14/07/08

Fountain Residence

Antigamente, quando se começaram a baptizar as urbanizações residenciais, Quinta da Fonte seria um óptimo nome para uma qualquer urbanização para uma pequeno-burguesia ascendente ou para os novos ricos do tempo de Cavaco 1º ministro. Hoje estamos na época desses emprendimentos serem baptizados em inglês. "Qualquer Coisa" Residence ou mesmo Resort ou ainda Terrace. É mais chic. Agora as quintas urbanizadas são para outras classes sociais que se confundem com etnias. No caso da Quinta da Fonte os noticiários demoraram tempo a dizer que eram ciganos e africanos ( o que traduzido quer dizer pretos ). Mas lá disseram. Afinal, surprise !, o racismo não tem cor. E num tempo em que o jornalismo vive por épocas ( ela é a época balnear, ela é a época dos incêndios (!!??) , ela é a época dos doentes que caíam das macas quando Correia de Campos era ministro da saúde, etc ) lá somos bombardeados com todos os casos de violência actual ou passada e assistimos a um desfilar de casos cuja relação com o da Quinta da Fonte é o de ser a época da violência. Ao primeiro incêndio de grandes dimensões ( cruz canhoto) ou se o Cristiano Ronaldo for para o Real Madrid, a 1ª página muda mas o mau jornalismo não.

3 comentários:

Galeota disse...

...ou se a temperatura subir há muitos idosos a...., nos hospitais, por falta de condições.

nuno granja disse...

Sobre este assunto gostava muito de saber o que andam a fazer por estes dias, o SOS RACISMO e os habituais intervenientes politicamente correctos, BE e afins.

Quando há uns anos em Francelos, Gaia, a população "branca" se revoltou contra a população "cigana" que por via do seu "core business" (trafico de droga) tornava o dia a dia da população num pequeno inferno, não faltou quem chamasse aos que se revoltavam de racistas, etc, etc

Poderiamos invocar o cass de Oleiros e muitos outros

Já neste caso, uma situação de claro conflito racial, não vejo os mesmos actores politicamente correcto a chamaram os bois pelos nomes, enquanto em grande parte da imprensa o problema é qualificado como "incompatibilidades entre etnias".

Como disse uma vez um comentador politico da nossa praça, se eu for de esquerda e atear fogo um Mac Donalds sou um militante anti-globalização, anti-capitalista etc etc e olhado com condescendência, já se for branco e atera fogo a um restaurante do Bangla Desh sou um racista neo-nazi etc etc

esta dualidade de critérios para problemas iguais contribui para que este tipo de problemas não sejam encarados e resolvidos objectivamente

nuno granja disse...

Sobre este assunto gostava muito de saber o que andam a fazer por estes dias, o SOS RACISMO e os habituais intervenientes politicamente correctos, BE e afins.

Quando há uns anos em Francelos, Gaia, a população "branca" se revoltou contra a população "cigana" que por via do seu "core business" (trafico de droga) tornava o dia a dia da população num pequeno inferno, não faltou quem chamasse aos que se revoltavam de racistas, etc, etc

Poderiamos invocar o cass de Oleiros e muitos outros

Já neste caso, uma situação de claro conflito racial, não vejo os mesmos actores politicamente correcto a chamaram os bois pelos nomes, enquanto em grande parte da imprensa o problema é qualificado como "incompatibilidades entre etnias".

Como disse uma vez um comentador politico da nossa praça, se eu for de esquerda e atear fogo um Mac Donalds sou um militante anti-globalização, anti-capitalista etc etc e olhado com condescendência, já se for branco e atera fogo a um restaurante do Bangla Desh sou um racista neo-nazi etc etc

esta dualidade de critérios para problemas iguais contribui para que este tipo de problemas não sejam encarados e resolvidos objectivamente