10/11/09

Figurinhas justiceiras

Sempre me fez alguma confusão os Procuradores Gerais da República, não só o actual, falarem para a comunicação social ( e como tal para os cidadãos ) em vãos de escada, à saída de reuniões, a sairem de casa a correr, etc. E a falarem sobre tudo e sobre nada. Quando é sobre nada , vá que não vá. O mesmo diria do Presidente do Supremo Tribunal.
Há dias que se fala em certidões autónomas do processo "Face Oculta" que envolvem escutas onde um dos escutados é o 1º Ministro. Desde aí tem sido um verdadeiro espectáculo hard core ou pior.
Hoje, diz a SIC, o Presidente do Supremo considerou as escutas nulas. Mas logo a seguir ouço o mesmo dizer que "o Procurador Geral é que se deve pronunciar sobre o tema."
Afinal em que ficamos, Sr. Presidente do Supremo e Sr. Procurador Geral ?
Não compreendem que têm que falar de uma forma clara ? Não compreendem que um dos visados é o 1º Ministro de Portugal ?
Quem é o responsável por comunicar ao país se as escutas são ou não válidas ?
Quando o decidirem, só peço a V.Exas um favor : façam a comunicação de um forma digna e não num vão de escada de um qualquer prédio manhoso.

2 comentários:

expressodalinha disse...

AQUI HÁ VÁRIAS NULIDADES.

Pedro disse...

Em minha opinião manhoso não é só o referido prédio.
Não acredito que nenhum dos intervenientes neste processo fosse ingénuo ao ponto de ter conversas comprometedoras ao telefone.
Não me parece que nenhuma das partes tenha vantagem, ou vontade de falar claro.
Acho que em todos estes processos mediáticos a desinformação é tão grande que a verdade (ou as verdades) ficam apenas no conhecimento de algumas pessoas.
Todo o restante falatório pouco difere de conversa de café ou especulação jornalística.