Os apelos a que os melhores de nós participem na coisa pública são mais que muitos.
O PS escolheu para cabeça de lista, às Europeias 2009, uma dessas figuras. Um não militante partidário. Ex-militante do PCP, do qual saiu vai para 20 anos. Independente mas interessado na coisa pública e não escondendo as suas preferências. Cronista do "Público". Professor universitário. Constitucionalista ouvido e respeitado. Ou seja alguém com carreira fora da chamada política e de que não precisa dela para viver.
Aceitou o desafio e fez a campanha eleitoral. Foi eleito, mas o PS é derrotado.
Curioso foi ver, na pré campanha e na campanha , a reacção corporativa dos políticos profissionais contra Vital Moreira. Que não tinha jeito. Que estava destreinado (??!!). Que mais parecia um professor universitário ( seria um elogio ? ). Quando foi mais contundente diziam que não estavam à espera disso de um candidato como ele. Que usou linguagem reles ( estariam a ver-se ao espelho ?).
Depois de conhecidos os resultados os "especialistas" e os amigos de Peniche vieram logo dizer :
" Eu bem tinha avisado. O homem é fraquinho e foi responsável pela derrota do PS."
Pois ! Que pena o PS não ter escolhido um homem do aparelho , um jota ou um ex-jota.Teria perdido na mesma as eleições. Os "especialistas" diriam que pena não terem escolhido o Vital Moreira.
Só desejo que Vital Moreira permaneça os 5 anos no Parlamento Europeu e que faça um bom trabalho.



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