30/04/09

29/04/09

Let's dance

... no Dia Mundial da Dança

28/04/09

Amor xilogravado

Foto de C.

26/04/09

John dos Passos reencontrado

Os caixotes foram empacotados há 16 anos. Quando a minha Mãe morreu. Viajaram de Lisboa para a Figueira da Foz e daqui para Alverca da Beira. Muitos continham livros do meu irmão José Luis, o mais velho, que vivia na Suiça e morreu em 2004. Õs livros esperavam-no, em vão. Estavam na casa da família no centro da aldeia. Foi agora vendida. Mas ficou na família. Para um primo mais novo, que assim concretiza um dos sonhos do avô e meu tio. Que também já nos deixou. Por isso tivemos, alguns dos herdeiros, de retirar lá de casa o que já tinha sido dividido entre nós. Fizemo-lo no passado dia 23. Já nem me lembrava dos livros do John dos Passos que eram do Zé Luis. Fiquei com a trilogia " USA " - " Paraleo 42" + "1919" + " Dinheiro Graúdo ". E ainda falta o "Manhattan Transfer". Tenho esperança que na triagem final ainda o encontre. Publicados pela "Portugália", na colecção "Os romances universais" , li-os na juventude e gostei. Tinha andado à procura de eventuais reedições em várias livrarias. Nada feito. Em muitas, os funcionários nem conheciam John dos Passos ( 1896 - 1970 ). Agora vou relê-los.



Ainda tive tempo de, noutros caixotes, reencontrar fragmentos da minha infância de Luanda . Dinky e Corgy Toys. Que também vieram comigo. Noutros ainda a adolescência , já em S.Pedro do Estoril e Lisboa. Mais livros e colecções de banda desenhada ( a colecção da 1ª revista do Tintin em português ) que foram para os sobrinhos. Talvez volte a eles. Aos caixotes de memórias.

24/04/09

BOM DIA


22/04/09

Parabéns Mr. Nicholson

pelos 72 anos

Há 40 anos em "Easy Ryder".

Dos grandes investimentos e uma anedota

Com o país tão deprimido e todos ( analistas, políticos, sindicalistas... ) a falarem do mesmo ( aumento do IVA, Ota, TGV, etc ) apetece-me contar duas histórias a despropósito e ainda uma anedota.
1ª história : Em 1970 entrei no I.S.T.. Então já com anfiteatros "provisórios" ( entre pavilhões ) para albergar os cerca de 3.000 alunos que o frequentariam. Li algures que em 1984 seriam cerca de 6.000, e já com as instalações ampliadas mas ainda dentro do perímetro do Instituto. Aquando da exposição "Engenharia em Portugal no século XX" ( Cordoaria de Lisboa ) vim a saber que a decisão governamental de construir o Técnico, no actual local, foi tomada, em 1927 ( !!!). A construção iniciou-se em 1928 e inaugurou-se em 1935 ! Em 1941 frequentavam-no 442 alunos. Imagino a sensação que estes 442 terão tido ao frequentarem tanto espaço "desperdiçado" e construção tão "faraónica" !!! Passados 70 anos ainda lá está e alberga milhares de estudantes, funcionários administrativos e docentes. Pergunto : se em 1927 se tivesse projectado um espaço para albergar 1000 alunos o que teria acontecido ?
2ª história : Em 1960 o governo tomou a decisão de construir a "Ponte Salazar" ( hoje "Ponte 25 de Abril"). A mesma foi inaugurada em 1966 sem a alternativa ferroviária que estava prevista, porque pareceria, à data, muito cara ! Em 1990 o governo decide-se pela instalação da ferrovia, que se inicia em 1996 e é concluida em 1999, custando uma fortuna. Pergunto : se na década de 60 se tem optado também pela ferrovia não teria havido uma economia e um melhor desenvolvimento urbano da Grande Lisboa ?
Como é óbvio estas duas histórias não têm nada a ver com a actual situação nem com projectos que andam a ser discutidos há pelo menos uma década. Para a actual situação e estado de espírito de muitos portugueses, mas principalmente para os ditos dirigentes ( não lhes posso chamar élites ) sejam eles políticos, empresários, sindicalistas, etc ...apetece-me contar uma anedota, já velha :
- a do automobilista que rolava , já em plena madrugada, numa estrada do Alentejo, quando tem um arreliador furo mum pneu. Quando se prepara para o substituir repara que não tem o macaco para levantar o carro !! Desesperado olha à sua volta e ao longe vê uma luz que parece ser de uma casa. Resolve fazer-se ao caminho na esperança que o eventual habitante tenha um macaco para lhe emprestar. A caminhada é longa e dá tempo ao nosso automobilista para falar com os seus botões. O que faz com que comece a ter dúvidas. Pergunta-se : " Será que vale a pena acordar o desgraçado? Se calhar fica mal disposto e ainda me insulta...ou pior, bate-me". "Olha se fosse comigo !". Mas continua a sua caminhada, questionando-se se valerá a pena chegar à casa e se o alentejano será compreensivo. Começa a ensismar de tal modo esta ideia negativa que quando lá chega hesita em bater à porta . Mas decide fazê-lo. O alentejano abre-a, ainda meio a dormir. E antes que o desgraçado abra a boca o nosso automobilista vira-se para ele e diz " Ó homem eu não preciso do macaco para nada. Meta-o no cu !"

P.S. : este post é uma Carta ao Director do Público que enviei em 7 de Julho de 2005 e que não foi publicada. Era no tempo que de vez em quando as minhas cartas eram publicadas e até já tinha um público fiel ( deixa-me rir ). Nada alterei. Apenas corrigi alguns erros que detectei agora.

20/04/09

O Fusco é amado. O Eduardo nem por isso

Mensagens em porta da antiga estação dos Caminhos de Ferro de Estremoz.
Hoje estação rodoviária ( a parte que dá para a rua ).
Foto de C.

18/04/09

Apelo de um ladrão a um engenheiro

"Sem eira nem beira ", dos "Xutos e Pontapés , refrão comentado :

Senhor engenheiro ( qual ? há tantos e alguns até dizem que o Sócrates não é )
Dê-me um pouco de atenção ( não seria melhor pedires atenção ao Presidente Cavaco para te dar uma amnistia no fim do ano ? )
Há dez anos que estou preso ( ou seja foste preso no tempo do Eng. Guterres )
Há trinta que sou ladrão ( ou seja demoraram 20 anos para te apanhar e ainda te queixas )
Não tenho eira nem beira ( mentira que estás na presidiária )
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer ( pudera, deixaste cair o sabão no duche da presidiária )

16/04/09

Roubaram um zero

Ontem as custas judiciais que os familiares da tragédia de Entre-os-Rios tinham que pagar eram de 500.000 euros.
Hoje sabe-se que são 50.000.
Quem terá roubado o zero que vale 450.000 euros ?
País de corruptos ou de pandegos ?

BO

Quando os meios de comunicação social dizem que " o novo inquilino da Casa Branca se chama Bo ", penso sempre que é a Bo Derek :

e não aquele pindérico Cão de Água que ainda por cima nem português é. A verdadeira Bo também não.
Aviso : a moçoila já vai a caminho dos 53 anos ( mais nova do que eu, quem diria ? ) por isso não garanto que esteja como na foto , que deverá ser da década de 70.

15/04/09

HILLSBOROUGH foi há 20 anos.


Foto do Memorial às vítimas em Anfield , junto às "Bill Shankly Gates".

Senhoras e Senhores hoje é dia de :

Tertúlia Virtual !
Tenho o prazer de vos apresentar os bloggers que melhor escrevem sobre o prazer.
É entrar ! É entrar !

14/04/09

Quando o LIVERPOOL joga...

Houve erros ? Dos jogadores ? Dos árbitros ? Quem se lembra deles depois de um jogo destes ?
Os golos devem estar a aparecer no link Liverpool : A Galeria dos Golos, agora no rodapé do blogue.

Poetas anti-fascistas, arquitecta de bermudas ( e também anti-facista ) e os outros

O código de vestuário da Loja do Cidadão de Faro continua a ser tema. Não há anti-fascista que não se pronuncie sobre o mesmo.
Depois de Manuel Alegre, antes da Páscoa, dizer que " é uma coisa de cariz fascizante, totalitária, contra a liberdade individual ", hoje é a vez da arquitecta Helena Roseta contar , no "Público", a sua comovente história de quando apareceu de bermudas na Câmara de Cascais, quando era Presidente da mesma.
Penso que Manuel Alegre, na sua actividade solitária de escritor, nunca teve de chefiar pessoas numa empresa. Quanto à Arquitecta Roseta já não direi o mesmo. Foi Presidente de uma Câmara e bastonária de uma Ordem. A dos Arquitectos.
Eu, ao longo da minha vida profissional, tive várias vezes responsabilidades de chefia. No início, quando andava na ferrugem, o tema do código de vestuário estava resolvido por motivos óbvios. Como é natural quem trabalha num estaleiro naval, numa central térmica ou num estaleiro de montagem metalomecânica não lhe passa pela cabeça andar de bermudas, mini-saia ou calções...o fato de macaco é mais cómodo. E mais económico. Que isso de ter de trocar de mini-saia sempre que a mesma é queimada por um pingo de solda sai caro. Do que me livrei.
Depois exerci funções comerciais e aqui a coisa fia mais fino. Ao visitar um cliente, como deverei ir vestido ? À época a maioria das empresas não tinham um código de vestuário ( hoje não sei ). Deixava-se ao critério ou ao dito bom senso de cada um definir esse aspecto. Já percebi que no caso da arquitecta Helena Roseta, se ela tivesse sido minha colaboradora, arriscava-me a que aparecesse numa reunião com o Director de Compras do nosso principal cliente ( a quem facturavamos alguns centenas de milhar de euros ) de bermudas e sandálias...mesmo que estivessemos em pleno Inverno.
Na ausência de um código de vestuário como poderia eu dizer à Helena ( desculpe a confiança, mas agora depende de mim ) que não deveria ir assim vestida ? Ou seja, teria que ser completamente arbitrário e impor-lhe o meu padrão. Como é óbvio no dia seguinte a Comissão de Trabalhadores ( da qual a Helena seria membro ) e o Sindicato emitiriam um comunicado contra o autoritarismo do Director António P.
Se existisse um Código de Vestuário, a Helena, no momento da sua admissão, tomaria conhecimento do mesmo e saberia ao que vinha. Se não estivesse de acordo, tinha duas hipóteses : ou não assinava o contrato, ou assinando-o poderia posteriormente propor modificações ao mesmo.
Ou seja a existência do Código diminui as arbitariedades das chefias.
Nos meus tempos de ferrugem a maioria dos operários consumia bebidas alcoólicas no serviço. Estava autorizado uma quantidade mínima nos refeitórios, à hora das refeições. Mas todos, incluindo as chefias, sabiam das tascas clandestinas. E quem as tinha sempre fazia um dinheiro extra. Quando fui Chefe de Estaleiro, na montagem de uma caldeira ( vai para 22 anos ), até os soldadores ( para quem não saiba, convém que tenham a mão firme para que as soldaduras não fiquem com defeitos ) bebiam. O consultor do fornecedor, um escocês, disse-me : " António, isso lá na minha terra não é permitido ". Ao que eu respondi, tipo xico-esperto : " Pois, vocês preferem as bebedeiras colectivas às 6ª feiras à noite. Nós preferimos beber todos os dias com regularidade para manter o nível de álccol."
Hoje a regra de não beber bebidas alcoólicas está consagrada e há testes com regularidade.
Dir-me-ão : o consumo de álcool não tem nada a ver com mamas e mini-saias. Pois, pode ser que não tenha...mas também me lembro, já como Director Comercial, de ter ido a uma reunião com um eventual fornecedor de serviços para a empresa onde trabalhava, vai para 17 anos. Uma das funcionárias do dito fornecedor usava uma mini-saia. Sempre que cruzava as pernas...parecia a Sharon Stone no "Basic Instinct" ( agora que escrevo reparo que o filme é dessa época ) mas vá lá que usava cuecas . Se era para me seduzir e eventualmente lhe adjudicar o trabalho enganou-se. Distraiu-me de tal maneira que nem ouvi bem as vantagens da sua proposta. Na altura era um jovem. Se fosse hoje, já quase sexagenário e depravado, se calhar tinha-lhe adjudicado o trabalho à espera de umas contrapartidas
Chamem-me velho e reaccionário. Velho ainda não sou, vou a caminho e reaccionário se calhar sou. Chega a vez a todos. Ainda bem.
Já agora e para terminar, porque não perguntam a opinião às funcionárias e funcionários da Loja do Cidadão. E já agora aos utentes do serviço ? É que estou farto dos escribas oficiais e das reportagens de televisão que só ouvem um lado.

Arrumações...para quebrar a rotina

Desde o dia 6 de Abril que ando em arrumações no blogue.
A mais evidente é a cor do fundo que era branca.
A outra foi o lay-out. Mudei de modelo. A informação que aparecia na coluna da direita está agora depois da foto de rodapé ( outra novidade e que será mudada regularmente ). Ou seja quem quiser ver o arquivo, o meu perfil, os blogues que leio, as etiquetas, etc terá de ter a maçada de ir lá ao fundo.
Mudei também o tipo de letra dos cabeçalhos.
Outras mudanças são menos visíveis. Como não domino o html e outras técnicas tenho andado às apalpadelas...mas lá vou conseguindo. Foi o caso da largura do cabeçalho, do texto dos posts e da barra lateral.
Razões para a mudança ? Nenhuma em especial. Porque me apeteceu ou talvez para quebrar a rotina. A minha e a dos leitores.

13/04/09

Tradições : comer borrego no campo






Uma tradição alentejana. Na 2ª feira de Páscoa o borrego
grelha-se e come-se no campo.
Começou à hora de almoço. Advinhem porque é que estou
a postar a estas horas.
Benditas tradições.
Fotos de C.