31/07/15

A mãe drogada já está detida...podemos ir de consciência tranquila para fim de semana

Pronto!
A mãe que fugiu do hospital de Faro com o filho recém nascido já está detida.
Espero agora pela a investigação para apurar as responsabilidades do hospital sobre como tal foi possível.
 Ainda não dei conta que a mesma já tenha começado.
Mas descansemos e partamos para o fim de semana de consciência tranquila... a mãe drogada já está na choldra.

Pedro Mota Soares, o MANDRAKE deste governo

Consta, segundo o INE, que em Maio o desempregou caiu para 12,4%.
O que, pelo que li, corresponde a cerca de menos 42.000 pessoas inscritas nos Centros de Desemprego.
É obra!
Se bem que eu já desconfiasse, pois já tinha visto bichas de pessoas à porta das inúmeras novas fábricas que estão a abrir pelo país todo, então no Alentejo até parece uma praga.
E se não foi em fábricas foi nas novas lojas de comércio local que nascem como cogumelos, para já não falar dos novos restaurantes.
É que 42.000 pessoas é uma multidão.
Não me parece que o jovem ministro Pedro Mota Soares conheça o Mandrake, um dos meus heróis de BD, quando jovem, mas que o homem se está a transformar num verdadeiro mágico, lá isso está.

30/07/15

Land of Hope and Glory


The "Land of Hope and Glory" is the outcome of collaboration between the composer, Edward William Elgar (1857-1934) and Arthur C. Benson (1862-1925).

Elgar had already earned a reputation as a composer with the two Pomp and Circumstance Marches (1901). The first of these appealed so much to the successor of Queen Victoria, Edward VII, that Elgar was commissioned to compose a work for the coronation of the king, later to be known as the "Coronation Ode" (see below). He worked in close collaboration with Arthur C Benson who provided words for the music. It was also suggested that a section of the first Pomp and Circumstance March should also have words and become the climax of the "Coronation Ode". The result is the song "Land of Hope and Glory". The Ode was completed in April 1902 and earned Elgar a knighthood in 1904. The Ode was also performed at the coronation of King George V in 1911.

LAND OF HOPE AND GLORY

Dear Land of Hope, thy hope is crowned.
God make thee mightier yet!
On Sov'ran brows, beloved, renowned,
Once more thy crown is set.
Thine equal laws, by Freedom gained,
Have ruled thee well and long;
By Freedom gained, by Truth maintained,
Thine Empire shall be strong.

Land of Hope and Glory, Mother of the Free,
How shall we extol thee, who are born of thee?
Wider still and wider shall thy bounds be set;
God, who made thee mighty, make thee mightier yet.
God, who made thee mighty, make thee mightier yet.

Thy fame is ancient as the days,
As Ocean large and wide:
A pride that dares, and heeds not praise,
A stern and silent pride:
Not that false joy that dreams content
With what our sires have won;
The blood a hero sire hath spent
Still nerves a hero son.

-- A C Benson

 

Coronation Ode 

Land of Hope and Glory,
Mother of the Free,
How may we extol thee,
Who are born of thee?

Truth and Right and Freedom,
Each a holy gem,
Stars of solemn brightness,
weave thy diadem.
Tho' thy way be darkened,
Still in splendour drest,
As the star that trembles
O'er the liquid West.
Throned amid the billows,
Throned inviolate,
Though hast reigned victorious,
Though has smiled at fate.

Land of Hope and Glory,
Fortress of the Free,
How may we extol thee,
Praise thee, honour thee?

Hark, a mighty nation
Maketh glad reply;
Lo, our lips are thankful,
Lo, our hearts are high!
Hearts in hope uplifted,
Loyal lips that sing;
Strong in faith and freedom,
We have crowned our King!


29/07/15

A coligação PaF apresentou o hino da campanha eleitoral


Notas:
1. As minhas desculpas ao Adriano Celentano e à Mina.
2. PaF quer dizer "Para nos F*der"?

28/07/15

Irmãos

Luanda, 16 de Junho de 1960, o Zé Luís (a caminho dos 10 anos), eu (com quase 7 anos) e o Pedro (com quase 5 anos).
Infelizmente o Zé Luís faleceu em 2004, em Genève, e já não pôde estar no jantar surpresa dos 60 anos do Pedro, a semana passada, em Paço de Arcos.
Filhos de coimbrões, mas Pai com costela beirã, tivemos uma educação frugal pautada pelo rigor do Pai, licenciado em matemática e pouco dado a religiões, e pela fé cristã da Mãe sempre jovial e presente.
Frugal mas aberta às novidades e ao progresso e o termos vivido em Luanda, de 1953 a 1964, ajudou.
Tentámos ajudar-nos uns aos outros, mas sempre parcos em demonstração de afectos (a costela beirã?).
A partida do Zé Luís para Genève, em 1975, reduziu os meus contactos (e do Pedro) com ele e infelizmente não pude estar presente nos últimos momentos da doença que acabou por o levar e muito ficou por lhe dizer, nomeadamente para lhe pedir desculpa de alguns juízos precipitados e injustos que fiz de algumas das suas atitudes e decisões.
Por tudo isso e muito mais gostei do jantar dos 60 anos do Pedro e nas suas palavras de agradecimento escritas, a posteriori (e ontem recebidas), fiquei a saber que "o ensinei muito na formulação da dúvida sistemática e na interrogação das coisas."
Obrigado Pedro.

27/07/15

O pior dia do Verão é

hoje!
Porquê?
Porque ontem acabou a Volta à França e "cuando se acaba nos deja en la miseria."
Foto daqui.

24/07/15

Por acaso

foi visto um cidadão, em fato de banho (slips), que corria pelo tabuleiro da ponte "25 de Abril", que liga Lisboa a Almada, e gritava:
"A ideia de construir a ponte foi minha."
Foi detido pela GNR.
Pedida a identificação verificou-se que era o 1º ministro, Pedro Passos Coelho.
Por decisão judicial está internado no hospital Júlio de Matos.

16/07/15

"A Grécia custa a cada português 180€"

disse, ontem, Mário David  (ex-eurodeputado do PSD), num debate, na SIC Notícias, em que participaram Francisco Seixas da Costa e Pedro Lains.
Ao comentário de Pedro Lains: "O senhor está a ser populista!", Mário David reconheceu que sim.
Para isto não percebo porque é que os canais das TV's não convidam "verdadeiros" taxistas em vez de políticos encartados.
Pedro Lains e Francisco Seixas da Costa bem tentaram trazer o debate para um plano sério e onde se discutissem ideias, mas a costela populista de Mário David não o permitiu.
É triste vermos políticos sucumbir ao populismo em vez de o combaterem.
Tempos difíceis exigem políticos corajosos que não sigam os sentimentos de linchamento da populaça.
E, pior, pelo menos para mim, é quando esses políticos têm telhados de vidro, como será o caso de Mário David, "El hombre detrás de los negocios-fiasco de los portugueses en Colombia."

14/07/15

CHRIS FROOME: Nguvu kama simba

ou seja "tão forte como um leão", na língua Swahili do Quénia, de onde Froome é natural.
Um verdadeiro festival no alto de "La Pierre-Saint-Martin" (10ª etapa). Arranque a 6 km da meta para deixar Quintana a 1:04, Contador a 2:51 e Nibali a 4:25.

Rugas























8 de Junho de 2014 - Foto de Manuel G.

13/07/15

O homem que teve uma só boa ideia na vida (mesmo que por acaso)

Quando trabalhava em consultadoria de redução de custos contava-se uma história que fazia parte da mitologia da indústria.
Num projecto numa empresa, um jovem consultor, observou, ao fim de várias semanas, que existia um funcionário que passava as 8 horas do horário sentado numa secretária, num gabinete só para ele, sem fazer nada.
Expedito, foi logo falar com o presidente da empresa sugerindo-lhe que despedisse o dito funcionário o que permitiria à empresa poupar o seu salário, que até era alto.
Ao que o presidente lhe respondeu: "Deixe-o estar. O homem teve uma só boa ideia na vida que me fez ganhar milhões."
Pelos vistos o nosso Pedro, ao fim de tantos anos de vida, acabou por ter uma boa ideia, se bem que pareça ter sido por acaso. O que não lhe retira o mérito.
Está pois agora na altura, aquando das próximas legislativas, de fazermos como o presidente da empresa da história que contei acima: não votamos no Pedro e damos-lhe um gabinete e uma secretária onde possa escrever as suas memórias (que devem dar um livro pequenito).

11/07/15

E se Inês Teotónio Pereira não fosse idiota e mentirosa?

Laura Ferreira, a mulher de Pedro Passos Coelho está doente. Tem um cancro. Facto conhecido da opinião pública.
Laura Ferreira apareceu numa sessão pública com Pedro Passos Coelho e o"Correio da Manhã" (pelo menos) divulga uma fotografia em que Laura Ferreira não tem problemas em aparecer de cabeça rapada.
A partir desta foto logo aparecem, no facebook, os comentários doentios e odiosos dos psicopatas do costume, gente (que me tenha apercebido) anónima que procura os sues 15 segundos de fama para serem partilhados pelos seus "amigos" do facebook (para aí uns 10).
Que me tenha apercebido nenhum partido, como tal, comentou a situação e/ou a foto nem nenhum militante de relevo de qualquer partido, fosse de esquerda ou de direita o fez
Por isso, este texto de Inês Teotónio Pereira, no jornal "i" de hoje, está ao nível dos comentários doentios e odiosos dos psicopatas do facebook.
Esta senhora, serve-se de um texto de Estrela Serrano, para a partir dele desencadear um ataque a toda a esquerda, se bem que o único partido citado seja o PS.
O texto de Estrela Serrano é, na minha opinião, um texto que levanta questões que valem a pena ser discutidas e não vi nele nenhum ataque a Laura Ferreira.
Mas, como diz António Guerreiro, vivemos no tempo do "Novo Realismo".

10/07/15

Salazar, o IVA da restauração e Estaline

Ontem, na entrevista à TVI, o secretário geral do PS (António Costa) confirmou que, se for primeiro-ministro, desce o IVA da restauração. Foi claro.
Nos comentários pós entrevista lá veio o outro António Costa, esse monstro do jornalismo económico, dizer que "pois é uma intenção bondosa, mas será a actividade da restauração a que interessa ao desenvolvimento do país?" (cito de memória).
Argumento também utilizado (num passado recente) por muitos fazedores de opinião e também por laranjinhas e afins e ainda por outros idiotas úteis.
Como se, quando alguém decide "abrir um negócio", tivesse de reunir com a família e/ou sócios e perguntar (ou inquietar-se): "Mas isto vai ajudar o país?"
Afinal parece que muitos (alguns reivindicando-se de liberais) gostam é de políticas de condicionamento económico ou de planos quinquenais que castram o cidadão.
"Abrir um negócio" não é um gesto de altruísmo.
Se alguém o decide fazer é porque acredita (baseado em análises mais ou menos sofisticadas, por sentimento, porque tem dinheiro, etc) que pode melhorar a sua situação económica e, eventualmente, fazer aquilo que gosta.
Se acredito que consigo isso abrindo um restaurante ou uma pensão, qual é a questão?
Como é óbvio, se o "negócio" correr bem, vai beneficiar terceiros (clientes, empregados, o Estado via impostos, etc) e como tal a "economia nacional" (seja isso o que for).
Antes isso que banqueiros pouco escrupulosos que abriram bancos para o bem da Nação e depois foi o que se viu. E não estou só a falar de Ricardo Salgado. 
Passados 41 anos sobre o 25 de Abril de 1974 é um case study  verificar como ainda há tantas mentes salazarentas no país, algumas vindas directamente do estalinismo militante dos anos brasa (coincidências?).
E o mais curioso é que muitos nasceram depois do 25 de Abril de 1974 ou eram jovens imberbes à data.
Ah!  já me esquecia, que todos estes idiotas úteis se babaram quando o nosso saudoso Álvaro (ex-ministro da economia do actual governo) veio propor a internacionalização do pastel de nata.
Haja paciência!

09/07/15

Como Nossos Pais


Não quero lhe falar meu grande amor 
De coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi 
E tudo o que aconteceu comigo 
Viver é melhor que sonhar 
E eu sei que o amor é uma coisa boa 
Mas também sei 
Que qualquer canto é menor do que a vida 
De qualquer pessoa

Por isso cuidado meu bem 
Há perigo na esquina 
Eles venceram e o sinal 
Está fechado pra nós 
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão 
E beijar sua menina, na rua 
É que se fez o seu braço, 
O seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta pela minha paixão 
Digo que estou encantada como uma nova invenção 
Eu vou ficar nesta cidade não vou voltar pro sertão 
Pois vejo vir vindo no vento cheiro de nova estação 
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração...

Já faz tempo eu vi você na rua 
Cabelo ao vento, gente jovem reunida 
Na parede da memória esta lembrança 
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber 
Que apesar de termos feito tudo o que fizemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Como os nossos pais...

Nossos ídolos ainda são os mesmos 
E as aparências não enganam não 
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém 
Você pode até dizer que eu tô por fora 
Ou então que eu tô inventando...

Mas é você que ama o passado e que não vê 
É você que ama o passado e que não vê 
Que o novo sempre vem...

Hoje eu sei que quem me deu a ideia e
De uma nova consciência e juventude 
Tá em casa, guardado por Deus 
Contando vil metal...

Minha dor é perceber que apesar de termos 
Feito tudo, tudo, tudo, tudo o que fizemos 
Nós ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Como os nossos pais...

Letra de Belchior

08/07/15

O liberalismo (Ortega y gasset)

"O liberalismo é o princípio de direito político segundo o qual o poder público, sendo não obstante omnipresente, se limita a si mesmo e procura, mesmo à sua custa, deixar lugar no estado em que ele impera para que possam viver os que nem pensam nem sente como ele, isto é, como os mais fortes, como a maioria. O liberalismo - convém recordar isto hoje - é a suprema generosidade: é o direito que a maioria outorga às minorias e é, portanto, o grito mais nobre que soou no planeta. Proclama a decisão de conviver com o inimigo; mais ainda, com o inimigo débil. Era inverosímil que a espécie humana tivesse chegado a uma coisa tão bonita, tão paradoxal, tão elegante, tão acrobática, tão antinatural. Por isso, não deve surpreender que essa mesma espécie pareça prontamente resolvida a abandoná-la. É um exercício demasiado difícil e complicado para que se consolide na terra.
Conviver com o inimigo! Governar com a oposição! Semelhante ternura não começa a ser já incompatível? Nada acusa com maior clareza a fisionomia do presente como o facto de irem sendo tão poucos os países onde existe a oposição. Em quase todos, uma massa homogénea pesa sobre o poder público e esmaga e aniquila todo o grupo opositor. A massa - quem o diria ao ver o seu aspecto compacto e multitudinário? - não deseja a convivência com o que não é dela. Tem ódio de morte ao que não é ela."
(in a "Rebelião das Massas", pág. 87 na edição da Relógio d'Água)

Relembro, uma vez mais, a 1ª edição do livro de Ortega Y Gasset é de 1930!

07/07/15

MARIA BARROSO


06/07/15

Demissões gregas: Varoufakis e Samaras

Hoje é a demissão de Varoufakis que enche as primeiras páginas de todos os jornais europeus.
Por cá a direita exulta e na ausência de pensamento próprio deixa aos "ex-marxistas-leninistas" de serviço, José Manuel Fernandes e Helena Matos, "defenderem" a honra do convento. 
Pobre defesa.
Mas poucos falam da demissão de Antonis Samaras, que aconteceu ainda ontem à noite.
Quem governou a Grécia nas últimas décadas foi o PASOK e a Nova Democracia.
O PASOK já foi penalizado e hoje representará 5 a 7% do eleitorado.
A Nova Democracia, de Antonis Samaras, nas eleições de 25 de Janeiro de 2015 ainda obteve 27,8% de votos. Hoje as sondagens dão-lhe cerca de 15%. E só passaram 6 meses sobre as últimas eleições legislativas
Ou seja a crise grega está a "varrer" do sistema político os partidos que governaram a Grécia nos últimos 40 anos.
O referendo de ontem mostra que, eventualmente, o eleitorado começa a perceber quem foram os verdadeiros responsáveis pela crise e não está disposto a acreditar nas histórias da carochinha que os idiotas úteis continuam a contar.
Curiosamente o actual governo grego sai reforçado e legitimado.
O que deveria levar outros a pensar bastante antes de falarem.
 Refiro-me a Hollande, que se as presidenciais fossem hoje possivelmente nem passaria à 2ª volta, a Rajoy que nas sondagens de ontem do El País tem 23% de intenção de voto e ainda a Pedro e Paulo que andam pelos 35% de intenção de voto.
Isto para já não falar no que se passou nas eleições dinamarquesas de 18 de Junho de 2015  (ausentes dos noticiários em Portugal) onde o Partido Popular Dinamarquês (direita xenófoba) foi o 2º partido mais votado, curiosamente à frente do Partido Liberal (direita tradicional) que no entanto indicou o 1º ministro.
Last but not least: e alguém, na famosa Europa, está preocupado com a construção de mais um muro?
Mas a direita portuguesa anda toda contente.
Alguém me pode explicar porquê?

05/07/15

Grécia: 51%? Não! 55%? Não! Sim, já vai quase

nos 62%!!
Desde as 17 horas que tenho estado a ver os comentários nas televisões portuguesas.
O que mais me divertiu (se assim posso dizer)  não foi o que alguns dos comentadores iam dizendo, mas foi ver a evolução da linguagem corporal de alguns deles à medida que os resultados do referendo grego iam surgindo.
Da alegria contida quando as previsões eram quase 50% vs 50% à cara de pau quando a diferença se começou a aproximar dos 40% favoráveis ao Não.
A democracia é tramada, quando as pessoas votam há como que uma libertação de energia que estilhaça as palavras dos comentadores.
Agora vamos esperar que os governantes europeus (todos, incluindo os gregos) saibam estar à altura da situação.

04/07/15

TAP: uma empresa portuguesa (está bem abelha!)

Chamem-lhe parvo. 
Então o cámone entra com 214,5 milhões de euros e o tuga com 12 milhões, estavam à espera de quê?
Já agora alguém me esclareça porque que é que na privatização de companhias aéreas europeias as regras comunitárias obrigam que mais de 50% do capital tenha de ser detido por um europeu (da comunidade), mas já nas empresas de electricidade e da rede eléctrica até o estado chinês pode ser sócio?
Não gozem connosco.

03/07/15

Acabar com as discussões (Ortega y gasset)

"Ter uma ideia é crer que se possuem as razões dela, e é, portanto crer que existe uma razão, um mundo de verdades inteligíveis. Idear, opinar é a mesma coisa que apelar a tal instância, sujeitar-se a ela, aceitar o seu código e a sua sentença, crer, portanto, que o diálogo em que se discutem as razões das nossas ideias é a forma superior da convivência. Mas o homem-massa sentir-se-ia perdido se aceitasse a discussão e, instintivamente, repudia a obrigação de acatar essa instância superior que se situa fora dele. Por isso, o "novo" na Europa é "acabar com as discussões", e detesta-se qualquer forma de convivência que implique por si mesma acatamento de normas objectivas, desde a conversa no parlamento, passando pela ciência. Isto quer dizer que se renuncia à convivência de cultura, que é uma convivência sob normas, e se retrocede a uma convivência bárbara. Suprimem-se todos os trâmites normais e vai-se directamente à imposição do que se deseja."
(in "A Rebelião das Massas", pág. 85 na edição da Relógio D'Água)

Recordo: a primeira edição do livro é de 1930!

01/07/15

Civilização e barbárie (Ortega y gasset)

"Civilização é, antes de mais nada, vontade de convivência. É-se incivil e bárbaro na medida em que não se conte com os outros, A barbárie é tendência à dissociação. E assim todas as épocas bárbaras foram tempos de esbanjamento humano, pululação de grupos diminutos separados e hostis."
(pág. 87 de "A Rebelião das Massas", edição da Relógio d'Água) 

Relembro: a primeira edição de "A Rebelião das Massas" apareceu em 1930.
Livro que, apesar do título, é sobre a Europa nesses anos entre guerras e já na antecâmara do fascismo.
Ou de como não aprendemos com os erros do passado.
Voltarei ao livro.

"Comparar tragédias humanas é um exercício miserável..."

É como termina este texto de Matina Stevis, uma jornalista grega correspondente, em Nairobi, do "Wall Street Journal's Africa".
A reflexão de uma cidadã grega expatriada que se sente cercada e angustiada pelas perguntas (e perconceitos) que outros lhe fazem.
Vale a pena ler, quanto mais não seja para sairmos das discussões maniqueístas que nos entram todos os dias em casa via TV, rádio e internet.