21/08/15

Jornalismo de merda

Ontem o Dr. Paulo Portas, "Um homem com dois fatos", resolveu dar uma conferência de imprensa.
As televisões passaram extractos, que vi.
Sempre pensei que, tratando-se de uma conferência de imprensa, houvesse perguntas dos jornalistas.
Se calhar até houve, mas não as vi e/ou ouvi, ou antes as televisões não as passaram.
Um dos temas que o Dr. Paulo Portas abordou foi o das estimativas de criação de emprego, apresentadas pelo PS no mesmo dia.
Sobre isso, com aquele seu ar pesporrente, disse: "não são os governos que criam empregos".
Sendo uma conferência de imprensa sempre esperei que nessa altura pelo menos um jornalista lhe tivesse perguntado:
Mas não! Nada, nem uma só pergunta sobre isso.
O jornalismo, em Portugal, está a atingir níveis de indigência nunca vistos.
Não, não estou a falar dos artigos de opinião, nesses cada um dá a sua opinião, que podem não ser as minhas, mas que poderei rebater se estiver em desacordo.
Estou a falar de coisa mais comezinhas, como factos/notícias, que diariamente passam nos jornais, rádios e televisões, e que, na maioria da vezes, não proporcionam ao cidadão os dados todos ou são mesmo emitidas com a opinião do jornalista pelo meio, muitas vezes na forma de graçolas de mau gosto.
Assim andamos!

Out of the blue: Marcha contra a guitarra eléctrica, Brasil 1967!


Sem comentários!

19/08/15

Presidenciais: quantidade = a mais qualidade?

Queira-se ou não se queira o tema das presidenciais está na berlinda.
À direita o calculismo e a disciplina dominam, daí ainda não haver nenhum candidato formalizado.
À esquerda (toda a esquerda) já tínhamos Henrique Neto e Sampaio da Nóvoa, ontem ficámos a saber que Maria de Belém avança e que o PCP mantém a tradição de ter um candidato (a anunciar depois de dia 4 de Outubro) para ir a todas e assim marcar terreno.
As tão famosas primárias terão começado, na Europa, aquando das últimas presidenciais francesas, quando o PS francês optou por esse caminho (o resultado, François Hollande, não terá sido brilhante), mas o processo revelou-se dinâmico e abriu o partido à sociedade.
Em Portugal umas primárias no PS (ou no PSD) para escolher um candidato presidencial nunca foi assumida abertamente, possivelmente quer por motivos dos poderes presidenciais, quer por, até hoje, os candidatos se terem apresentado como se de uma decisão pessoal se tratasse na tentativa de não ficarem condicionados partidariamente e assim reclamarem alguma independência.
Por isso seria de esperar que a apresentação de várias candidaturas, até agora só à esquerda, fosse um factor dinâmico e mobilizador do eleitorado, que teria a possibilidade, face ao sistema da eventual 2ª volta, de encarar a 1ª volta como umas primárias.
Engano meu.
A crispação quer, primeiro, com a candidatura de Sampaio da Nóvoa, quer agora com a de Maria de Belém, mostra que ambas são candidaturas territoriais e sem grande conteúdo.
Essa é a principal razão  porque, de momento, nenhuma das candidaturas me entusiasma (voltarei a votar branco?!) e não o facto de terem aparecido "fora de tempo", leia-se em período de campanha para as legislativas. Tivessem conteúdo e fossem mobilizadoras e até "ajudariam" os partidos e os eleitores da área que representam ou que tentam representar.
Como nota final recordo que na 1ª vitória de Mário Soares, em 1986, à esquerda havia Maria de Lurdes Pintassilgo, Salgado Zenha e Ângelo Veloso (que na 1ª volta desistiu a favor de Salgado Zenha). 
O resto da história já é conhecido: Mário Soares, que nas primeiras sondagens partiu com 7% (!!), ganhou e o PCP até comeu sapos, mas Mário Soares é Mário Soares.


18/08/15

Out of the blue: "Eurovision Winners 1956-2014"


É no que dá ter uma tarde de ócio.
Divirtam-se!

16/08/15

Só quando chega a nossa vez é que protestamos

Quando toca aos outros pouco nos importamos.
Quando se tratou de cortar salários e pensões, os direitolas apoiaram com ar assanhado..
 Era necessário punir a cabeleireira que, há 20 anos, foi passar a lua de mel a Cancum, ou o reformado que até tinha um Peugeot 307. Viviam acima das suas possibilidades, diziam os direitolas e aplaudiram o governo (?).
Quando se tratou de aumentar impostos, já miaram um bocado, mas disfarçaram.
Quando lhes chegaram ao bolso é que é pior. Agora é ver:
- o jornalista candidato a cómico João Miguel Tavares protestar, coitadinho!
- e o jornal oficial da direita radical  vir falar em "ditadura fiscal", coitadinhos!
E depois ainda são capazes de nos encher os ouvidos com as vantagens do liberalismo, de que este governo (?) será um representante.
Pobre liberalismo, para estes direitolas o liberalismo resume-se a apoiar as privatização de tudo o que é Estado (saúde, educação, justiça, e até chegará a vez das Forças Armadas, é só dar tempo ao tempo), privatizações que curiosamente são feitas com dinheiro dos contribuintes (ver o que se está a passar no ensino) e calar tudo o que diz respeito aos direito e liberdades dos cidadãos.
Ainda sou do tempo em que muitos deles urravam contra o Cartão do Cidadão (criado pelos malditos socialistas) ou contra a ASAE (agora uma unidade modelo, na perspectiva dos ditos direitolas).
Para mim o que me faz impressão não é haver quem defenda posições diferentes das minhas, mas o facto de estes cavalheiros serem especialistas no duplo critério, o que os anglo-saxões chamam  "double standard".
Eu diria que intelectualmente, são desonestos.


12/08/15

Genéricos imperdíveis: Shameless


Na RTP2 começa hoje, pelas 22h 45m, a 4ª temporada de SHAMELESS

08/08/15

E...num momento em que a direita propõe destruir a Segurança Social

os telejornais abrem com a polémica sobres os cartazes do Partido Socialista e as primeiras páginas dos jornais ditos de referência idem aspas.
E, amanhã, começa a época de futebol e então nem cartazes nem Segurança Social.
Lá vamos cantando e rindo!