27/06/14

Frases da crise

Alguns fazedores de opinião e políticos da actual maioria emprenham-nos os ouvidos com frases feitas para tentarem passar a mensagem do costume: "Seus gastadores, andaram anos a viver acima das vossas possibilidades, agora têm de ser castigados."
Uma dessas frases é: "Depois desta crise nada será como antes."
O problema está nos detalhes.
É que o antes deles não é o antes da maioria dos cidadãos, que, infelizmente, passaram a viver como antes (salários, pensões, qualidade dos serviços prestados, etc), ou seja como há 20 anos e com uma pequena diferença é que agora estamos todos mais velhos 20 anos e a capacidade de resposta às dificuldades é menor.
E depois de terem feito engenharia social e arrasado a vida de milhares de portugueses dizem, agora, que era possível ter sido feito de outra forma.
Com dizia o outro: PQP.

26/06/14

9.000.000 (ou quase) de Paulos Bentos

Afinal quase todos os portugueses acreditavam que a selecção iria longe.
Porquê?
Não sei.
Esta é uma das mais fracas selecções portuguesas dos últimos 16 anos.
Agora toca a bater no Paulo Bento (que até pode merecer tal castigo), vá não se inibam:
- soltem o Paulo Bento que há dentro de cada um de nós!

23/06/14

Hoje, ao pequeno almoço

Tivemos companhia. Estava com sede.
Fotos de C.

20/06/14

A despropósito (ou talvez não)

Será que Portugal conseguirá ser campeão do mundo de futebol antes do fim do julgamento do caso BPN?

19/06/14

Francisco Buarque de Hollanda, 70 anos


A simplicidade de um génio.

18/06/14

Que Viva España !!


Todos os grandes campeões chegam ao fim.
Pena que, no caso da selecção espanhola, tenha sido sem glória.
Mas que esta selecção ficará na história do futebol, ninguém tem dúvidas. 

16/06/14

Levar o Quaresma ao Brasil?

Para quê?
Já lá estava o Pepe!

Angola não foi apurada para o Mundial 2014 mas Isabel dos Santos foi

Aqui, neste jardim à beira mar plantado, a imprensa refere-se sempre respeitosamente (para não dizer subservientemente) à senhora como engenheira ou empresária.
Até acredito que o seja.
Mas, por acaso, também é filha do Presidente José Eduardo dos Santos, cuja fortuna foi conseguida à base do roubo do património do povo angolano.
Mas isso que importa, somos todos camaradas. Uns mais que outros.

Ainda o Mundial de Futebol: os telejornais a que temos "direito"

Já sabia que começado o Mundial de Futebol iríamos ter 50% (pelo menos) dos telejornais ocupados com o futebol.
Com o futebol é uma maneira de dizer. Com o circo montado à volta do desporto mais popular do mundo.
Desde as mulheres "mais bonitas" dos jogadores, até ao champô que os mesmos usam, passando pelos arraiais portugueses no Rio de Janeiro, vale tudo.
Na RTP 1 suspendem os programas de comentário político incluídos nos telejornais. Na TVI o professor sabe-tudo, vulgo Marcelo Rebelo de Sousa, também faz comentário futeboleiro e sugere que fazer debates entre António Costa e António José Seguro, durante o Mundial, é perder tempo.
Eu já sabia que isto ia acontecer, mas pior ainda (se é que é possível) é os telejornais esquecerem praticamente a guerra na Ucrânia e no Iraque, as questões europeias, etc, para, quando não falam de futebol, nos presentearem com reportagens de restaurantes de cataplana, crimes passionais e afins além de tudo o que é irrelevante em termos de notícias.
Assim estamos.
E eu até gosto de futebol.

15/06/14

Um Mundial de Futebol com putos

como este e como este é só alegria!
Os galácticos milionários que se cuidem. Há que trazer irreverência ao jogo e deu-me gozo ver estes putos atirarem-se às feras sem medo.

12/06/14

Sobreviver

é o que fazem muitos portugueses desde há, pelo menos, três anos.
Muitos foram (e continuam a ir) para o desemprego e sem esperança de regressarem ao mercado de trabalho.
Outros emigraram, sem esperança de voltarem.
Os que trabalham vêem os seus salários reduzidos, seja por cortes seja por aumento de impostos.
Os reformados são espoliados.
Foi a "receita" de um governo (??) que durante três anos atirou a maioria dos cidadãos para a desesperança e para o desespero, e conseguiram o quê?
Que os famosos mercados nos emprestassem dinheiro mais barato, apesar (ou por causa?) das decisões do Tribunal Constitucional.
A dívida está maior do que há 3 anos. Quanto ao défice, vão fazendo umas maquilhagens para enganar os tontos. 
E na altura de fazer o balanço, o que nos dizem?
E dizem-no com um riso (riem-se de quê?) naquelas caras de parvos.
Porque sim, porque assim o querem as instituições internacionais, acrescentam.
Para eles o país (que até está melhor, dizem) é uma entidade abstracta onde não há cidadãos mas apenas servos.



06/06/14

O Dia D nas praias da Normandia: 'We're Not Heroes'



Faz hoje 70 anos que as tropas aliadas desembarcaram nas praias da Normandia.
Os sobreviventes dizem: "Não fomos heróis."
Mas sem eles que Europa teríamos tido?
Nunca será demais o nosso agradecimento.

Um tribunal (mesmo o Constitucional) só "se pronuncia quando há litígio"

já dizia o bom do Alexis de Tocqueville na página 140 do "Democracia na América", editado pela Principia.
Isto depois de dizer:
"Em todos os povos, a primeira característica do poder judicial é a de servir de árbitro. Para que o tribunal intervenha é preciso que haja um litígio."
"A segunda característica do poder judicial é de se pronunciar sobre casos particulares, e não sobre princípios gerais."
"A terceira característica do poder judicial é a de só actuar quando para tal é solicitado ou, segundo a expressão legal, quando a ele se apela."
E concluir, como dito acima:
"Os Americanos mantiveram estas três características do poder judicial. O juiz americano só se pode pronunciar quando há litígio. Ocupa-se sempre de um caso particular e, para poder actuar, deve sempre espera que recorram a ele. Portanto, ele assemelha-se perfeitamente aos magistrados das outras nações. Contudo, detém um enorme poder político."
E depois interroga-se:
"Qual a sua origem? Se ele se move dentro do mesmo círculo e se serve dos mesmos meios que os outros juízes, por que razão possui um poder que os outros não têm?"
Para a seguir explicar:
"O motivo reside num único facto: os Americanos reconheceram aos juízes o direito de fundamentarem as suas deliberações baseando-se mais na Constituição do que nas leis. Por outras palavras, permitiram-lhes não aplicar as leis que lhes parecessem inconstitucionais."
Pois, António, dirão os meus distintos leitores (if any), mas isso é a América de 1835 vista pelos olhos de um francês.
Será, direi eu que não sou jurista nem de café, mas que dá para reflectir lá isso dá, nomeadamente e para o caso actual em Portugal:
- O Tribunal Constitucional só actuou porque houve um litígio e alguém (deputados, Provedor de Justiça e até o Presidente da República em 2013, que não agora) solicitou que se pronunciasse sobre o litígio.
- A Constituição é a 1ª lei do país e é ela que permite que não se apliquem leis inconstitucionais.


05/06/14

Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido: um rosto, uma história


Não consigo deixar de me comover com histórias como esta. Passa-se no Reino Unido, mas não estará a acontecer o mesmo em Portugal? 
E, como Harry, também não consigo encontrar palavras para explicar aos mais jovens (e não só) que há que melhorar o que conseguimos no passado, mas melhorar não é destruir e passar por cima de pessoas que sofreram e souberam construir coisas boas e bonitas.

03/06/14

E que tal internar o governo num centro de desintoxicação?

Temos um governo (??) dependente de drogas pesadas. 
Ou aumenta impostos ou corta nos salários e pensões.
E estão tão pedrados que já nem conseguiram ler o último acórdão do Tribunal Constitucional e aparecem em público, quais drogados do Casal Ventoso (sem ofensa para estes últimos), sem conseguirem dizer coisa com coisa.
Não seria melhor interná-los num centro de desintoxicação?

01/06/14

Carta aberta a Alberto Martins

Caro Alberto Martins,
Em 1969 tomaste uma posição política de coragem (com custos pessoais), aquando da visita de Américo Thomaz a Coimbra, que contribuiu para que me juntasse ao movimento estudantil anti-fascista aqui em Lisboa, no IST. A tua coragem ajudou-me e estou-te grato por isso.
Mais tarde, já depois do 25 de Abril de 1974, havíamos de nos cruzar no Movimento de Esquerda Socialista (MES). Não te lembrarás de mim. Sou mais novo (para aí uns 8 anos) e fui apenas um militante de base e depois dessa experiência nunca mais militei em nenhum partido político.
Mantive-me, no entanto, atento à vida política e, com as minhas limitações, participei sempre que possível em iniciativas ou manifestações contra as injustiças nacionais e internacionais.
Durante anos votei branco.
Com a adesão ao Partido Socialista de muitos ex-militantes e dirigente do MES (como tu) comecei a votar no PS. Não me lembro exactamente desde quando.
Os tempos não têm sido fáceis para a maioria da população portuguesa e aprecio quem, como tu, mantém a sua militância e ocupa cargos dirigentes e, mais importante, é deputado num tempo em que é fácil dizer mal dos políticos.
Para um mero votante do PS é difícil perceber a evolução do partido.
O resultado do PS nas últimas eleições europeias foram, para mim, uma decepção.
Após a tomada de posição de António Costa sempre acreditei que o actual Secretário Geral (António José Seguro) aceitasse o desafio e fosse à luta, penso que era o sentir da maioria dos simpatizantes do PS que conheço.
António José Seguro assim não o quis. Pensei, no entanto, que outros dirigentes (como tu) conseguissem convencê-lo a mudar de ideias e que da reunião da Comissão Política, ontem realizada, saísse uma decisão para a realização de um congresso e eleições para Secretário Geral, que permitisse a cada um dos candidatos apresentar as suas ideias e assim contribuir para que a política passasse à frente das minuências estatutárias.
Esperava isso de ti, pelo teu passado, pela tua experiência, pela tua lucidez e por pensar que preferias a luta de ideias, como no passado, à intriga do aparelho.
Enganei-me, mas continuo a respeitar-te pelo teu passado.
E, caso o PS siga a via agora escolhida, possivelmente deixarei de votar no PS. Será só um voto, dirás tu, mas por um voto se perde ou se ganha, como disse a direcção do PS.
Um abraço,
António Pais

30/05/14

O Mick, o Keith, o Charlie e o Ron

perfazem 278 anos de idade. Nada mal.
E de vez em quando dão concertos por todo o mundo.
Porquê?, perguntam muitos.
Na pacatez alentejana vejo, na TV,  as reportagens sobre o concerto, de ontem, no "Rock in Rio" de Lisboa.
Muitos espectadores perguntam como é que aos 70 anos se tem aquela energia, pois...já lá vão os tempos do ácido, agora com a carteira bem recheada (com todo o mérito) preferem pistas de atletismo. Deve ser para treinarem. E possivelmente têm os seus "personal trainers" e frequentam SPAs.
Há que manter a forma física e dar o exemplo à juventude.
Cantam as canções do costume, velhinhas de 30 a 50 anos, o pessoal abana o capacete e bebe umas mejecas.
E no fim ficam todos felizes.
Ainda bem.

29/05/14

"O partido que eu fundei transformou-se

num FRANKENSTEIN."
Isto passa-se no Reino Unido.
Poderá acontecer noutros países?

26/05/14

O tempo dos cobardes

Temos sido recentemente, em Portugal e na Europa, governados por cobardes. Atacam os cidadãos mais fracos e os países também mais fracos. 
Os resultados estão à vista, com a subida de forças de extrema direita ou anti projecto europeu, isto num quadro de uma reduzida participação eleitoral.
E todos assobiam para o lado ou, pior, riem-se muito nas noites eleitorais (muito gostaria de saber do que se riem) e no dia seguinte todos dizem que ganharam ou se não ganharam dizem que têm condições para ganhar as próximas. 
Parece que não sabem ouvir e continuam a falar desbragadamente ofendendo os cidadãos.
Mas cobardes também serão aqueles que não tiverem a coragem e a lucidez de romper com o actual marasmo das direcções partidárias (seja no PS seja no PSD, ou mesmo no CDS, e também no Bloco de Esquerda) incapazes de retirarem as conclusões dos resultados eleitorais.
Quem não avançar agora, exigindo uma clarificação e submetendo aos militantes dos respectivos partidos (e por arrasto aos restantes cidadãos) o seu projecto, é tão cobarde como os actuais chefes.