30/03/14

27/03/14

Quem rouba

um tostão é ladrão.
Quem rouba um milhão é sócio do banco ou do Estado.
E assim andamos, com alguns a fazerem-nos crer que a justiça anda melhor.

26/03/14

Cartas de condução

Há seis anos mudámo-nos (eu e a minha cara metade) para o Alentejo, de armas e bagagens. Distrito de Évora, concelho de Arraiolos.
Tivemos de proceder à actualização de uma série de documentos, entre eles a carta de condução.
Nesse ano, já longínquo, de 2008 recebemos a nova carta ao fim de cerca de 2 meses.
Já sexagenária, a minha cara metade, lá teve que pedir a actualização da carta de condução em finais de Dezembro de 2013, 2 meses antes de fazer os 60.
Hoje foi renovar a guia, válida até Setembro e informaram-na que possivelmente receberá a carta daqui a 1 ano!!!
Assim estamos, um Estado mais baratinho (é só cortes) mas sem cumprir os serviços  mínimos  para os quais pagamos (cada vez mais) e se a isto somarmos o tempo que o cidadão perde, em deslocações e faltas ao trabalho, digam-me lá se a produtividade e o  Estado melhoraram.

25/03/14

Estou há uma semana sem

blogar.
Ao fim de 8 anos de blogue (o 1º post foi este) nunca estive tanto tempo sem o fazer.
Sinais dos tempos ou de cansaço, possivelmente.
A verborreia pública é muita, assim como as acções de um governo (??) que nos tem conduzido ao empobrecimento e à fragilização da democracia.
Já as acções para combater as medidas do governo (??) ou são escassas ou ineficazes.
Os instalados (sejam situacionistas ou da oposição) que têm acesso ao espaço público enchem-nos de vacuidades ou de insultos à nossa inteligência. O insulto substitui a argumentação.
Num tempo a exigir racionalidade e radicalidade, a irracionalidade domina-nos.
A vontade de acção é coartada pelas dificuldades materiais e pela ausência de uma alternativa mobilizadora.
Assim sendo, a palavra tem de ser bem usada e com cuidado.
E quando for usada tem de ser certeira.

18/03/14

José Medeiros Ferreira, o bloguer e o benfiquista para lá do político

Não conhecia pessoalmente José Medeiros Ferreira. Retive das suas intervenções públicas a inteligência e o humor.
Com o aparecimento da blogoesfera seguia-o religiosamente, primeiro no Bicho Carpinteiro e depois no Córtex Frontal, onde de uma forma curta e rigorosa confirmava as suas qualidades de um blogger de excepção. 
O seu último post falava do seu (meu) BENFICA e data de 9 de Fevereiro, uma tão longa ausência fazia prever o pior, que se confirmou hoje, morreu aos 72 anos.
Vai-nos fazer falta.

13/03/14

José Luís, Pierre e Tio Xico

O meu irmão José Luís, o Pierre (na altura casado com a minha prima Lena) e o meu Tio Xico. Lisboa, jantar de Natal 1978 em casa dos meus pais.
Já não estão entre nós. Saudades, que as fotografias aliviam.

12/03/14

O Dr. Pintelho volta

a atacar.
A fraqueza de quem, na falta de argumentos, acusa os outros de ignorância.
Caro Dr. Pintelho, trate mas é de melhorar os serviços da EDP, que, diga-se, são uma boa merda aqui na minha zona, que é para isso que os accionistas lhe pagam, e não é pouco.
Ainda não li o Manifesto, mas deve ser bom... se este doutor da mula ruça está contra.

11/03/14

No Chile e 3 dias depois do Dia Internacional da Mulher:

Para que nos recordemos que vale a pena lutar pela liberdade e que aqueles que morreram nessa luta são merecedores do nosso respeito.

10/03/14

"Every country in the world owes money, but to who?"


Sempre gostei dos irlandeses, por isso é que prefiro uma saída à irlandesa.
Falta-nos é o sentido de humor irlandês, a música, os pubs e respectivas bebedeiras.

07/03/14

06/03/14

Será Paulo Rangel o Pongo e Nuno Melo a Brenda?

O designer americano de vídeo-jogos Roger Dearly (Jeff Daniels) vive com seu cão dálmata, Pongo, em Londres. Um dia, Roger leva Pongo para uma caminhada, quando este coloca seus olhos em uma linda dálmata fêmea chamada Brenda. Depois de uma perseguição frenética pelas ruas de Londres, Roger descobre que Brenda gosta de Pongo, e sua proprietária, a estilista Anita Campbell-Green (Joely Richardson), se apaixona por Roger quando se reúnem no Parque St. James. Logo após, eles se casam, assim como Pongo e Brenda, vão morar juntos e contratam a babá Nanna(Joan Plowright). Anita trabalha como designer de moda na Casa DE VIL. Sua chefe, Cruella de Vil (Glenn Close), tem duas paixões na vida: cigarros e peles. Anita, inspirada em sua dálmata, projeta um casaco com manchas. Cruella fica intrigada com a ideia de fazer casacos com peles reais de dálmatas. Quando descobre que Brenda deu à luz a 15 filhotes, ela oferece ao casal uma alta quantia pelos filhotes, mas Roger e Anita recusam. Cruella se enche de raiva, demite Anita e promete vingança contra eles. Com isso, ela manda seus capangas Jasper (Hugh Laurie) e Horácio (Mark Williams) roubar os filhotes e levá-los à sua antiga propriedade 'De Vil Mansion'. Com a ajuda de outros cães e animais espalhados por a cidade de Londres - a capital do país Reino Unido, os cachorros conseguem despistar Jasper e Horácio, e fugir para uma fazenda, onde seus pais foram chamados para esperá-los. Mas, logo depois, Cruela aparece e tenta recuperá-los, mas é chutada em um chiqueiro por um cavalo depois de ser coberta de melaço. Todos os dálmatas voltam para casa com a Metropolitan Police Service, que prende Cruella e seus capangas. Roger e Anita adotam todos os outros filhotes roubados por ela, elevando o total para 101. Com tudo resolvido, Roger projeta um novo vídeo-game, os dálmatas contra a vilã Cruella De Vil. No final, Anita tem a sua primeira filha, eles se mudam para uma mansão no interior do Reino Unido com seus milhões de dálmatas e Anita diz a Roger que tem uma surpresa, mais um bebê.

...ou o programa eleitoral, destes senhores, para as Europeias.
Será que estes eurodeputados faltam ao trabalho para irem a sessões de cinema infantil, em Bruxelas?

04/03/14

Manuel Deniz Jacinto

Do Álbum da Queima das Fitas dos Quartanistas de Ciências de Coimbra, 1936.
Colega e amigo do meu pai. Tive o prazer de o conhecer. Uma pessoa extraordinária.
Morreu a 8 de Janeiro de 1998, dez anos depois do meu pai. Fui ao seu enterro em Condeixa-a-Nova.
Apeteceu-me recordá-lo, sei lá porquê.
Saudades? Possivelmente.

25/02/14

Mário Coluna

Morreu hoje o grande capitão do Benfica dos anos 60 do século XX.
Quando o Benfica foi duas vezes Campeão Europeu, vivia em Luanda e era um miúdo de 8 anos. Ouvi na rádio as vitórias, mas foi como se as visse. Numa delas estava a ter uma explicação de matemática em casa da Berta Mano, professora e amiga dos meus pais.
Quando regressei a Portugal, em 1964, passei a ir aos estádios, ver principalmente a Associação Académica de Coimbra (clube do meu pai e tio). Não perdi, durante anos, jogo que se realizasse na região de Lisboa e Setúbal. Fui à Luz, a Alvalade, ao Restelo, à Tapadinha (do Atlético), ao Montijo, ao Alfredo da Silva (da CUF), ao Manuel de Melo (do Barreirense), ao Bonfim e ainda ao Jamor. E claro também ao velho Estádio do Calhabé, em Coimbra.
Já nos anos 1970 a 1972 , como sócio do Benfica, não perdi jogo nenhum no velho Estádio da Luz, já sem Mário Coluna.
E não há nada como os ídolos vistos ao vivo nos estádios ou ouvir, na rádio, os relatos.
Numa época em que os jogos nacionais eram ao domingo e os europeus às 4ª feiras e em que não havia as transmissões  televisivas que há hoje (em excesso) a deslocação aos estádios era uma festa. O meu pai e o meu tio Xico ainda compravam uma almofada, mas eu e os meus irmãos sentávamo-nos na pedra fria das bancadas e em dias de sol lá comprávamos um daqueles chapéus de cartão em forma de cone, com um cordel para o atarmos ao queixo. E de vez em quando havia um pacote de batatas fritas ou um dose de queijadas de Sintra.
À 2º feira lá comprávamos a "Bola" ( que saía às 2ª,5ª e sábados) e de vez em quando o "Mundo Desportivo" (já desaparecido).
Os casos dos jogo, se os houvesse, morriam no próprio jogo ou em discussões mais acaloradas, à volta de uma mejeca e de uns tremoços, lendo a opinião dos grandes Carlos Pinhão, Vítor Santos, e Aurélio Márcio.
Não tínhamos, como hoje, programas de televisão onde se discute até à náusea se foi ou não penalti ou fora de jogo, com o apoio de toda a tecnologia moderna.
E os ídolos da nossa adolescência são eternos. Foram eles que me fizeram gostar de futebol, mais do que de um clube, apesar de nessa época fazerem carreira praticamente num só clube, onde permaneciam 8 a 12 anos.
Da linha média e atacante desse grande Benfica que vi jogar ao vivo, já partiram:
José Torres (em 2010, com 71 anos), Jaime Graça (em 2012, com 70 anos), Eusébio ( em 2014, com 71 anos) e hoje foi a vez de MÁRIO COLUNA, o capitão.
Até sempre.

24/02/14