12/07/14

Os bufos e a supervisão bancária

"Agora é que temos supervisão bancária!" - é o que ouço logo que ligo a televisão ou leio  os fazedores de opinião encartados e instalados.
"O governador Carlos Costa é que é!" - concluem outros.
Mas, e agora pergunto eu aqui na minha pacatez alentejana, se não fossem alguns terem dado com a boca no trombone (caso Monte Branco) e o tal contabilista "luxemburguês" do grupo Espírito Santo ter vindo contar o que sabia, o supervisor teria feito alguma coisa?

09/07/14

A família Espírito Santo e a família Silva

Em tempos os Espíritos Santos terão sido também Silva.
No entretanto deixaram "cair" o Silva e  fizeram-nos crer que gerir a economia de um país era como gerir a economia familiar. Eles e mais uns desvairados que nos governam, em Portugal e na Europa.
Os milhões de Silvas deste país sempre souberam gerir a economia lá de casa, se assim não fosse a economia nacional já tinha entrado em colapso.
Parece é que os Espíritos Santos é que não souberam gerir os seus negócios e segundo consta estão todos, ou quase, à beira da falência.
Enquanto pregavam que os Silvas eram uns esbanjadores e que deviam pagar os impostos, os Espíritos Santos entretiveram-se a não pagar impostos e a arruinar negócios e a economia nacional.
Pena é que tudo isto tenha sido feito à custa dos Silvas e aposto que mesmo com os negócios falidos o património pessoal dos Espíritos Santos está a salvo como muitos fazem.
Moral da história?
Deixo-a para os meus leitores, if any!
Nunca gostei de lições de moral nomeadamente vinda de cafajestes.

07/07/14

Alfredo Di Stéfano (1926 - 2014)

Além dos golos e das alegrias que deu a muitos ficam, também, as frases.

04/07/14

Aníbal: um Presidente ou um menino birrento?

Não deixa de ser curioso termos um Presidente da República que, dia sim dia sim, pede um compromisso para que todos se entendam e que é incapaz de felicitar Carlos do Carmo pelo Grammy recebido, vai para 4 dias.
Definitivamente : Aníbal Cavaco Silva é um Presidente poucochinho.

27/06/14

Frases da crise

Alguns fazedores de opinião e políticos da actual maioria emprenham-nos os ouvidos com frases feitas para tentarem passar a mensagem do costume: "Seus gastadores, andaram anos a viver acima das vossas possibilidades, agora têm de ser castigados."
Uma dessas frases é: "Depois desta crise nada será como antes."
O problema está nos detalhes.
É que o antes deles não é o antes da maioria dos cidadãos, que, infelizmente, passaram a viver como antes (salários, pensões, qualidade dos serviços prestados, etc), ou seja como há 20 anos e com uma pequena diferença é que agora estamos todos mais velhos 20 anos e a capacidade de resposta às dificuldades é menor.
E depois de terem feito engenharia social e arrasado a vida de milhares de portugueses dizem, agora, que era possível ter sido feito de outra forma.
Com dizia o outro: PQP.

26/06/14

9.000.000 (ou quase) de Paulos Bentos

Afinal quase todos os portugueses acreditavam que a selecção iria longe.
Porquê?
Não sei.
Esta é uma das mais fracas selecções portuguesas dos últimos 16 anos.
Agora toca a bater no Paulo Bento (que até pode merecer tal castigo), vá não se inibam:
- soltem o Paulo Bento que há dentro de cada um de nós!

23/06/14

Hoje, ao pequeno almoço

Tivemos companhia. Estava com sede.
Fotos de C.

20/06/14

A despropósito (ou talvez não)

Será que Portugal conseguirá ser campeão do mundo de futebol antes do fim do julgamento do caso BPN?

19/06/14

Francisco Buarque de Hollanda, 70 anos


A simplicidade de um génio.

18/06/14

Que Viva España !!


Todos os grandes campeões chegam ao fim.
Pena que, no caso da selecção espanhola, tenha sido sem glória.
Mas que esta selecção ficará na história do futebol, ninguém tem dúvidas. 

16/06/14

Levar o Quaresma ao Brasil?

Para quê?
Já lá estava o Pepe!

Angola não foi apurada para o Mundial 2014 mas Isabel dos Santos foi

Aqui, neste jardim à beira mar plantado, a imprensa refere-se sempre respeitosamente (para não dizer subservientemente) à senhora como engenheira ou empresária.
Até acredito que o seja.
Mas, por acaso, também é filha do Presidente José Eduardo dos Santos, cuja fortuna foi conseguida à base do roubo do património do povo angolano.
Mas isso que importa, somos todos camaradas. Uns mais que outros.

Ainda o Mundial de Futebol: os telejornais a que temos "direito"

Já sabia que começado o Mundial de Futebol iríamos ter 50% (pelo menos) dos telejornais ocupados com o futebol.
Com o futebol é uma maneira de dizer. Com o circo montado à volta do desporto mais popular do mundo.
Desde as mulheres "mais bonitas" dos jogadores, até ao champô que os mesmos usam, passando pelos arraiais portugueses no Rio de Janeiro, vale tudo.
Na RTP 1 suspendem os programas de comentário político incluídos nos telejornais. Na TVI o professor sabe-tudo, vulgo Marcelo Rebelo de Sousa, também faz comentário futeboleiro e sugere que fazer debates entre António Costa e António José Seguro, durante o Mundial, é perder tempo.
Eu já sabia que isto ia acontecer, mas pior ainda (se é que é possível) é os telejornais esquecerem praticamente a guerra na Ucrânia e no Iraque, as questões europeias, etc, para, quando não falam de futebol, nos presentearem com reportagens de restaurantes de cataplana, crimes passionais e afins além de tudo o que é irrelevante em termos de notícias.
Assim estamos.
E eu até gosto de futebol.

15/06/14

Um Mundial de Futebol com putos

como este e como este é só alegria!
Os galácticos milionários que se cuidem. Há que trazer irreverência ao jogo e deu-me gozo ver estes putos atirarem-se às feras sem medo.

12/06/14

Sobreviver

é o que fazem muitos portugueses desde há, pelo menos, três anos.
Muitos foram (e continuam a ir) para o desemprego e sem esperança de regressarem ao mercado de trabalho.
Outros emigraram, sem esperança de voltarem.
Os que trabalham vêem os seus salários reduzidos, seja por cortes seja por aumento de impostos.
Os reformados são espoliados.
Foi a "receita" de um governo (??) que durante três anos atirou a maioria dos cidadãos para a desesperança e para o desespero, e conseguiram o quê?
Que os famosos mercados nos emprestassem dinheiro mais barato, apesar (ou por causa?) das decisões do Tribunal Constitucional.
A dívida está maior do que há 3 anos. Quanto ao défice, vão fazendo umas maquilhagens para enganar os tontos. 
E na altura de fazer o balanço, o que nos dizem?
E dizem-no com um riso (riem-se de quê?) naquelas caras de parvos.
Porque sim, porque assim o querem as instituições internacionais, acrescentam.
Para eles o país (que até está melhor, dizem) é uma entidade abstracta onde não há cidadãos mas apenas servos.



06/06/14

O Dia D nas praias da Normandia: 'We're Not Heroes'



Faz hoje 70 anos que as tropas aliadas desembarcaram nas praias da Normandia.
Os sobreviventes dizem: "Não fomos heróis."
Mas sem eles que Europa teríamos tido?
Nunca será demais o nosso agradecimento.

Um tribunal (mesmo o Constitucional) só "se pronuncia quando há litígio"

já dizia o bom do Alexis de Tocqueville na página 140 do "Democracia na América", editado pela Principia.
Isto depois de dizer:
"Em todos os povos, a primeira característica do poder judicial é a de servir de árbitro. Para que o tribunal intervenha é preciso que haja um litígio."
"A segunda característica do poder judicial é de se pronunciar sobre casos particulares, e não sobre princípios gerais."
"A terceira característica do poder judicial é a de só actuar quando para tal é solicitado ou, segundo a expressão legal, quando a ele se apela."
E concluir, como dito acima:
"Os Americanos mantiveram estas três características do poder judicial. O juiz americano só se pode pronunciar quando há litígio. Ocupa-se sempre de um caso particular e, para poder actuar, deve sempre espera que recorram a ele. Portanto, ele assemelha-se perfeitamente aos magistrados das outras nações. Contudo, detém um enorme poder político."
E depois interroga-se:
"Qual a sua origem? Se ele se move dentro do mesmo círculo e se serve dos mesmos meios que os outros juízes, por que razão possui um poder que os outros não têm?"
Para a seguir explicar:
"O motivo reside num único facto: os Americanos reconheceram aos juízes o direito de fundamentarem as suas deliberações baseando-se mais na Constituição do que nas leis. Por outras palavras, permitiram-lhes não aplicar as leis que lhes parecessem inconstitucionais."
Pois, António, dirão os meus distintos leitores (if any), mas isso é a América de 1835 vista pelos olhos de um francês.
Será, direi eu que não sou jurista nem de café, mas que dá para reflectir lá isso dá, nomeadamente e para o caso actual em Portugal:
- O Tribunal Constitucional só actuou porque houve um litígio e alguém (deputados, Provedor de Justiça e até o Presidente da República em 2013, que não agora) solicitou que se pronunciasse sobre o litígio.
- A Constituição é a 1ª lei do país e é ela que permite que não se apliquem leis inconstitucionais.


05/06/14

Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido: um rosto, uma história


Não consigo deixar de me comover com histórias como esta. Passa-se no Reino Unido, mas não estará a acontecer o mesmo em Portugal? 
E, como Harry, também não consigo encontrar palavras para explicar aos mais jovens (e não só) que há que melhorar o que conseguimos no passado, mas melhorar não é destruir e passar por cima de pessoas que sofreram e souberam construir coisas boas e bonitas.