06/12/09

Bill Shankly + Bob Paisley + Roy Evans + Joe Fagan + Ronnie Moran = the boot room

O treinador do Liverpool com mais êxitos foi Bob Pasley. Foi treinador 9 anos, de 1974 a 1983, e nunca nenhum treinador, a nivel mundial, ganhou tantas competições ( 19 ) como ele em igual período de tempo.
Bob Pasley foi adjunto de Bill Shankly durante os 15 anos em que este foi o treinador principal, de 1959 a 1974. O que revela a capacidade de Shankly como leader de um projecto : construir um grande clube mais de que apenas uma grande equipa de futebol. Soube valorizar a experiência como fonte de desenvolvimento de um clube de futebol ao mesmo tempo que em campo construiu grandes equipas porque acreditava que o futebol é um jogo simples :

" Football is a simple game based on the giving and taking of passes, of controling the ball and making yuorsef available to receive a pass. It is terrible simple."

Os treinadores de 1959 a 1985 ( 26 anos ) foram :
Bill Shankly ( 1959 a 1974 ), que tinha 45 anos em 1959. ).
Bob Pasley sucede-lhe em 1974 com55 anos e já era o seu braço direito desde 1959 . Pasley treinou o clube durante 9 anos ( abandonou em 1983 com 64 anos ).
Sucedeu-lhe Joe Fagan, em 1983 ( com 62 anos ), que por sua vez já "vinha do tempo" de Shankly e abandonou em 1985.
Durante este período ( 1959 a 1985 = 26 anos) o Liverpool foi o clube com mais êxitos no futebol mundial, ganhou :
10 Ligas inglesas e nunca ficou abaixo do 3º lugar , tendo sido 5 vezes 2º;
4 taças dos Campeões Europeus em 5 presenças na final ;
2 Taças UEFA ;
1 Super Taça da Uefa ;
4 taças da FA ( o equivalente à nossa Taça ) em 6 presenças na final;
4 taças da Liga Inglesa em 5 presenças na final;
9 Charity Shield ;


and last but not least foi campeão da 2ª divisão inglesa em 1961/62. O 1º título de Bill Shankly.
Todos treinadores preparados na famosa
boot room (clicar) criada por Bill Shankly (clicar)

Depois de 1985 e até 1998 ainda teve outros treinadores da casa ( os ex-jogadores Dalglish e Souness e ainda Roy Evans ).

Os êxitos não se repetiram. Em parte porque na sequência da tragédia de Heysel em 1985, na final de da Taça dos Campeões (Joe Fagan é o treinador ) contra a Juventus, o clube é punido pela UEFA. São cinco anos de suspensão de participação nas competições europeias. Castigo que terá marcado uma geração de excelentes jogadores. Ausentes das competições internacionais ainda conseguem internamente repetir os êxitos de um passado recente. São campeões ingleses pela última vez na época 1989/90, treinados por Dalglish.
Em 1989 nas meias finais da FA Cup contra o Notingham Forest outra tragédia extra desportiva, a morte de pelo menos 97 adeptos em Hillsborough ( estádio do Sheffield Wednesday) , volta a marcar a história do clube.

A partir de 1998 o Liverpool quebra a tradição da Boot Room e contrata treinadores estrangeiros, se bem que assessorados por ex-jogadores Phill Thompson com Houlier e Sammy Lee com Benitez.
Gerrard Houllier de 1998 a 2004. Ganha :1 Taça UEFA, 1 Super Taça UEFA, 1 FA Cup, 2 Taças da Liga e 1 Charity Shield. Mas fica a zero em Campeonatos Ingleses agora denominados Premier League.
Em 2004 sucede-lhe Rafa Benitez. Que entra bem. Ganha uma Chamipons League em 2005 e repete a final em 2007. Ambas contra o Milan AC. Mas fica-se, como Houllier pelas taças : 1 Super Taça UEFA, 1 FA Cup e 1 Community Shield.
Mas os adeptos desesperam. Querem é ser Campeôes Ingleses. E parece que ainda não será esta época. Quando tudo indicava que podiam ser um dos principais candidatos têm um arranque de época bom... seguido de uma série desastrosa de empates e derrotas. As lesões de Steven Gerrard e Fernando Torres confirmam o que Sir Alex Ferguson disse : " O Liverpool está muito dependente destes dois jogadores."
E, acrescento eu, tem faltado a Rafa Benitez alguma ousadia em lançar novos jogadores além de alguma teimosia tática e de algumas contratações de duvidosa qualidade.
Felizmente Dalglish regressou. É o responsável pela Academia.
Na quase impossibilidade de ganharem a Premier League que ganhem a Liga Europa e a FA Cup.

04/12/09

Falsas. As escutas ou os extractos ?

Vá pessoal que recebeu, por mail, os extractos das escutas das conversas entre José Sócrates e Armando Vara deixem de rir e ide trabalhar.
É que o arquitecto, também jornalista e ainda auto-candidato a prémio Nobel ( da Literatura, diz ele ) mandou dizer que
" As escutas são falsas " (clicar).
Fico mais descansado. Afinal o SOL deve ter pago uma pipa de massa pelo exclusivo. É para tentarem escapar à falência. Conseguirão ?

O Pai Natal morreu ?

Fui à vila. Deitar o cartão e o vidro nos respectivos contentores. Bebi um café. Quando regressava a casa, já noite, reparei que o cangalheiro tinha uma árvore de Natal com luzes à janela. Do lado de dentro.
O Pai Natal morreu ou o cangalheiro ainda acredita nele ?

4 de Maio de 1974 o último jogo de BILL SHANKLY

Wembley. 4 de Maio de 1974. Final da FA Cup.
Liverpool 3- Newcastle 0
Seria o último jogo de BILL SHANKLY como treinador.
A 12 de Julho de 1974 apresentou a sua demissão à direcção do clube.
Terminava assim uma carreira de 15 anos como treinador do Liverpool.

03/12/09

1965 : o Liverpool vence a FA Cup pela 1ª vez. Treinador : BILL SHANKLY

WEMBLEY. 1 de Maio de 1965.
Liverpool 2- Leeds 1. Após prolongamento

30/11/09

Tom Jones. 1968. Delilah. 2001


E amanhã é o 1º de Dezembro. O Dia da Restauração.

29/11/09

Gigliola Cinquetti. 1964. Non Ho L'eta. 2005.

Música dominical. Regresso ao passado.

27/11/09

O jornalismo de investigação é muito caro e as empregadas de limpeza dos Tribunais são mais baratas

Alguém, que até sabe do que fala, me disse aqui atrasado que em Portugal não havia jornalismo de investigação. É muito caro. É mais simples ( e mais barato ) os jornalistas estarem sentados nas redacções à espera de telefonemas.
E o tal jornalismo é caro porquê ?
Porque o jornalista que investiga tem que se dedicar a sério ao assunto a investigar. Tem de lhe dedicar tempo. Entrevistar pessoas. Compilar documentos. Verificar a credibilidade das fontes, etc. Por (e para) isso tem de ser bem pago. Os nossos capitalistas sempre foram uns unhas de fome.
Porque o que é publicado tem de ter credibilidade e ser fundamentado. Pois se o visado ( ou visados ) pela investigação decide(m) levar o jornal ( ou rádio ou TV ) a tribunal , o proprietário do jornal corre o risco de pagar fortunas se a decisão lhe é desfavorável. Veja-se o caso do grupo Murdoch que, em Inglaterra, para evitar ir à barra dos tribunais tem pago, em acordos extra judiciais, milhões aos investigados. Geralmente por difamação e calúnia.
Por isso, cá em Portugal, recorre-se a um método aparentemente barato, ou como diria o digníssimo Prof. Hernâni Lopes à chico-espertice ( será com x ? ), que é os jornais publicarem o que os agentes de justiça ( PJ, MP, Funcionários Judiciais, Juizes, advogados e parece que até as empregadas da limpeza dos tribunais que coitadas foram promovidas por alguns juizes mas não lhe aumentaram o salário ) bufam aos jornalistas.
A partir daí o jornalista tenta construir uma história. Sei que há músicas para piano tocadas a 4 mãos. Que eu saiba nunca uma centopeia escreveu um romance. Pelo menos com êxito.
Assim sendo não deixa de ser curioso que , cá no burgo, não haja concorrência entre jornais ou rádios e TV's nos ditos casos. Todos publicam tudo e de todos. Citam-se uns aos outro dizendo o mesmo centenas de vezes. E algumas vezes têm a lata de dizer que é um seu exclusivo. Passados minutos ouço ou leio a concorrência dizer o mesmo também em exclusivo. Passados umas semanas o que temos não é história nenhuma mas um emaranhado de peças soltas que cumpriram o seu objectivo : lançar a suspeição sobre alguém que judicialmente não está envolvido no caso.
Se a investigação fosse jornalística isso aconteceria ? Pelo que observo em Inglaterra, duvido. As investigações do News of the World ( p.ex. ) são desse jornal. Com os seus meios. Com os seus jornalistas. Os outros jornais quando se referem ao assunto investigado citam o News of The World e dizem que é uma investigação desse jornal.
Ainda bem que existe jornalismo de investigação.
Mas não me venham dizer que essa actividade existe em Portugal.

25/11/09

Regresso à Coimbra dos futricas

Com a morte do Isabelinha, " um homem bom" como diz o FNV (clicar), regresso por instantes a Coimbra.
Cidade onde nasceram e estudaram os meus pais. Cidade que visitei com regularidade na década de 60 e no início da década de 70, do século passado. Porque a minha mãe ainda lá tinha família. Quase sempre nas férias escolares. No Natal, na Páscoa e no Verão.
Além de coimbrão o meu pai era academista. Ferrenho. Lembro-me de mencionar o Isabelinha, mais velho 7 anos que o meu pai. Contou-me as histórias do velho Campo de Santa Cruz e da rivalidade da Académica com o União de Coimbra. O clube dos Futricas e não resisiti ir repescar esta passagem do livro "Football para o Serão", de Armando Sampaio :
" Antigamente o académico era boémio por tradição, fazendo gala em consumir o tempo na estúrdia. Arruinava a saúde nas tabernas que freqüentava até noite alta e perdia-se em conflitos perniciosos com os futricas (1).
Ainda são do meu tempo as brigas à paulada nas ruas escuras da Baixa e a selvajaria de andar de noite aos gatos! " ( páginas 21 e 22 ).

(1) Êste têrmo Futrica emprego-o por ser uma expressão que vem de longa data e que serve para designar os indivíduos não estudantes. Mas nem por sombras traduz menos consideração por aqueles que não tiveram o privilégio de estudar, e entre os quais conto amizades e simpatias. De resto, hoje como ontem, as coisas são assim : Só se ofende quando há o intuito de ofender.

O livro foi publicado em 1944, mas a passagem que cito refere-se a 1923.
Armando Sampaio chegou a Coimbra em 1925. Foi jogador da Académica no final da década de 20 e início da de 30. Se bem que mais velho do que o Isabelinha , jogou com ele algumas épocas. Foi também dirigente e é considerado um dos fundadores da Briosa ( ver livro "A Académica" das Edições ASA ). Também foi médico como o Isabelinha.
O livro "Football para o Serão" tem o sub-título "Recordações e Reflexões de um Velho Académico". Aqui fica a capa

Pode ser que, um dia destes, volte ao livro e a algumas das histórias contadas por Armando Sampaio.

Matemática poética

Quem 60 ao teu lado e 70 por ti,
vai certamente rezar 1/3
para arranjar 1/2

de te levar para 1/4
e ter a coragem de te dizer:
20 comer!!!

de um mail enviado pelo Nuno F.

23/11/09

Ouvido em noticiários televisivos ( nalguns )

Jorge Coelho = presidente da Mota Engil e ex-ministro socialista.
Armando Vara = ex-ministro socialista e amigo de José Sócrtaes.
Arlindo de Carvalho = ex-ministro.
Dias Loureiro = ex-ministro.

O fascínio por "novos" vocábulos : tentacular

E de repente descobrimos o tentáculo.
Não o do polvo que tem oito, daí pertencer à ordem Octopoda, que significa "oito pés ". E que em arroz é uma delícia. Ou suado. E em filetes também marcha. Coitado. Do polvo.
Mas o da rede.
Poucos jornalistas deviam conhecer tão simpático molusco. Agora não há nenhum que não se refira à "rede tentacular" quando, à porta do Tribunal de Aveiro, relata a sessão do dia do caso "Face Oculta ". Designação que revela grandes conhecimentos zoológicos por parte da PJ e do M.P., já que o polvo quando é atacado lança uma nuvem de tinta preta capaz de enganar os predadores que o preferem comer cru. E sempre com ar de lascívia, os jornalistas que não os predadores.
Pena a capital do polvo ser Santa Luzia, a simpática vila algarvia , senão ainda iam lá jantar um polvo. Recomendo a "Casa do Polvo". Não confundir com a Casa do Povo, que ainda existe apesar do 25 de Abril ter sido há 34 anos.
Quem lá não pode ir é o Dr. Oliveira e Costa. O Juiz confirmou hoje que se mantém em prisão domiciliária. E sózinho. Também já deve estar habituado. Já que pelos vistos, e de acordo com a PJ e o Ministério Público, no caso BPN não havia moluscos tentaculares mas apenas um homem. Só e possivelmente genial. Enganou tudo e todos. Desde um Conselheiro de Estado a um Presidente da República passando pelos membros dos Conselhos de Administração do BPN. Merece o nosso respeito.

22/11/09

A rapidez de 2 sportinguistas ilustres

Já desconfiava. Mas hoje confirmei. Os ilustres sportinguistas :
José Carlos Guinote (clicar) e Tomás Vasques (clicar) assistem a todos jogos do BENFICA e quando este perde postam na meia hora seguinte ao fim do jogo. Mais rápidos que a própria sombra.
E confirmam a minha teoria de que se não fosse o BENFICA não existiam ( futebolisticamente falando ).
Um abraço aos dois.

21/11/09

Quadro de Luis Dourdil e balança


Quadro da série "3ª idade".
Foto de C.

20/11/09

Moscas


Leitoras do meu blogue. Duas amigas.
As do campo são menos chatas que as da cidade
Com e sem flash.

19/11/09

Quando uma capa ajuda a comprar um livro

Gosto de Orhan Pamuk. Do personagem e dos livros. Pelo menos dos que já li : "Os Jardins da Memória", " A Cidade Branca", "Snow" e "Outras Cores". Sabia que já tinha sido editada a sua última novela "The Museum of Innocence". Li , sobre ela, artigos em dois ou três jornais. Estava comprador. Quando vi a capa do livro

não hesitei. Comprei logo e foram só 12,75 €.

Foi no dia 17 de Novembro. Dia de descida à cidade. Por razões de amizade fui à FNAC do Chiado assistir ao lançamento do livro do Francisco Teixeira da Mota. Chama-se "Faça-se Justiça !", da Oficina do Livro. Compilação de algumas das suas crónicas publicadas no "Público" entre 1995 e 2009.

Para rentabilizar a deslocação à capital ainda comprei :


do Hayek, para poder argumentar com o Luis F. e a minha filha Matilde.

Camus visto por Jean Daniel. Vale a pena de certeza.
E ainda a agenda de bolso para 2010. Uma Moleskine. Capa mole , modelo "Weekly Notebook Diary", ou seja numa página os dias todos da semana e a contígua é uma página pautada para notas. É o modelo que me habituei vai para 3 anos. É prático. Recomendo.
O dia terminou com um jantar na "Brasserie de l'Entrecote". Com o Francsico, família e amigos que já não via há uns tempos. Eramos quinze. Cheguei a casa, no Alentejo, já no dia 18, e conclui que tinha sido um dia bem passado.

18/11/09

2 x ( offside + mão na bola ) = golo da França e a República da Irlanda eliminada


...e tudo num só lance ! Amazing.
A República da Irlanda e Giovanni Trapattoni não mereciam isto.

15/11/09

Maravilhas do século XXI : as escutas telefónicas

Desde 1974, saltando o PREC ( Processo Revolucinário em Curso ) , se a memória não me falha, tivemos como 1º Ministro : Mário Soares ( em dois períodos distintos ), Alfredo Nobre da Costa, Mota Pinto, Maria de Lurdes Pintassilgo ( estes três de nomeação presidencial e por poucos meses cada um ), Sá Carneiro, Freitas do Amaral (interino), Pinto Balsemão, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e José Sócrates.
Foi preciso chegar ao século XXI e aos prodígios das "novas" tecnologias ( escutas telefónicas legais e ilegais ) para sabermos que um 1º Ministro fala com amigos sobre temas "quentes", nomeadamente sobre quem é quem ( ou quem devia ser quem ) nos orgãos de comunicação social.
Consta que a Maitê disse que somos um país de burros. Eu digo que somos um país de ingénuos, com excepção do Sr. João Palma e não estou a insinuar que esteja na 1ª categoria.
Ou como diria outro brasileiro, o Jô Soares, " tem pai que é cego."

13/11/09

Investigation journalism, what the fuck ! ( pardon my french )

Nos "Jornal de 6ª " ( Boa noite eu sou a Manuela Moura Guedes ) , na TVI, o que mais me comovia era ver aquela jovem jornalista nas ruas de Londres dizer, com ar convicto, que de " acordo com as autoridades inglesas José Sócrates era suspeito ( arguido é palavra que não existe na lingua de sua Majestade ), bla, bla..." .
E isto durante meses. E sempre com ar convicto.
Para os meus botões eu pensava : " Esta jovem promete. Vai longe. Até consegue que as autoridades inglesas violem o segredo de justiça. Afinal não é só em Portugal."
Agora que as autoridades inglesas arquivaram o processo Freeport tenho a certeza que a dita jovem será promovida. Bem vistas as coisas fez o que os patrões lhe pediram para fazer.
Disse jornalismo de investigação ??!!

12/11/09

O meu quintal cheirava a merda.

Já há uns dias. Resolvi acabar com o fedor.
Ontem veio um tractor com um tanque. Abri a fossa séptica. Com a ajuda da bomba do tanque esvaziámos a fossa. Abri as torneiras de casa. A água não chegava à fossa...e continuava a cheirar a merda. Localizámos uma das caixas de passagem. Abrimos a tampa. Escorreu merda por todo o lado.
O tractor deslocou-se uns metros e aspirou agora a caixa de passagem. Abri novamente as torneiras de casa. A água já chegava à fossa séptica, mas ao fim de pouco tempo...nada. A tubagem da caixa para a fossa estava entupida. Lá se ligou novamente a bomba do tanque e aspirou-se novamente. Situação desbloqueada. O tractor com o tanque foi-se embora. Pudera, estava a pagá-lo à hora. Há que rentabilizar os meios.
Fui comprar líquidos ( ou seja ácidos ) desentupidores. Deitei-os nas canalizações de casa. Ao fim de meia hora, liguei a água quente durante 10 minutos. Gosto de seguir as instruções de utilização. A água chegava à fossa passando , já límpida, pela caixa.
Decidi que hoje teria de continuar, apesar de já não cheirar a merda. Cobri a caixa de passagem com um plástico, não fosse, durante a noite, alguma toupeira ( por aqui elas existem ) ou alguma ratazana procurar o conforto de um cano mais quente, se bem que a cheirar a merda. Mas as ratazanas não se importam.
Hoje o trabalho foi mais limpo. Umas mangueiradas para libertar a tubagem de esgoto de algum detrito. Não satisfeito ainda fui comprar 30 metros de arame para ajudar a desbloquear qualquer entupimento. Como a drogaria cá da aldeia só recebe amanhã ( 6ª feira ) um produto mágico ( um ácido, ou pensavam que era água de rosas ? ) que não necessita de água quente para actuar, o trabalho continua amanhã. Como é óbvio voltei a cobrir a caixa de passagem. As toupeiras e ratazanas continuam por aí, à espera que eu me distraia.
Como vêem um verdadeiro trabalho de merda ( ou com merda ? ). Mas está a resultar. Bastou ter o equipamento adequado, seguir as instruções e pôr as mãos na merda.
Mas que raio, eu queria era escrever um post sobre a justiça em Portugal.

11/11/09

Mercedes ocultos

No início mediático do processo "Face Oculta", o Sr. Godinho oferecia Mercedes ( quase todos do modelo CLK ) aos corruptos. A crer nos jornalistas.
Desde ontem que ouço os jornalistas dizerem que ofereceu " carros de alta cilindrada."
Será que a Mercedes ofereceu CLK's aos jornalistas ?

10/11/09

Figurinhas justiceiras

Sempre me fez alguma confusão os Procuradores Gerais da República, não só o actual, falarem para a comunicação social ( e como tal para os cidadãos ) em vãos de escada, à saída de reuniões, a sairem de casa a correr, etc. E a falarem sobre tudo e sobre nada. Quando é sobre nada , vá que não vá. O mesmo diria do Presidente do Supremo Tribunal.
Há dias que se fala em certidões autónomas do processo "Face Oculta" que envolvem escutas onde um dos escutados é o 1º Ministro. Desde aí tem sido um verdadeiro espectáculo hard core ou pior.
Hoje, diz a SIC, o Presidente do Supremo considerou as escutas nulas. Mas logo a seguir ouço o mesmo dizer que "o Procurador Geral é que se deve pronunciar sobre o tema."
Afinal em que ficamos, Sr. Presidente do Supremo e Sr. Procurador Geral ?
Não compreendem que têm que falar de uma forma clara ? Não compreendem que um dos visados é o 1º Ministro de Portugal ?
Quem é o responsável por comunicar ao país se as escutas são ou não válidas ?
Quando o decidirem, só peço a V.Exas um favor : façam a comunicação de um forma digna e não num vão de escada de um qualquer prédio manhoso.

Ainda o M.E.S. : o 3º Congresso. Fotos

11 de Fevereiro de 1978. 3º Congresso do Movimento de Esquerda Socialista ( M.E.S.). Na Voz do Operário, em Lisboa. Um belo espaço.
3 anos antes do fim. A fase marxista-leninista. Assumida. Mais uma vez fotógrafo acidental. A mesma Asahi Pentax, prenda recente do meu irmão mais velho. Os negativos estiveram na gaveta quase 30 anos. Cheios de humidade, apesar dos cuidados. O preto e branco e a humidade fazem-nos regressar a outros tempos que não 1978. Ainda haveria um IV Congresso, em 8 de Julho de 1979, na Faculdade de Letras, em Lisboa. A unidade, desejada em 1978, não se conseguiria. Em 1981 o fim. Não desejado e não assumido por alguns. Uma história que outros, que não um mero militante de base, deveriam contar. Fico à espera.

07/11/09

Há 28 anos o 7 de Novembro também foi um sábado



















Não sei porque razão mas fui o cobrador de serviço. Com a ajuda do Zé Catela. Contas são contas e o jantar era pago.
Foi num sábado. 7 de Novembro de 1981. Tinhamos decidido acabar com o Movimento de Esquerda Socialista ( M.E.S.). Nada melhor que um jantar para o fazer. Foi no restaurante do Mercado do Povo, em Lisboa. Que já não existe. Destinos. Sem simbolos nem cartazes, jantámos. Discursos, que me lembre, foram dois. O do Eduardo Graça (clicar) e o do Vitor Wengorovius. Que já nos deixou. Assim como o César Oliveira, o Afonso Barros, o Agostinho Roseta, o Zé Trigo, o João Esteves ( o "Tolas" ),o Manuel Lopes, o António Pidwell, o Maurício Levy. São muitos e partiram permaturamente.
Com a minha Asahi Pentax MX entretive-me a tirar fotos. Sem qualquer propósito arquivístico.
Apenas "for the fun". E a preto e branco, com um flash manhoso e emprestado. Durante anos ficaram só em provas de contacto. Ninguém sonhava com as máquinas digitais. Numa gaveta do meu escritório. Há 2 ou 3 anos o Eduardo Graça publicou no seu blogue ( Absorto ) várias destas fotos. Acompanhadas de belos textos. Evocando ou situações ou personagens.
Hoje, passados 28 anos, lembrei-me de publicar , em "prova de contacto", 35 dessas fotos. Tal como foram digitalizads. Sem qualquer tratamento.
E apenas, mais uma vez, for the fun of it. Porque não ? Foi um bom jantar e uma boa decisão. A de matar o MES.
Nota : para ampliar clicar em cada foto.

06/11/09

Revolucionários ou ex. Humor ou falta dele.

Ontem , no debate parlamentar, José Sócrates a uma interpelação de José Pacheco Pereira, respondeu : " Uma vez revolucionário, revolucionário toda a vida. De defensor da classe operária, passou a defensor da classe dirigente ". Foi o que eu ouvi. Outros terão ouvido "...da classe dirigente política." Um detalhe.
O que o homem foi dizer. Arrogante. Insultuoso. Piadolas de mau gosto, etc. Gritaram alguns na blogoesfera. Estas reacções vindas de alguns não me espantam. Já me surpreende que
o Rui Bebiano (clicar) e a Joana Lopes (clicar) tenham alinhado no coro.
Francamente. Vivemos em democracia. Já assisti a insultos no parlamento. Até já vi um ministro fazer de diabinho, qual actor candidato a um Oscar. Aplaudi de pé. O humor faz falta à democracia. Dir-me-ão que foi humor de má qualidade e que o Parlamento não é o local adequado para fazer humor. Tudo bem. Não me ofendo.
Gostos não se discutem. Há quem considere o Jerry Lewis um humorista de 2ª. Eu não.
Mas nas democracias pode-se fazer humor. Felizmente.
Já o mesmo não se poderá dizer da ex-URSS, ou dos ex-países do Bloco de Leste, ou de Cuba , ou da Coreia do Norte, etc. Os humoristas tinham ou têm lugar garantido na prisão ou então contavam ou contam anedotas clandestinas.
Eu achei piada à resposta de José Sócrates. Pelo trocadilho. E Pacheco Pereira também. Bastou ver o seu sorriso amarelo.
Sintam-se à vontade para encherem a caixa de alucinações com piadas.

Agitação político-desportiva

Paulo Bento demitiu-se.
Vai substituir a Dra. Manuela Ferreira Leite no Parlamento, que por sua vez vai para treinadora do Sporting a convite do irmão, o Dr. Dias Ferreira.
Manuela Ferreira Leite leva Pacheco Pereira como adjunto.
Pedro Barbosa ocupará o seu lugar no parlamento.
Ganha o PSD perde o Sportém, como diria o Sousa Cintra.
Adenda de última hora ( 14h 20m ): Cavaco Silva aproveitou a boleia e despachou Fernando Lima, que passa a consultor para a comunicação da SAD do Sporting.

05/11/09

As Estatísticas

valem o que valem. Podem ser lidas, politicamente, conforme as conveniências. Mas são feitas com trabalho e têm um método que as suportam. E sem números não viveriamos.
Valorizar ou desvalorizar as estatísticas ainda aceito.
Substitui-las por aquilo que ouço no café do meu bairro ou no autocarro é que me parece ridículo.
O P.C.P. e o B.E. vão de autocarro para o café. E na viagem lêem horóscopos.

01/11/09

" Não quero que isto seja um programa sobre mim."

disse hoje o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no monólogo que mantém, há anos, com Maria Flor Pedroso na RTP1.
E, espanto dos espantos, o nariz não lhe cresceu.
Ele é Conselheiro de Estado e manda bitaiques sobre o Presidente Cavaco e aconselha-o em directo. Deve ser porque nunca há reuniões do Conselho
Ele é membro do PSD e manda bitaiques sobre o PSD e aproveita para fazer, em directo na televisão, campanhas por quem muito bem entende...mas critica as facções e diz que não gosta de boxe.
Ele é membro de uma qualquer Assembleia Municipal, lá para o norte, e fala bem da terra.
Ele é sócio do Sporting de Braga, porque o pai não quis ser, e toca de fazer campanha pelo clube.
Ele é professor de direito e também fazedor de opinião.
Ele é o homem dos sete ofícios. Um verdadeiro artista português.
E consta que já na 2ª classe da primária, no "Lar da Criança", denunciava à professora os colegas que copiavam.

DEMITO-ME

Tão simples. Ou antes parece. O meu pai sempre me ensinou que, em certas situações, a demissão é sempre uma alternativa.
Eu até já o fiz várias vezes. Quando mudei de emprego, em seis ocasiões. Ia para melhor. Por mútuo acordo. Civilizadamente. Mas só uma vez o fiz por estar em desacordo com o meu chefe directo. Mas preferi assim do que estar envolvido em situações pouco claras. Depois dediquei-me ao meu próprio negócio. Fiquei farto de trabalhar para terceiros e aturar chefias. Um risco, à época. Mas não gosto de situações pouco claras. Já passaram 11 anos. Não estou rico, mas ainda estou vivo e divirto-me.
Nunca estive envolvido em situações com a justiça e por isso é díficil vestir a pele dos outros quando a dita justiça nos constitui arguidos.
Mesmo nessa ignorância, se estivesse na posição de Armando Vara e José Penedos demitia-me.
Mas também exigia rapidez à justiça. À PJ, ao Ministério Páublico e aos Tribunais para que o julgamento não se iniciasse daqui a anos.
No fim, se os Tribunais decidissem pela minha inocência pediria a respectiva indemnização a quem de direito.
Talvez a justiça começasse a funcionar melhor e mais depressa.