Mathilde
Madeleine
Três videos com dedicatória.
Jacques Brel morreu a 9 de Outubro de 1978. Está sepultado no cemitério de Hiva Oa, Ilhas Marquesas, Polinésia Francesa. Tinha 49 anos.
" Sou defensor da rotina, nunca fui caçar leões a África, parece-me uma desconsideração para com os leões." LUIS MATEO DÍEZ. Escritor espanhol Membro da Real Academia Espanhola da Lingua
Onde os coloca depois da crise ? Responda ali na coluna da direita no que é a primeira grande sondagem não só do Fim de Semana Alucinante mas também de toda a blogoesfera mundial.

Morreu Dinis Machado, com 78 anos. Às 16 h 30 tinha postado uma música de que gosto, com desejos de um bom fim de semana. Fui regar as árvores e plantas. Volto ao computador e leio a notícia. Triste. Vou à estante e lá encontro " O Que Diz Molero " . Comprei-o a 20 de Junho de 1977. Acho que o li na mesma noite. Gostei. Está na secção dos livros a que volto periodicamente.
Alguns já lhe chamam pomposamente o Lisbongate. Refiro-me ao caso das casas da Câmara de Lisboa arrendadas a amigos, correligionários partidários, jornalistas, artistas e outros istas. Com um nome tão pomposo estava à espera de grandes golpadas, de filhos de autarcas que tivessem montado negócios ilícitos e enrequecido à custa dos mesmos ou de jornalistas que tivessem montado casas de alterne nas ditas e fossem hoje empresários bem sucedidos da noite lisboeta. Afinal nada disso. Este pessoal nunca pensa em grande. Que saudades de um Alves dos Reis. Afinal foi tudo feito na legalidade, o que não duvido. Se as rendas eram baratas havia que aproveitar e não divulgar a não ser no circuito dos amigos que frequentam os mesmos salões. Afinal os políticos também são gente e as casas eram pequenas e estavam disponíveis. E se dessem para uma sedezinha do partido ainda melhor. Os jornalistas tão ladinos a descobrirem gates por todo o lado afinal calam-se a troco de uma rendinha. Sempre ouviram dizer que o silêncio é a alma do negócio. Parece que são centenas de casos mas na praça pública queimam-se dois. Uma vereadora, Ana Sara Brito. E um jornalista /escritor : Baptista Bastos. Até nisto são pequeninos. Um dia destes ainda vemos jornalistas na sopa dos pobres e políticos recorrerem ao Banco Alimentar. A vida está difícil para todos e não é por acaso que a esmola e a gorjeta ainda são instituições nacionais. Ao desgraçadinho dá-se uma esmola. A bandeirada do taxi é baixa mas compensa-se com uma gorjeta ao motorista. Quando as mentes são formatadas para assim funcionarem nunca teremos vilões a sério. Daqueles que consciente e profissionalmente roubam e sabem que poderão acabar na prisão se forem apanhados.
Os tempos estão difíceis. Os produtos financeiros são muito sofisticados. E virtuais. Tempo de voltar ao básico. Tempo de voltar à terra. De utilizar ferramentas manuais. A prova de que o design não foi inventado por nenhum eventual génio do século XX.
Arsène Wenger é treinador do Arsenal desde 1996. Nas últimas épocas tem ganho menos títulos que quando começou, mas o Arsenal tem jogado bem. Não apostando ultimamente em grandes ( e caras ) contratações, Wenger apresentou ontem para a Carling Cup ( a antiga League Cup ) uma equipa com uma média de idade de 19 anos. Resultado :Arsenal 6 - Sheffield United 0 (clicar).
ne Wenger teve de imediato o apoio da Associação dos Treinadores Ingleses (clicar) .Boneco daqui
Muito se fala do silêncio de Manuela Ferreira Leite.
( 0.09.1908 - 27.08.1950 )
Há a do Estado. E há a das Instituições Privadas. A primeira é a mais referida e criticada. A segunda nem por isso. Normalmente é em momentos de mudança ( de local de residência, de estado civil, de actividade, etc ) que contactamos com tão poderosas organizações. Nos últimos três meses, por motivos de mudança do local de residência e por arrasto da empresa, confirmei algo de que já suspeitava : a burocracia do Estado torna-se mais leve e a das Instituições Privadas mais pesada.
Faz hoje um ano que Eduardo Prado Coelho (clicar) morreu. Num momento em que a maioria dos cronistas / comentadores dos jornais são tão previsíveis ou medíocres sinto ainda mais a falta das suas crónicas.
Passei o fim de semana na Ria Formosa. Tenho boas noticías sobre a democracia em Portugal. As Bolas de Berlim continuam a ser vendidas nas praias, apesar da perseguição às mesmas feita pela ASAE. São umas resistentes. Não emigraram. Nem passaram à clandestinidade. E muito menos pediram asilo político a Marrocos. Encontrei-as ( e comi-as ) em boa forma e legais. Na Praia Verde estavam excelentes. Em Fábrica lá vão na caixa da Amália, romena e este ano grávida, depois de transportadas no barco do Alexandre. No Barril é coisa mais fina pois o Sr. José há muito que as transporta num carro hightech e pré-ASAE.
Não por causa das festas do fim de semana. Já não tenho idade para ir a Vacadas Nocturnas às 3 da manhã e assim não posso satisfazer a curiosidade do meu amigo JP (clicar). Mas o baile com os "XAPA 5+2" foi um êxito. Esclarecendo que os +2 vieram dos "Fusão". Nos intervalos fiquei a saber que bezerros são leiloados até 450 euros e chibos até 80. E seis leitões foram arrematados por 200 euros. Não licitei por falta de instalações para albergar tão dignos mamíferos. Prefiro vê-los assados no forno. Que também não tenho.
Antigamente, quando se começaram a baptizar as urbanizações residenciais, Quinta da Fonte seria um óptimo nome para uma qualquer urbanização para uma pequeno-burguesia ascendente ou para os novos ricos do tempo de Cavaco 1º ministro. Hoje estamos na época desses emprendimentos serem baptizados em inglês. "Qualquer Coisa" Residence ou mesmo Resort ou ainda Terrace. É mais chic. Agora as quintas urbanizadas são para outras classes sociais que se confundem com etnias. No caso da Quinta da Fonte os noticiários demoraram tempo a dizer que eram ciganos e africanos ( o que traduzido quer dizer pretos ). Mas lá disseram. Afinal, surprise !, o racismo não tem cor. E num tempo em que o jornalismo vive por épocas ( ela é a época balnear, ela é a época dos incêndios (!!??) , ela é a época dos doentes que caíam das macas quando Correia de Campos era ministro da saúde, etc ) lá somos bombardeados com todos os casos de violência actual ou passada e assistimos a um desfilar de casos cuja relação com o da Quinta da Fonte é o de ser a época da violência. Ao primeiro incêndio de grandes dimensões ( cruz canhoto) ou se o Cristiano Ronaldo for para o Real Madrid, a 1ª página muda mas o mau jornalismo não.Ortega y Gasset escreveu isto em 1937 como que a advinhar a vergonha do regime de Vichy.
Apesar disso apetece-me hoje, 14 de Julho, ouvir o Rick dizer "Play the marseillaise" (clicar)
