28/01/15

27/01/15

Holocausto e Cultura

Em Dia Internacional da Lembrança do Holocausto recordo as palavras de Jonathan Littell, autor de "Les Bienveillantes" (leitura que recomendo), numa entrevista  ao Ípsilon (suplemento do Público) no dia 28 de Dezembro de 2007:
"A cultura não nos protege de coisa nenhuma. Os nazis são a prova disso. Pode sentir-se profunda admiração por Beethoven ou Mozart e ler o "Fausto", de Goethe, e ser-se uma porcaria de ser humano. Não existe ligação directa entre a cultura com C maiúsculo e as opções políticas."

25/01/15

"Zorba is a music for life" diz Anthony Quinn e remata Mikis Theodorakis "...and is freedom"


Anthony Quinn e Mikis Theodorakis na Koenigsplatz, em Muniqe no dia 29 de Julho de 1995.

22/01/15

Coimbra 1936: Quartanistas de Ciências, o Livro da Queima das Fitas


O livro era do meu pai, que faria este ano 100 anos. Os nomes são 52 a saber: Adalberto de Andrade, Agostinho Pereira Natário, Aires Pires Ferreira, Alberto Alves Leite, D. Amarílis Fernandes Godinho, Amaro José Fernandes Ceia, António Agnelo Teixeira Barbosa de Abreu, António Emílio Monteiro Pais (o meu pai), António Ferreira de Andrade, António Ferreira Gomes, António José Henriques Abrantes Frazão d'Aguiar, António José Lopes Navarro, António Pinheiro de Magalhães Júnior, Armando de Brito Subtil, Armindo Pereira Dias, Artur Marques de Figueiredo, Diogo Manoel Pachêco de Amorim, Duarte Vilar Corrêa de Figueiredo, Elmano Pinto Fernando Caleiro, Fausto Gonçalves Ventura, Fernando Gouveia de Morais, Branquinho, Firmino Ramalho, Honorato Alves Seabra, Jerónimo Albarran Grilo, João José Rodrigues, João Raposo, Joaquim Jacinto Lopes, Joaquim Tomaz Lopes Vicente, José de Campos Corôa, José Dias, José Joaquim Alves Monteiro, José Martins Viana, José Teles Limão, José Vasco Rodrigues Ramos, Júlio Correia de Figueiredo, Lucas Gomes da Costa Carvalho, Lúcio Pinto Cardoso, Manuel Deniz Jacinto, Manuel José Moreira, Manuel Nicolau d'Abreu Mascarenhas de Lemos, Mário Herculano Geraldes, Mário Ramos Pereira dos Santos, Raul Lopes Coelho Duarte, Renato de Sousa Paz, Rogério Afonso, Rogério Leão d'Almeida, Rui António Pimentel Coutinho de Alpoim, Sérgio Valentim Camacho, Victor dos Santos Almeida, D. Victória de Oliveira,.
Acabei por conhecer, na minha adolescência, relativamente bem o Honorato Alves Seabra, o Fernando Gouveia de Morais Branquinho e o Heliodoro Victorino Marini Bragança e o bem o Manuel Deniz Jacinto, grande amigo do meu pai.

20/01/15

Breaking news: casamentos e descasamentos

Depois de ver/ouvir notícias nos telejornais, rádios, jornais e facebook acho que já percebi tudo:
- Manuel Maria Carrilho vai viver com o "The Rock";
- Irina vai casar-se com a Bárbara Guimarães;
- e o Cristiano Ronaldo vai abandonar o futebol e converter-se ao budismo.

16/01/15

Dançar uma valsa em Paris


Au premier temps de la valse
Toute seule tu souris déjà
Au premier temps de la valse
Je suis seul, mais je t'aperçois
Et Paris qui bat la mesure
Paris qui mesure notre émoi
Et Paris qui bat la mesure
Me murmure murmure tout bas

Une valse à trois temps
Qui s'offre encore le temps
Qui s'offre encore le temps
De s'offrir des détours
Du côté de l'amour
Comme c'est charmant
Une valse à quatre temps
C'est beaucoup moins dansant
C'est beaucoup moins dansant
Mais tout aussi charmant
Qu'une valse à trois temps
Une valse à quatre temps
Une valse à vingt ans
C'est beaucoup plus troublant
C'est beaucoup plus troublant
Mais beaucoup plus charmant
Qu'une valse à trois temps
Une valse à vingt ans
Une valse à cent temps
Une valse à cent ans
Une valse ça s'entend
A chaque carrefour
Dans Paris que l'amour
Rafraîchit au printemps
Une valse à mille temps
Une valse à mille temps
Une valse a mis l'temps
De patienter vingt ans
Pour que tu aies vingt ans
Et pour que j'aie vingt ans
Une valse à mille temps
Une valse à mille temps
Une valse à mille temps
Offre seule aux amants
Trois cent trente-trois fois l'temps
De bâtir un roman

Au deuxième temps de la valse
On est deux, tu es dans mes bras
Au deuxième temps de la valse
Nous comptons tous les deux un’, deux, trois,
Et Paris qui bat la mesure

12/01/15

Não, infelizmente eu não sou Charlie

Até ontem muitos foram Charlie.
Ainda bem. A ver vamos quantos serão hoje, amanhã e depois.

Eu, infelizmente não sou Charlie.

Por medo e/ou cobardia.
 Por me ter acomodado ao conforto pequeno-burguês de estar à frente da televisão ou do computador.
Por ter deixado de denunciar/participar.
Se calhar por cinismo individualista.
Se calhar por falta de capacidade.


Nem todos são capazes de ser como Charb, Cabu, Tignous e Wolinski, que todas as semanas usavam a sua capacidade criativa para incomodarem os chefes religiosos, os políticos, as polícias, os poderes instalados, mas acima de tudo o conforto pequeno-burguês que muitos de nós procura.
E muitos dos que ontem foram Charlie pactuarão, hoje, amanhã e depois, com limites à liberdade de expressão ou aconselharão os gregos a não mijarem fora do penico, por outras palavras são a favor da liberdade de expressão mas se os cidadãos não votarem como eles querem esses mesmo cidadãos serão punidos.
Quando isso acontecer vamos ver quantos serão Charlie.