entrevistas a especialistas e sindicalistas. Os blogues passam o video. Os comentários são mais que muitos. E tudo porque uma aluna que tinha o telemóvel ligado recusou-se a dá-lo à professora e esta qual jovem colega da dita comporta-se à altura. Pareciam duas crianças a disputarem um brinquedo. Outra filmou e pôs a cena no Youtube. Sucesso garantido. Top de audiências.
" Já não há autoridade !", clamam uns. Outros dizem : " Ao que chegou a escola pública!". Os mais radicais culpam a ministra pela ocorrência e quase exigem a sua demissão. Os saudosistas dizem : " Noutros tempos isto não acontecia ! ". Os mais autoritários sonham com o regresso ao passado de mais de 34 anos.
Eu sei que vou a caminho dos 55 anos, se bem que em sonhos comece a pensar que são 57 !!! Deve ser Alzheimer precoce, que no entanto ainda não me afectou a memória. E então voltei aos meus tempos de liceu. Outra vez ? Isso já não existe pá. Está bem, mas existia no meu tempo de miúdo e adolescente. Bem sei que não era frequentado por todos. A maioria, nesses tempos, tinha que se fazer cedo ao trabalho, que isso de estudar era um luxo e filhos de operários e criadas não o podiam suportar. Eramos filhos de gente de bem. De Doutores, de Arquitectos, de Médicos, de Engenheiros, de Quadros da Função Pública, de Militares. Tudo pessoal bem comportado.
Já me esqueci de quando no 1º ano do liceu, ainda em Luanda, no Liceu Salvador Correia colocavamos baratas dentro do livro de ponto quando se tratava de uma professora mais assustadiça e jovem. Ou quando fazíamos corridas das mesmas ( baratas , mas vivas ) nos corredores entre as carteiras. E as vezes que o livro de ponto desaparecia ? Pena não haver telemóveis e Youtube.
Ou quando já, no Liceu de Oeiras, no 2º ciclo, recebemos uma nova professora, que sabíamos ter enviuvado há pouco tempo, com um "Parabéns a você", logo no 1º dia de aulas. A professora saiu da sala lavada em lágrimas. Deu em suspensão colectiva de 3 dias e discurso do reitor Mexia aos prevaricadores. Ainda não havia essas modernices de internet para as mostramos ao país. A sua divulgação era oral e ficava pelo liceu e familares preocupados com a nossa falta de respeito.
E o gozo que era colocar uma folha A4 , com um dizer insultoso (tipo "Sou burro" ), com um bocado de fita cola nas costas do professor de desenho do 2º ciclo.
E já nas aulas de 6º e 7º ano, de Matemática Moderna, aproveitando a surdez do saudoso Professor Silva Paulo ( que usava o típico aparelho sonoro com pilha num dos ouvidos ) contarmos anedotas em voz alta para fazer rir a turma toda e assim alguém conseguir ir para o olho da rua com uma falta de castigo, mesmo que não tivesse sido o engraçadinho.
Continuava a não haver nem videos, nem telemóveis, nem outras modernices.
E podia continuar o dia todo a contar histórias de como jovens de boas famílias se comportavam mal, no liceu ou fora dele. Como as então famosas 6ª feiras de Carnaval nos comboios da Linha do Estoril , cujas composições de Oeiras para Algés e para Cascais eram autênticos campos de batalha com ovos podres, fulminantes, garrafinhas de mau cheiro e tudo o resto. Como é óbvio o normal cidadão, que não fosse aluno do liceu , nem se atrevia a entrar no comboio. Esse era território dos selvagens liceais. Até metia polícia e tudo.
E como é óbvio, nunca nenhum de nós falsificou a assinatura do pai ou da mãe nos pontos ( leia-se à moderna : testes ) que os professores nos pediam para eles ( pais ) assinarem para terem conhecimento da nota, geralmente quando era um medíocre ou um mau.
Querem que continue a falar dos tempos em que só havia meninos bem comportados e bons professores nos liceus ou já estão cansados de tanta javardeira ?
Por acaso ( ou não ) alguns deles são ou já foram governantes ou deputados da nação. Outros até serão chefes militares. Muitos são excelentes médicos, engenheiros, arquitectos, gestores de multinacioonais, etc, perante a incredulidade dos respectivos progenitores. E quase todos serão bons chefes de família. Pelos vistos as indisciplinas juvenis não causaram mal nenhum ao mundo. A sorte deve ter sido não haver, à época, telemóveis, videos, Youtube, internet e restantes modernices. As selvajarias ficavam todas em família e dentro das paredes da sala de aula ou dos muros do liceu, excepto os ataques carnavalescos aos comboios.
Mas havia, como hoje, professores , alunos e encarregados de educação.
E havia como hoje " Quem não se desse ao respeito..." (clicar)

20/03/08

TIBETE : um testemunho da repressão policial chinesa

"Vimos a maior violência policial que podem imaginar, sobre pessoas desarmadas." (clicar) o testemunho de Clara que o Luis Carmelo divulga no Miniscente.

2º Aniversário do blogue : agradecimentos

Em final de semana das comemorações do 2º aniversário os meus agradecimentos ao Al-Kantara, à Ana, à Carminda, à Cristina, ao Eduardo Graça, ao Expresso da Linha, ao Fernando Pessoa, ao Grujna ( quando é que voltas ao nosso convívio, Levezinho ? ), ao José Pimentel Teixeira, ao Luis Novais Tito, ao PDuarte e à Shyznogud por se terem lembrado. E à Paula que sem blogue anda por Moçambique.